Audiência de Réu por homicídio e receptação no caso Marielle é agendada para terça-feira

Audiência de Réu por Homicídio e Receptação no Caso Marielle é Agendada para Terça-feira
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A Justiça do Rio de Janeiro agendou para esta terça-feira (10) a primeira audiência de instrução e julgamento do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, no processo em que ele é réu por homicídio e receptação no caso Marielle Franco. Suel foi condenado em 2021 a 4 anos de prisão por obstruir as investigações relacionadas aos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ele foi preso em julho deste ano pela Polícia Federal.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Federal alegam que Suel teria recebido o carro usado no assassinato de Marielle. Além disso, ele era o proprietário do veículo usado para ocultar as armas que estavam em um apartamento pertencente a Ronnie Lessa, um dos acusados de participação no assassinato e amigo de Suel. Suel também teria participado do descarte das armas no mar.

A audiência está marcada para as 9h no IV Tribunal do Júri e contará com depoimentos de testemunhas de defesa e de acusação, além do interrogatório do réu. Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz, também detidos por envolvimento no caso, devem prestar depoimento por videoconferência.

Suel, que estava cumprindo pena em regime aberto, teve seu nome mencionado por Élcio de Queiroz em uma delação premiada à Polícia Federal e ao MPRJ, na qual foram fornecidos detalhes sobre o crime. Élcio confessou ter dirigido o veículo usado no ataque e confirmou que Ronnie Lessa efetuou os disparos. Suel, segundo as informações da delação, teria auxiliado na vigilância de Marielle e participado da troca de placas do veículo utilizado no assassinato, bem como do descarte de cápsulas e munição, além de providenciar o desmanche do carro.

O caso Marielle completou cinco anos em 2023, e desde fevereiro, a Polícia Federal assumiu as investigações. Até o momento, a motivação e quem ordenou o assassinato de Marielle não foram esclarecidos.

Apenas a primeira fase do inquérito foi concluída pela Polícia Civil e pelo MP, resultando na prisão e acusação de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, ambos negando envolvimento no crime. Ambos estão sob custódia em prisões federais de segurança máxima e aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri, cuja data ainda não foi definida. Lessa já possui condenações por outros delitos, incluindo tráfico internacional de armas, obstrução de investigações e destruição de provas.

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