A tragédia que envolve a pequena Heloísa dos Santos Silva, de apenas 3 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Arco Metropolitano

A tragédia que envolve a pequena Heloísa dos Santos Silva, de apenas 3 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Arco Metropolitano
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A tragédia que envolve a pequena Heloísa dos Santos Silva, de apenas 3 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Arco Metropolitano, segue gerando preocupação e questionamentos. A criança, que foi atingida na coluna e na cabeça, encontra-se em estado gravíssimo e está sendo tratada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

Nesta segunda-feira, a Corregedoria da PRF anunciou que já identificou o policial que ingressou no CTI, sem trajes oficiais, mas portando um distintivo da corporação. Imagens das câmeras de segurança da unidade hospitalar mostram claramente o policial adentrando uma área de acesso restrito. Em resposta a esse grave incidente, o Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação criminal com o objetivo de esclarecer os fatos e solicitou a identificação do autor ou autores dos disparos que causaram os ferimentos à menina. O MPF também requisitou o afastamento temporário de todos os envolvidos no episódio, bem como a apreensão das armas utilizadas pelos policiais. Além disso, foi solicitado acesso ao procedimento investigatório interno em curso na Corregedoria da PRF.

O procurador da República Eduardo Benones, responsável pelo caso, manifestou sua perplexidade diante dos acontecimentos:

“A partir de amanhã, teremos o nome do policial. Nos reuniremos para entender por que ele estava lá e o que exatamente estava fazendo. Ele simplesmente entrou no CTI, sem se identificar adequadamente, afirmando ser ‘assunto policial’. Por quê? O que ele estava fazendo? E por que não se identificou? No CTI, os médicos têm autoridade”, destacou Benones.

A situação é considerada, no mínimo, intrigante pelo procurador, que ressaltou que duas policiais rodoviárias federais, ligadas ao setor de direitos humanos da corporação, estavam presentes no hospital, mas não no CTI:

“Não considero isso um incidente isolado. É, no mínimo, estranho. Havia duas policiais rodoviárias federais ligadas ao setor de direitos humanos da corporação no hospital, mas, segundo minha equipe, elas não estavam no CTI”, observou o procurador.

A família da menina, que reside em Petrópolis e estava retornando de Itaguaí, na Região Metropolitana, após passar o feriado de Sete de Setembro, estava no carro quando os tiros foram disparados e alega que os disparos partiram de agentes da PRF. A investigação em curso visa esclarecer os detalhes desse trágico episódio e garantir que a justiça seja feita em nome da pequena Heloísa.

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