Um edifício histórico no Rio de Janeiro, ligado à ditadura militar, foi oficialmente tombado de forma provisória pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O anúncio foi publicado no Diário Oficial da União, destacando que o prédio, que abrigou o DOI-Codi — reconhecido como um dos principais centros de repressão do regime no estado — está localizado na Rua Barão de Mesquita, 425, Tijuca. A área faz parte do 1º Batalhão de Polícia do Exército.
O tombamento inclui a estrutura principal, dois pátios e entradas pela Avenida Maracanã e Praça Lamartine Babo. Há um movimento em curso, coordenado pelo Ministério Público Federal, para transformar o local em um espaço destinado à preservação da memória política do país.
Durante a década de 1970, o local foi central na ação repressiva do estado, com registros de torturas e desaparecimentos. A história do local, porém, é antiga, remontando ao Império, quando foi adquirido pela Coroa em 1857 para servir de hospital militar.
Simultaneamente, o MPF garantiu recentemente, na Justiça, que a União recupere o prédio do antigo Instituto Médico-Legal do Rio. O objetivo é proteger um acervo de mais de 400 mil itens da Polícia Civil, que documentam violações de direitos humanos e a história institucional.
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