A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou neste sábado (21) o Centro Municipal de Reabilitação de Irajá, situado na Zona Norte. A nova estrutura tem como objetivo ampliar os tratamentos especializados, com foco em reabilitação física e no apoio a indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA).
Localizado na Rua Hanibal Porto, o centro oferece um espaço dedicado à reabilitação motora de adultos, com serviços de fisioterapia para pessoas com incapacidades físicas e motoras. Inicialmente, a unidade tem a capacidade para realizar cerca de 800 atendimentos mensais, com planos de expansão conforme a necessidade.
Segundo o prefeito, este novo espaço responde a uma demanda crescente e visa padronizar os serviços municipais, oferecendo um caminho claro e digno para famílias e indivíduos na cidade, garantindo acesso adequado a serviços de saúde e educação.
O espaço também abriga o Centro de Estímulo ao Desenvolvimento no Transtorno do Espectro Autista (CEDTEA), oitavo do gênero a integrar a rede municipal de saúde. O CEDTEA atende crianças e adolescentes de até 18 anos com suspeita ou diagnóstico de TEA, visando um cuidado terapêutico adaptado a cada paciente, através do trabalho de uma equipe multiprofissional.
Daniel Soranz, secretário de Saúde, destacou a importância do centro para o desenvolvimento social das crianças, com estrutura que inclui salas de cuidados especiais e estímulo, além de serviços de musicoterapia e terapia ocupacional.
Composta por 12 profissionais, a equipe do CEDTEA inclui especialistas como neuropsiquiatra, psicólogos, pedagogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionista, musicoterapeuta e psicomotrista. As atividades incluem avaliações multiprofissionais e atendimentos semanais e mensais, bem como atividades grupais para moradores de diversos bairros adjacentes.
Para utilizar os serviços do Centro Municipal de Reabilitação, os pacientes devem ser avaliados em clínicas da família ou centros de saúde municipais e encaminhados via Sistema de Regulação (SISREG). Crianças com suspeita de TEA passarão por testes diagnósticos na Atenção Primária antes de serem encaminhadas para atendimento especializado.
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