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Rodrigo Neves elogiou a estrutura do aeroporto. \u201cEm 10 anos avalio que Niter\u00f3i e Maric\u00e1 v\u00e3o chegar a um milh\u00e3o de habitantes. Isso significa uma popula\u00e7\u00e3o maior que a capital. Ent\u00e3o, acho que esse eixo tende a ser uma nova normalidade projetando para 2030. N\u00e3o tem no Brasil, uma cidade que tenha uma base industrial de produ\u00e7\u00e3o. Aqui voc\u00ea tem isso dispon\u00edvel e que \u00e9 a economia do s\u00e9culo XXI. Isso pode ser uma pot\u00eancia\u201d, projetou Rodrigo Neves.<\/p>\n","post_title":"Prefeitos de Maric\u00e1 e Niter\u00f3i e Rodrigo Neves projetam futuro das cidades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"prefeitos-de-marica-e-niteroi-e-rodrigo-neves-projetam-futura-das-cidades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 21:26:39","post_modified_gmt":"2021-07-04 00:26:39","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3872","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3797,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 03:45:17","post_date_gmt":"2021-07-02 06:45:17","post_content":"H\u00e1 15 meses atuando na linha de frente da covid-19, profissionais de sa\u00fade no Brasil ainda se sentem despreparados para lidar com a pandemia, mostra estudo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Entre as mulheres, 72,2% das entrevistadas disseram n\u00e3o ter informa\u00e7\u00f5es suficientes para trabalhar. Essa condi\u00e7\u00e3o atinge 61,1% dos homens. Para profissionais negras, o percentual \u00e9 ainda maior e chega a 78,22%. Os pesquisadores destacam que os indicadores de sensa\u00e7\u00e3o de despreparo refletem os dados sobre quem recebeu mais treinamento, orienta\u00e7\u00f5es ou recursos.\n\n\u201cEssas desigualdades t\u00eam marcas de g\u00eanero e de ra\u00e7a. As mulheres est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior e essa diferen\u00e7a vem aumentando em rela\u00e7\u00e3o aos homens ao longo do tempo [da pandemia]\u201d, diz Gabriela Lotta, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis pelo trabalho. O relat\u00f3rio foi produzido com dados de uma enquete online, com 1.829 profissionais de sa\u00fade, entre os dias 1\u00ba e 20 de mar\u00e7o deste ano.\n\nEsta \u00e9 a quarta rodada da pesquisa e faz parte de uma s\u00e9rie realizada pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB-FGV), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Covid-19 Humanidades. A proposta \u00e9 compreender as percep\u00e7\u00f5es dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho nesse per\u00edodo\n\nSobre o recebimento de equipamentos, treinamento e testagem, tamb\u00e9m observam-se disparidades. Enquanto 57,93% dos homens brancos disseram ter recebido equipamentos de forma cont\u00ednua, o percentual cai para 38,12% entre os homens negros. Em rela\u00e7\u00e3o ao treinamento, 43,9% dos homens brancos relataram ter recebido, e as mulheres negras foram as que menos receberam, com 20,94%. A testagem de forma cont\u00ednua foi citada por 22,5% dos homens brancos e 11,5% das mulheres negras.\n\n\u201cA gente achava que ao longo do tempo essas desigualdades fossem amenizadas, mas, pelo contr\u00e1rio, elas foram se acentuando\u201d, afirma a pesquisadora. Gabriela explica que a an\u00e1lise por g\u00eanero e ra\u00e7a se mostrou fundamental ao longo do trabalho. \u201cNas outras etapas ficou cada vez mais evidente que embora a pandemia afetasse a todas as pessoas, e especialmente os profissionais de sa\u00fade, ela atingia de maneira diferente mulheres e homens, especialmente as quest\u00f5es de ra\u00e7a.\u201d\n\nA desigualdade aparece tamb\u00e9m nas \u00e1reas de sa\u00fade mental e divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico. Para 67,3% dos homens entrevistados, a sa\u00fade mental teve impacto durante a pandemia. Entre as mulheres, o \u00edndice chega a 83,7%. Mais da metade das profissionais de sa\u00fade disseram dedicar mais de 14 horas por semana \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas, contra 39% dos homens.\n\nEm termos comparativos das etapas do levantamento Gabriela mostra que, no geral, os indicadores se mantiveram ruins. \u201cO sentimento de despreparo diminuiu um pouco, o acesso a equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual aumentou, o acesso \u00e0 testagem aumentou, o suporte e orienta\u00e7\u00e3o aumentaram mas outros indicadores se mantiveram muito ruins o tempo inteiro.\u201d\n\nGabriela chama aten\u00e7\u00e3o para o esgotamento dos profissionais de sa\u00fade. \u201cEstamos com alto percentual de adoecimento, mortalidade muito alta tamb\u00e9m, especialmente antes da vacina\u00e7\u00e3o, profissionais que est\u00e3o com a sa\u00fade mental abalada e precisam continuar cuidando dos pacientes. Eles n\u00e3o est\u00e3o tendo descanso, n\u00e3o t\u00eam f\u00e9rias, n\u00e3o t\u00eam licen\u00e7a e est\u00e3o no limite.\u201d\n\nA pesquisadora destaca a necessidade de pol\u00edticas que observem as desigualdades estruturais. \u201cEssas pol\u00edticas deveriam ser para todos os profissionais, elas precisariam ter um olhar muito cuidadoso, pois o estudo revela os reflexos tamb\u00e9m dessa desigualdade estrutural de g\u00eanero na sociedade\", diz. Para ela, as pol\u00edticas sempre devem ter um olhar diferenciado para homens e mulheres, porque \"se elas tratam todo mundo igual, a gente est\u00e1 s\u00f3 reproduzindo desigualdades.\u201d","post_title":"Pandemia: profissionais de sa\u00fade negras sofrem mais com desigualdades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"pandemia-profissionais-de-saude-negras-sofrem-mais-com-desigualdades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-02 11:56:09","post_modified_gmt":"2021-07-02 14:56:09","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3797","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3813,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 02:54:06","post_date_gmt":"2021-07-02 05:54:06","post_content":"A partir de hoje (2), micro e pequenas empresas t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o R$ 6,3 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito pelo Programa Nacional de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O dinheiro ser\u00e1 emprestado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, que teve a amplia\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para a linha de cr\u00e9dito autorizada pelo Fundo Garantidor de Opera\u00e7\u00f5es (FGO).\n\nO FGO \u00e9 o fundo que cobre eventuais inadimpl\u00eancias nos contratos do Pronampe e reduz o risco das opera\u00e7\u00f5es para os bancos, permitindo que as institui\u00e7\u00f5es financeiras ampliem os empr\u00e9stimos.\n\nBanco que lidera a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos no Pronampe, a Caixa emprestou, desde o ano passado, R$ 15,6 bilh\u00f5es. Inicialmente criado no ano passado para socorrer neg\u00f3cios de pequeno porte afetados pela pandemia, o programa tornou-se permanente neste ano, com o objetivo de consolidar as empresas de menor porte como agentes de sustenta\u00e7\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento da economia nacional.\n\nReceita bruta\n\nS\u00f3 podem contrair empr\u00e9stimos no Pronampe microempresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 360 mil ou pequenas empresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es em 2020. As opera\u00e7\u00f5es t\u00eam 48 meses (quatro anos), com 11 meses de car\u00eancia (pausa para o pagamento da primeira presta\u00e7\u00e3o) e financiamento em 37 parcelas.\n\nOs juros equivalem \u00e0 taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) mais 6% ao ano. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 3,5% ao ano. 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Dessa forma, al\u00e9m de realizarem reformas e adquirirem m\u00e1quinas e equipamentos, as micro e pequenas empresas podem usar os recursos do Pronampe para despesas operacionais, como pagamento de sal\u00e1rio e compra de mat\u00e9rias-primas e de mercadorias.","post_title":"Caixa oferece R$ 6,3 bilh\u00f5es em novas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do Pronampe","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"caixa-oferece-r-63-bilhoes-em-novas-operacoes-de-credito-do-pronampe","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 13:14:07","post_modified_gmt":"2021-07-03 16:14:07","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3813","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3741,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:20:21","post_date_gmt":"2021-07-01 18:20:21","post_content":"Dos 927.568 registros de \u00f3bito no primeiro semestre no pa\u00eds, 314.036 foram por covid-19. Os n\u00fameros est\u00e3o no Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil e foram atualizados at\u00e9 a madrugada de hoje (1\u00ba).\n\nOs dados do portal s\u00e3o atualizados duas vezes por dia e seguem os prazos legais. A fam\u00edlia tem at\u00e9 24 horas ap\u00f3s o falecimento para registrar o \u00f3bito em cart\u00f3rio, por\u00e9m esse prazo foi estendido para 15 dias por causa da pandemia. O cart\u00f3rio tem at\u00e9 cinco dias para efetuar o registro de \u00f3bito e depois at\u00e9 oito dias para enviar o ato \u00e0 Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es do Registro Civil, que atualiza a plataforma online. Portanto, os n\u00fameros ainda podem mudar.\n\nAt\u00e9 o momento, os dados oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade somam 518.066 mortes causadas pelo novo coronav\u00edrus no Brasil desde o in\u00edcio da pandemia.\n\nO registro de \u00f3bitos por covid-19 vem caindo. Em mar\u00e7o, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes dos \u00faltimos sete dias chegou a 3.357 no dia 30. Foi o ponto mais alto do primeiro semestre. Em junho, essa m\u00e9dia ficou entre 1.600 e 2.000 \u00f3bitos. O m\u00eas termina com uma m\u00e9dia m\u00f3vel de 592 mortes. Apesar da incid\u00eancia de casos continuar acima de 70 mil novos casos di\u00e1rios. No pico da pandemia no ano passado, entre o fim de maio e o fim de agosto, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos ficou em torno de 1.000 registros por dia.\n\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen\/RJ), Humberto Costa, disse que esse n\u00famero n\u00e3o leva em conta as mortes causadas por outras doen\u00e7as que podem ser associadas ao agravamento da covid-19, principalmente a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG), respons\u00e1vel por 16.868 \u00f3bitos em 2020 e 8.613 este ano. Em 2019, antes da pandemia portanto, foram registrados 1.512 \u00f3bitos por SRAG.\n\n\u201cHouve um aumento exacerbado no n\u00famero de \u00f3bitos. No cart\u00f3rio em que eu sou titular, em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, por exemplo, a gente passou de um total de 300 a 400 \u00f3bitos mensais para 600 a 700 \u00f3bitos mensais. Isso em raz\u00e3o da pandemia, antes o n\u00famero m\u00e1ximo que a gente tinha feito era de 400 \u00f3bitos\u201d, explicou Costa.\n\nExcedente de \u00f3bitos\n\nNo ano passado, dos 1.460.991 registros de \u00f3bito emitidos no pa\u00eds, 198.547 tiveram como causa a covid-19, o que equivale a 13,59% do total. Foram cerca de 190 mil mortes a mais em 2020 do que em 2019 no pa\u00eds. Para Costa, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para esse excedente de \u00f3bitos \u00e9 a pandemia.\n\n\u201cMorreu um n\u00famero muito maior de pessoas. A \u00fanica diferen\u00e7a dos anos anteriores para o ano passado e este ano \u00e9 o coronav\u00edrus. Nossos n\u00fameros s\u00e3o muito altos, espero que com a vacina\u00e7\u00e3o eles diminuam\u201d, disse.\n\nSomente no primeiro trimestre deste ano, o aumento no n\u00famero de registros de \u00f3bitos no pa\u00eds foi de 40%. Segundo a Arpen, em maio de 2021, apesar da queda nos registros em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e abril, os \u00f3bitos ainda ficaram 70% acima da m\u00e9dia de registros mensais da pandemia, iniciada em mar\u00e7o de 2020.\n\nO professor e pesquisador C\u00e1ssio Turra, do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que medidas sanit\u00e1rias e o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico propiciaram um aumento linear no crescimento populacional desde o s\u00e9culo 19. \u201cO aumento s\u00f3 foi interrompido por grandes crises como a gripe espanhola de 1918-1919, que matou 50 milh\u00f5es de pessoas, e a 2\u00aa Guerra Mundial, que deixou 40 milh\u00f5es de civis e 20 milh\u00f5es de soldados mortos entre 1939 e 1945. Agora, o mundo passa por um novo impacto de aumento exacerbado da mortalidade, causado pela pandemia de covid-19, que j\u00e1 se aproxima de 4 milh\u00f5es\u201d, disse Turra.\n\n\u201cO c\u00e1lculo do excesso de mortalidade \u00e9 feito com a extrapola\u00e7\u00e3o a partir dos \u00f3bitos do ano anterior com o que era esperado para cada pa\u00eds. Os pa\u00edses tiveram comportamento muito diferente, no Brasil teve um excesso de mortalidade de 22% no ano de 2020 e, em 2021, at\u00e9 aqui est\u00e1 com um excesso de 67%, em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da crise em mar\u00e7o e abril\u201d, disse o professor.\n\nTurra explicou que esse excesso de mortalidade \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos diretos e indiretos, resultantes tanto dos \u00f3bitos por covid-19 como por outras causas como o estrangulamento do sistema de sa\u00fade e mudan\u00e7a de comportamento dos indiv\u00edduos.\n\nAs informa\u00e7\u00f5es foram dadas pelo professor no evento online UFMG Talks em Casa.\n\nIdosos\n\nNo mesmo evento, a professora e pesquisadora Sandhi Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva da UFMG, lembrou que o Brasil tem despontado pelos piores indicadores de mortes por milh\u00e3o de habitantes nessa pandemia, ultrapassando a m\u00e9dia de uma morte por minuto em 2021.\n\n\u201cEssa despropor\u00e7\u00e3o fica evidente quando a gente compara a rela\u00e7\u00e3o popula\u00e7\u00e3o mundial e o percentual de mortes. O Brasil responde por 2,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 13% das mortes por covid-19 est\u00e3o aqui no pa\u00eds. A preval\u00eancia e a gravidade da pandemia foram ampliadas porque, diferente de outros v\u00edrus respirat\u00f3rios que enfrentamos, a covid afeta os mais velhos e aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d. Disse a professora.\n\nEntre as quase 520 mil v\u00edtimas da covid-19 no Brasil, 29.145 tinham 90 anos ou mais, sendo que desse total 1.576 tinham 100 anos de idade ou mais. Com base nas proje\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), isso equivale a 3,40% dos brasileiros com 90 anos ou mais perdidos para a pandemia.\n\nPor faixas et\u00e1rias, o Brasil perdeu 0,69% das pessoas de 60 a 69 anos de idade, 1,28% entre 70 e 79 anos de idade e 2,30% dos idosos de 80 a 89 anos de idade, segundo os \u00f3bitos registrados por idade no site dos cart\u00f3rios especial da covid-19. Para a popula\u00e7\u00e3o total, a pandemia levou 0,24% dos brasileiros entre 16 de mar\u00e7o de 2020 e 28 de junho de 2021.\n\nCom o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, a faixa et\u00e1ria das v\u00edtimas tem diminu\u00eddo, como destaca o presidente da Arpen-RJ, Humberto Costa.\n\n\u201cO n\u00famero de \u00f3bitos que a gente teve \u00e9 bem expressivo, morreu gente de todas as faixas et\u00e1rias. No in\u00edcio da pandemia, quando os idosos n\u00e3o estavam vacinados, a faixa et\u00e1ria que a gente mais registrava \u00f3bito era entre 70 e 80 anos de idade. Me parece que \u00e9 bem claro que a vacina\u00e7\u00e3o faz com que o n\u00famero de \u00f3bitos caia radicalmente. Se a gente tivesse com um percentual maior da popula\u00e7\u00e3o vacinada, com certeza n\u00e3o teria tantos \u00f3bitos quanto estamos registrando\u201d, disse Humberto Costa.\n\nCai a expectativa de vida\n\nCom a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colabora\u00e7\u00e3o com as universidades norte-americanas de Harvard, do sul da Calif\u00f3rnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv. O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o \u00edndice ser\u00e1 ainda pior.\n\nSegundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viver\u00e3o, em m\u00e9dia, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013. Essa \u00e9 a primeira queda desde a d\u00e9cada de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em m\u00e9dia, at\u00e9 os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.\n\nO estudo indica que, na faixa et\u00e1ria dos 65 anos de idade, a redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos n\u00edveis de 2009. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a queda na expectativa de vida ao nascer foi maior no Distrito Federal, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,68 anos.\n\nC\u00e1ssio Turra explica que esse efeito na expectativa de vida traduz, de forma simples, o impacto do excesso de \u00f3bitos. Para os nascidos em 2021, o c\u00e1lculo j\u00e1 indica uma redu\u00e7\u00e3o de 1,78 anos na expectativa de vida em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Para ele, essa flutua\u00e7\u00e3o tende a ser tempor\u00e1ria e \u00e9 poss\u00edvel que o n\u00edvel seja recuperado no pr\u00f3ximo ano.\n\n\u201cEu sou um otimista cauteloso com rela\u00e7\u00e3o a 2022, imaginando o seguinte: se a vacina\u00e7\u00e3o em 2021 avan\u00e7ar para patamares que permitam a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos n\u00edveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022. No m\u00e9dio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doen\u00e7a vai deixar nas pessoas, como de outras doen\u00e7as que deixaram de ser acompanhadas nesse per\u00edodo\u201d, disse.\n\nDe acordo com Turra, \u00e9 preciso analisar tamb\u00e9m a seletividade da mortalidade, j\u00e1 que no excesso de \u00f3bito est\u00e1 contida tamb\u00e9m a perda da popula\u00e7\u00e3o que inicialmente j\u00e1 poderiam ser mais suscet\u00edvel \u00e0 morte.\n\n\u201cIsso pode ter um efeito no m\u00e9dio prazo. Acho que os ganhos anuais v\u00e3o voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam. A gente vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudan\u00e7as estruturais que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo no Brasil, como o aumento da escolaridade e a melhoria da sa\u00fade preventiva. Se olharmos um pouco al\u00e9m da nossa conjuntura atual, s\u00e3o movimentos que vem favorecendo a nossa expectativa de vida\u201d, explicou.\n\nEfeitos no envelhecimento\n\nA pesquisadora Sandhi Barreto destaca que, al\u00e9m do meio milh\u00e3o de mortes, o pa\u00eds teve mais de 18,5 milh\u00f5es de pessoas infectadas e ainda s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para estimar os efeitos de longo prazo no envelhecimento saud\u00e1vel.\n\n\u201cMais ou menos 20% dos hospitalizados por covid v\u00e3o desenvolver complica\u00e7\u00f5es graves como insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, disfun\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os, interna\u00e7\u00f5es prolongadas, preju\u00edzos motores, cognitivos e mentais. A gente sabe que quanto mais grave o adoecimento por covid, maior o risco de sequelas e necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados com os sobreviventes\u201d, disse a pesquisadora.\n\nA pesquisadora explica que estudos j\u00e1 mostraram que um em cada tr\u00eas sobreviventes da covid-19 apresentaram doen\u00e7a mental ou neurol\u00f3gica ap\u00f3s 6 meses. \u201cNo curto prazo, a pandemia acentuou as desigualdades que j\u00e1 existiam, al\u00e9m de piorar as condi\u00e7\u00f5es das pessoas idosas e que tinham doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d.\n\nDe acordo com Sandhi Barreto, entre os problemas causados pela covid-19 nos sobreviventes j\u00e1 foram identificados a redu\u00e7\u00e3o da autonomia nos idosos, que pode levar \u00e0 depend\u00eancia, o atraso em diagn\u00f3sticos de outros problemas, atraso em tratamentos, cancelamento de procedimento, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos importantes para o controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como exerc\u00edcio e alimenta\u00e7\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o na qualidade do sono e diminui\u00e7\u00e3o da rede de apoio social.","post_title":"Um ter\u00e7o das mortes registradas em cart\u00f3rio no 1\u00ba semestre \u00e9 por covid","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"um-terco-das-mortes-registradas-em-cartorio-no-1o-semestre-e-por-covid","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:20:08","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:20:08","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3741","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3772,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:15:33","post_date_gmt":"2021-07-01 18:15:33","post_content":"A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta a produ\u00e7\u00e3o de 70 milh\u00f5es de doses da vacina AstraZeneca at\u00e9 o final do ano. A meta \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as aos compromissos assumidos entre a institui\u00e7\u00e3o brasileira e o laborat\u00f3rio brit\u00e2nico. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas nesta quinta-feira (1\u00ba) pela Fiocruz.\n\nDepois de terem assinado em junho um contrato para aquisi\u00e7\u00e3o de ingrediente farmac\u00eautico ativo (IFA) para a produ\u00e7\u00e3o de 50 milh\u00f5es de doses, um novo acordo, firmado esta semana, permitir\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de mais 20 milh\u00f5es de doses.\n\nO an\u00fancio aconteceu em reuni\u00e3o entre a AstraZeneca e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com participa\u00e7\u00e3o da Fiocruz. Estiveram presentes o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, e a presidente da Fiocruz, N\u00edsia Trindade.\n\n\u201cSabemos o quanto tem sido dif\u00edcil obter insumo adicional, dado o cen\u00e1rio internacional de escassez de vacinas e insumos. A aquisi\u00e7\u00e3o do IFA para a produ\u00e7\u00e3o de mais 70 milh\u00f5es de doses \u00e9 resultado do esfor\u00e7o e empenho institucional, bem como da parceria que a AstraZeneca tem tido conosco desde o in\u00edcio\u201d, destacou N\u00edsia.\n\nOutra conquista para o Brasil \u00e9 o calend\u00e1rio de entrega do insumo. Segundo o compromisso firmado, as novas remessas de IFA para a produ\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses t\u00eam previs\u00e3o de serem enviadas ao longo dos meses de agosto e setembro, o que garantiria uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua no segundo semestre, eliminando, dessa forma, o risco de interrup\u00e7\u00e3o por falta de insumo. 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O Olaria Atl\u00e9tico Clube, dos mais tradicionais clubes da Leopoldina e do Rio de Janeiro, est\u00e1 completando 106 anos nesta quinta-feira (01\/07). A data, sempre grandemente comemorada pelos moradores do bairro, este ano n\u00e3o comporta as mesmas comemora\u00e7\u00f5es do passado devido \u00e0 pandemia da Covid-19. Mas as mem\u00f3rias e lembran\u00e7as da torcida olariense t\u00eam transcendido a presen\u00e7a f\u00edsica e se fazendo ver e ouvir por redes sociais e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Nomes relevantes como o ex-atacante Rom\u00e1rio e o treinador Joel Santana parabenizaram o clube por meio de v\u00eddeos nesta data. E isso tem uma raz\u00e3o muito especial: ambos \u2013 entre muitos outros \u2013 come\u00e7aram suas carreiras no Azul\u00e3o, um antigo celeiro de grandes figuras do futebol brasileiro.<\/p>\n

Fundado em 1\u00ba de julho de 1915, o Olaria Atl\u00e9tico Clube destacou-se, em seus primeiros anos, nas divis\u00f5es inferiores do Rio de Janeiro, ganhando mais notoriedade a partir da d\u00e9cada de 1930, quando passou a defrontar os grandes. Ap\u00f3s dez anos afastado das competi\u00e7\u00f5es oficiais, retornou nos anos 1940, com est\u00e1dio novo (a atual Rua Bariri) e se fortalecendo como um dos representantes do sub\u00farbio da cidade contra as grandes for\u00e7as como Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, America e Bangu. Foi a partir da\u00ed, tamb\u00e9m, que o potencial revelador do clube cresceu, assim como seus feitos.<\/p>\n

Bicampe\u00e3o mundial, Castilho come\u00e7ou na Leopoldina<\/p>\n

O primeiro grande craque a ser formado no Olaria foi o goleiro Castilho, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do Fluminense. Ainda garoto, com 17 anos, chegou ao Alvianil vindo do Tup\u00e3, de Br\u00e1s de Pina. Inicialmente ponta-esquerda, ele virou goleiro por improviso, j\u00e1 que um titular do posto havia faltado. Levado ao Olaria por Menezes \u2013 pai do grande Ademir Menezes, artilheiro do Vasco -, Castilho n\u00e3o chegou a jogar j\u00e1 por sua nova posi\u00e7\u00e3o, mas foi formado pela equipe suburbana, que serviu de ponte para que fosse lembrado por Menezes quando Ademir foi para o Fluminense, em 1946. Indicado e aceito, ficou nas Laranjeiras por 20 anos, se tornou o jogador com mais atua\u00e7\u00f5es pelo clube (698) e foi bicampe\u00e3o mundial com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n

Um dos primeiros brasileiros a fazer sucesso no exterior, o r\u00e1pido e habilidoso ponta-direita Can\u00e1rio jogou pouco pelo time principal do Olaria ap\u00f3s sua subida dos aspirantes, em 1954, mas o suficiente para chamar a aten\u00e7\u00e3o do America, onde ficou por quatro anos, foi vice-campe\u00e3o carioca e chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. Depois, seu talento alertou o Real Madrid (ESP), ent\u00e3o tetracampe\u00e3o europeu, para onde se transferiu no inverno de 1959. L\u00e1, jogou ao lado de Di St\u00e9fano e Pusk\u00e1s entre outros, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a Copa dos Campe\u00f5es (atual Liga dos Campe\u00f5es da Europa), faturando ainda um t\u00edtulo mundial e dois espanh\u00f3is pelo clube. Jogou mais tarde por Sevilla, Zaragoza e Mallorca.<\/p>\n

Quem seguiu os passos destes craques foi o lateral-direito Murilo. Tamb\u00e9m capaz de jogar como zagueiro, n\u00e3o tardou para ser chamado dos aspirantes pelo t\u00e9cnico Jair Boaventura. Foi titular absoluto do setor entre os anos de 1959 e 1962, sendo chamado \u00e0 sele\u00e7\u00e3o carioca e se destacando nas s\u00f3lidas campanhas olarienses nos Cariocas da ocasi\u00e3o. Ap\u00f3s quase 100 partidas com a camisa da faixa azul-celeste, Murilo acabou adquirido pelo Flamengo, clube pelo qual jogou por dez temporadas e disputou 448 partidas. At\u00e9 a chegada de L\u00e9o Moura, no S\u00e9culo XXI, era ele o lateral-direito com mais atua\u00e7\u00f5es pelo Fla em todos os tempos, ainda hoje recordado como um dos maiores de sua posi\u00e7\u00e3o pelo Rubro-Negro.<\/p>\n

De Joel a Rom\u00e1rio, uma base reveladora<\/p>\n

Outro destacado jogador a ter dado seus primeiros passos em Mour\u00e3o Filho foi Jarbas Faustinho, o Can\u00e9. O atacante estreou pelo Olaria em 1960 e tornou-se titular por duas temporadas, marcando oito gols em duas edi\u00e7\u00f5es do Campeonato Carioca. Dois deles foram especiais: em cima do Flamengo, na vit\u00f3ria por 3 a 2, em 1961. Pretendido pelo Vasco e pelos paulistas Corinthians e Portuguesa, Can\u00e9 negou-se a deixar o Olaria, em princ\u00edpio, mas acabou balan\u00e7ado por uma proposta do Napoli (ITA), de Cr$ 17 milh\u00f5es. Ao aceitar, tornou-se o primeiro negro a atuar no \u201cCalcio\u201d, a elite do futebol italiano. Ficou l\u00e1 por 13 anos, atuando tamb\u00e9m pelo Bari, e tornou-se treinador. \u00c9, at\u00e9 os dias atuais, um dos maiores artilheiros do clube napolitano.<\/p>\n

O carism\u00e1tico Joel Santana pode ser recordado atualmente como um grande treinador, mas sua hist\u00f3ria com o Olaria \u00e9 antiga. Nascido no bairro, ele defendeu o clube na categoria infanto-juvenil nos anos 60, chegando ao Vasco da Gama em 1970, j\u00e1 no time profissional e retornando \u00e0 Bariri em 1973, por empr\u00e9stimo. Pelo clube de S\u00e3o Janu\u00e1rio, o ent\u00e3o zagueiro foi campe\u00e3o brasileiro e carioca, encerrando sua carreira de jogador pelo Am\u00e9rica (RN). Como treinador, \u00e9 o \u00fanico a ter sido campe\u00e3o carioca por todos os quatro grandes clubes do Rio, al\u00e9m de ter conquistado o t\u00edtulo brasileiro de 2000 pelo Vasco, assumindo a equipe nos \u00faltimos jogos.<\/p>\n

Mas a grande joia revelada pelo Olaria foi mesmo o pequeno Rom\u00e1rio. Em 1979, o Baixinho desembarcou no clube para suas primeiras oportunidades. Logo na temporada de estreia, ele foi artilheiro do Campeonato Carioca para jogadores com at\u00e9 15 anos e ficou mais um ano no clube, at\u00e9 sair para o Vasco da Gama numa problem\u00e1tica transfer\u00eancia, j\u00e1 que Rom\u00e1rio n\u00e3o tinha um v\u00ednculo oficial com o Olaria. Apesar de ficar quase um ano sem jogar em S\u00e3o Janu\u00e1rio, ap\u00f3s um apela\u00e7\u00e3o olariense, o camisa 11 despontou com tudo e se tornaria um dos maiores atacantes e artilheiros da Hist\u00f3ria, al\u00e9m de campe\u00e3o brasileiro, quatro vezes campe\u00e3o carioca (por clubes) duas Copa Am\u00e9rica e uma Copa do Mundo (com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira).<\/p>\n

Baiano de Salvador, Robert chegou ao Olaria em 1986, aos 15 anos. Destacado desde cedo na base, ganhou suas primeiras oportunidades no elenco principal em 1990, pela segunda divis\u00e3o do Campeonato Carioca. Acabou observado no ano seguinte, na mesma Segundona, pelo Guarani (SP), que pretendia reformular seu elenco para a temporada e decidiu contratar o pequeno meio-campista. No Bugre, jogou ao lado de Amoroso, Djalminha e Luiz\u00e3o na campanha do Brasileir\u00e3o de 1994, no qual os campineiros chegaram \u00e0 semifinal. Depois, Robert passou ainda por Santos (SP), Gr\u00eamio (RS), Atl\u00e9tico (MG) e Corinthians (SP), passando ainda pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e encerrando a carreira no America. \u00c9 campe\u00e3o brasileiro de 2002, pelo Peixe.<\/p>\n

Atualmente na terceira divis\u00e3o do Carioca, seu pior posto em todos os tempos, o Olaria chega aos 106 anos pensando em como fazer para reeerguer-se num cen\u00e1rio cada vez mais complicado para os clubes de menor investimento. Ap\u00f3s a morte recente de Augusto Pinto Monteiro, que liderou o Azul\u00e3o por mais de 30 anos, a equipe vive um momento de renova\u00e7\u00e3o, com obras estruturais na sede, investimento em marketing e a busca por novos parceiros e patrocinadores. O primeiro passo para o retorno aos grandes dias \u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da S\u00e9rie B1 do Estadual, marcada para o segundo semestre.<\/p>\n\n\n

Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n","post_title":"Aniversariante, Olaria \u00e9 velho celeiro de craques","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"aniversariante-olaria-e-velho-celeiro-de-craques-futeboldorio-com","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:17:01","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:17:01","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3766","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3724,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:10:11","post_date_gmt":"2021-07-01 18:10:11","post_content":"Segundo dados oficiais do Vacin\u00f4metro - ferramenta de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que acompanha o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil - o pa\u00eds ultrapassou hoje (30) a marca de 100 milh\u00f5es de doses aplicadas.\n\nEm redes sociais, o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, comemorou a marca.\n\n\n#URGENTE \ud83d\udc89\ud83d\udc89| ULTRAPASSAMOS 100 milh\u00f5es de doses aplicadas no bra\u00e7o dos brasileiros. \ud83d\udc9a\ud83d\udc9b\ud83d\udc99\nJ\u00e1 s\u00e3o 135 milh\u00f5es de doses de vacinas distribu\u00eddas a todos os estados e o DF, o que nos torna o 4\u00ba pa\u00eds que mais vacinou no \ud83c\udf0e com pelo menos uma dose da vacina #Covid19.\n\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 pic.twitter.com\/TDlciuEJOM\n\u2014 Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) June 30, 2021\n\n\n\nO Brasil \u00e9 o 4\u00ba pa\u00eds do mundo em n\u00famero absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacin\u00f4metro, o pa\u00eds registra 135.060.376 doses distribu\u00eddas para os estados e o Distrito Federal, com 101.476.804 doses tendo sido aplicadas. Destas, 74,3 milh\u00f5es s\u00e3o relativas \u00e0 primeira dose, enquanto 27,1 milh\u00f5es correspondem \u00e0 segunda dose ou dose \u00fanica (no caso da vacina Janssen).\n\nDe acordo com o painel de dados, 2,2 milh\u00f5es de doses foram aplicadas apenas em 24 horas - ritmo acima das expectativas do ministro Marcelo Queiroga.\n\nOs dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a regi\u00e3o Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com 40,8 milh\u00f5es de doses aplicadas. Nordeste est\u00e1 em segundo, com 22,6 milh\u00f5es de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posi\u00e7\u00f5es.\n\nA vacina mais aplicada no Brasil \u00e9 a Butantan Sinovac, que equivale \u00e0 CoronaVac. Em segundo lugar est\u00e1 a vacina AstraZeneca, que \u00e9 envasada pela Fiocruz e que dever\u00e1 passar a ter fabrica\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 2022. A vacina ComiRNAty, da Pfizer\/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen est\u00e1 em quarto lugar, j\u00e1 que ainda n\u00e3o teve grande volume de entrega e \u00e9 restrita, no momento, para grupos espec\u00edficos.\n\nQueda em ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs\n\nHoje, o estado de S\u00e3o Paulo registrou, pela primeira vez nos \u00faltimos tr\u00eas meses, uma taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTIs abaixo de 75%. Em todo o estado, a taxa est\u00e1 hoje em 74,8%, enquanto na Grande S\u00e3o Paulo est\u00e1 em 68,9%.","post_title":"Brasil chega \u00e0 marca de 100 milh\u00f5es de doses de vacinas aplicadas","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brasil-chega-a-marca-de-100-milhoes-de-doses-de-vacinas-aplicadas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:02:41","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:02:41","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3724","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":733},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Para Axel, no entanto, o momento ainda \u00e9 bem cr\u00edtico. \u201cNa sa\u00edda desse momento de pandemia, a grande responsabilidade que n\u00f3s vamos ter \u00e9 a retomada da economia, do emprego e do cotidiano das pessoas. Ent\u00e3o, \u00e9 o que est\u00e1 sendo feito aqui em Maric\u00e1 em termos de planejamento e de desenvolvimento, o que n\u00f3s estamos fazendo l\u00e1. Se juntamos com ativos fundamentais que temos, como uma das maiores universidades do pa\u00eds, com toda sua capacidade e uma massa cr\u00edtica que temos nas duas cidades para gerar ideias, gerar oportunidades para c\u00e1, \u00e9 muito potente\u201d, concluiu Grael.<\/p>\n\n\n\n

Rodrigo Neves elogiou a estrutura do aeroporto. \u201cEm 10 anos avalio que Niter\u00f3i e Maric\u00e1 v\u00e3o chegar a um milh\u00e3o de habitantes. Isso significa uma popula\u00e7\u00e3o maior que a capital. Ent\u00e3o, acho que esse eixo tende a ser uma nova normalidade projetando para 2030. N\u00e3o tem no Brasil, uma cidade que tenha uma base industrial de produ\u00e7\u00e3o. Aqui voc\u00ea tem isso dispon\u00edvel e que \u00e9 a economia do s\u00e9culo XXI. Isso pode ser uma pot\u00eancia\u201d, projetou Rodrigo Neves.<\/p>\n","post_title":"Prefeitos de Maric\u00e1 e Niter\u00f3i e Rodrigo Neves projetam futuro das cidades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"prefeitos-de-marica-e-niteroi-e-rodrigo-neves-projetam-futura-das-cidades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 21:26:39","post_modified_gmt":"2021-07-04 00:26:39","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3872","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3797,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 03:45:17","post_date_gmt":"2021-07-02 06:45:17","post_content":"H\u00e1 15 meses atuando na linha de frente da covid-19, profissionais de sa\u00fade no Brasil ainda se sentem despreparados para lidar com a pandemia, mostra estudo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Entre as mulheres, 72,2% das entrevistadas disseram n\u00e3o ter informa\u00e7\u00f5es suficientes para trabalhar. Essa condi\u00e7\u00e3o atinge 61,1% dos homens. Para profissionais negras, o percentual \u00e9 ainda maior e chega a 78,22%. Os pesquisadores destacam que os indicadores de sensa\u00e7\u00e3o de despreparo refletem os dados sobre quem recebeu mais treinamento, orienta\u00e7\u00f5es ou recursos.\n\n\u201cEssas desigualdades t\u00eam marcas de g\u00eanero e de ra\u00e7a. As mulheres est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior e essa diferen\u00e7a vem aumentando em rela\u00e7\u00e3o aos homens ao longo do tempo [da pandemia]\u201d, diz Gabriela Lotta, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis pelo trabalho. O relat\u00f3rio foi produzido com dados de uma enquete online, com 1.829 profissionais de sa\u00fade, entre os dias 1\u00ba e 20 de mar\u00e7o deste ano.\n\nEsta \u00e9 a quarta rodada da pesquisa e faz parte de uma s\u00e9rie realizada pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB-FGV), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Covid-19 Humanidades. A proposta \u00e9 compreender as percep\u00e7\u00f5es dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho nesse per\u00edodo\n\nSobre o recebimento de equipamentos, treinamento e testagem, tamb\u00e9m observam-se disparidades. Enquanto 57,93% dos homens brancos disseram ter recebido equipamentos de forma cont\u00ednua, o percentual cai para 38,12% entre os homens negros. Em rela\u00e7\u00e3o ao treinamento, 43,9% dos homens brancos relataram ter recebido, e as mulheres negras foram as que menos receberam, com 20,94%. A testagem de forma cont\u00ednua foi citada por 22,5% dos homens brancos e 11,5% das mulheres negras.\n\n\u201cA gente achava que ao longo do tempo essas desigualdades fossem amenizadas, mas, pelo contr\u00e1rio, elas foram se acentuando\u201d, afirma a pesquisadora. Gabriela explica que a an\u00e1lise por g\u00eanero e ra\u00e7a se mostrou fundamental ao longo do trabalho. \u201cNas outras etapas ficou cada vez mais evidente que embora a pandemia afetasse a todas as pessoas, e especialmente os profissionais de sa\u00fade, ela atingia de maneira diferente mulheres e homens, especialmente as quest\u00f5es de ra\u00e7a.\u201d\n\nA desigualdade aparece tamb\u00e9m nas \u00e1reas de sa\u00fade mental e divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico. Para 67,3% dos homens entrevistados, a sa\u00fade mental teve impacto durante a pandemia. Entre as mulheres, o \u00edndice chega a 83,7%. Mais da metade das profissionais de sa\u00fade disseram dedicar mais de 14 horas por semana \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas, contra 39% dos homens.\n\nEm termos comparativos das etapas do levantamento Gabriela mostra que, no geral, os indicadores se mantiveram ruins. \u201cO sentimento de despreparo diminuiu um pouco, o acesso a equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual aumentou, o acesso \u00e0 testagem aumentou, o suporte e orienta\u00e7\u00e3o aumentaram mas outros indicadores se mantiveram muito ruins o tempo inteiro.\u201d\n\nGabriela chama aten\u00e7\u00e3o para o esgotamento dos profissionais de sa\u00fade. \u201cEstamos com alto percentual de adoecimento, mortalidade muito alta tamb\u00e9m, especialmente antes da vacina\u00e7\u00e3o, profissionais que est\u00e3o com a sa\u00fade mental abalada e precisam continuar cuidando dos pacientes. Eles n\u00e3o est\u00e3o tendo descanso, n\u00e3o t\u00eam f\u00e9rias, n\u00e3o t\u00eam licen\u00e7a e est\u00e3o no limite.\u201d\n\nA pesquisadora destaca a necessidade de pol\u00edticas que observem as desigualdades estruturais. \u201cEssas pol\u00edticas deveriam ser para todos os profissionais, elas precisariam ter um olhar muito cuidadoso, pois o estudo revela os reflexos tamb\u00e9m dessa desigualdade estrutural de g\u00eanero na sociedade\", diz. Para ela, as pol\u00edticas sempre devem ter um olhar diferenciado para homens e mulheres, porque \"se elas tratam todo mundo igual, a gente est\u00e1 s\u00f3 reproduzindo desigualdades.\u201d","post_title":"Pandemia: profissionais de sa\u00fade negras sofrem mais com desigualdades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"pandemia-profissionais-de-saude-negras-sofrem-mais-com-desigualdades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-02 11:56:09","post_modified_gmt":"2021-07-02 14:56:09","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3797","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3813,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 02:54:06","post_date_gmt":"2021-07-02 05:54:06","post_content":"A partir de hoje (2), micro e pequenas empresas t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o R$ 6,3 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito pelo Programa Nacional de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O dinheiro ser\u00e1 emprestado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, que teve a amplia\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para a linha de cr\u00e9dito autorizada pelo Fundo Garantidor de Opera\u00e7\u00f5es (FGO).\n\nO FGO \u00e9 o fundo que cobre eventuais inadimpl\u00eancias nos contratos do Pronampe e reduz o risco das opera\u00e7\u00f5es para os bancos, permitindo que as institui\u00e7\u00f5es financeiras ampliem os empr\u00e9stimos.\n\nBanco que lidera a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos no Pronampe, a Caixa emprestou, desde o ano passado, R$ 15,6 bilh\u00f5es. Inicialmente criado no ano passado para socorrer neg\u00f3cios de pequeno porte afetados pela pandemia, o programa tornou-se permanente neste ano, com o objetivo de consolidar as empresas de menor porte como agentes de sustenta\u00e7\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento da economia nacional.\n\nReceita bruta\n\nS\u00f3 podem contrair empr\u00e9stimos no Pronampe microempresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 360 mil ou pequenas empresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es em 2020. As opera\u00e7\u00f5es t\u00eam 48 meses (quatro anos), com 11 meses de car\u00eancia (pausa para o pagamento da primeira presta\u00e7\u00e3o) e financiamento em 37 parcelas.\n\nOs juros equivalem \u00e0 taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) mais 6% ao ano. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 3,5% ao ano. 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Dessa forma, al\u00e9m de realizarem reformas e adquirirem m\u00e1quinas e equipamentos, as micro e pequenas empresas podem usar os recursos do Pronampe para despesas operacionais, como pagamento de sal\u00e1rio e compra de mat\u00e9rias-primas e de mercadorias.","post_title":"Caixa oferece R$ 6,3 bilh\u00f5es em novas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do Pronampe","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"caixa-oferece-r-63-bilhoes-em-novas-operacoes-de-credito-do-pronampe","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 13:14:07","post_modified_gmt":"2021-07-03 16:14:07","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3813","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3741,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:20:21","post_date_gmt":"2021-07-01 18:20:21","post_content":"Dos 927.568 registros de \u00f3bito no primeiro semestre no pa\u00eds, 314.036 foram por covid-19. Os n\u00fameros est\u00e3o no Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil e foram atualizados at\u00e9 a madrugada de hoje (1\u00ba).\n\nOs dados do portal s\u00e3o atualizados duas vezes por dia e seguem os prazos legais. A fam\u00edlia tem at\u00e9 24 horas ap\u00f3s o falecimento para registrar o \u00f3bito em cart\u00f3rio, por\u00e9m esse prazo foi estendido para 15 dias por causa da pandemia. O cart\u00f3rio tem at\u00e9 cinco dias para efetuar o registro de \u00f3bito e depois at\u00e9 oito dias para enviar o ato \u00e0 Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es do Registro Civil, que atualiza a plataforma online. Portanto, os n\u00fameros ainda podem mudar.\n\nAt\u00e9 o momento, os dados oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade somam 518.066 mortes causadas pelo novo coronav\u00edrus no Brasil desde o in\u00edcio da pandemia.\n\nO registro de \u00f3bitos por covid-19 vem caindo. Em mar\u00e7o, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes dos \u00faltimos sete dias chegou a 3.357 no dia 30. Foi o ponto mais alto do primeiro semestre. Em junho, essa m\u00e9dia ficou entre 1.600 e 2.000 \u00f3bitos. O m\u00eas termina com uma m\u00e9dia m\u00f3vel de 592 mortes. Apesar da incid\u00eancia de casos continuar acima de 70 mil novos casos di\u00e1rios. No pico da pandemia no ano passado, entre o fim de maio e o fim de agosto, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos ficou em torno de 1.000 registros por dia.\n\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen\/RJ), Humberto Costa, disse que esse n\u00famero n\u00e3o leva em conta as mortes causadas por outras doen\u00e7as que podem ser associadas ao agravamento da covid-19, principalmente a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG), respons\u00e1vel por 16.868 \u00f3bitos em 2020 e 8.613 este ano. Em 2019, antes da pandemia portanto, foram registrados 1.512 \u00f3bitos por SRAG.\n\n\u201cHouve um aumento exacerbado no n\u00famero de \u00f3bitos. No cart\u00f3rio em que eu sou titular, em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, por exemplo, a gente passou de um total de 300 a 400 \u00f3bitos mensais para 600 a 700 \u00f3bitos mensais. Isso em raz\u00e3o da pandemia, antes o n\u00famero m\u00e1ximo que a gente tinha feito era de 400 \u00f3bitos\u201d, explicou Costa.\n\nExcedente de \u00f3bitos\n\nNo ano passado, dos 1.460.991 registros de \u00f3bito emitidos no pa\u00eds, 198.547 tiveram como causa a covid-19, o que equivale a 13,59% do total. Foram cerca de 190 mil mortes a mais em 2020 do que em 2019 no pa\u00eds. Para Costa, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para esse excedente de \u00f3bitos \u00e9 a pandemia.\n\n\u201cMorreu um n\u00famero muito maior de pessoas. A \u00fanica diferen\u00e7a dos anos anteriores para o ano passado e este ano \u00e9 o coronav\u00edrus. Nossos n\u00fameros s\u00e3o muito altos, espero que com a vacina\u00e7\u00e3o eles diminuam\u201d, disse.\n\nSomente no primeiro trimestre deste ano, o aumento no n\u00famero de registros de \u00f3bitos no pa\u00eds foi de 40%. Segundo a Arpen, em maio de 2021, apesar da queda nos registros em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e abril, os \u00f3bitos ainda ficaram 70% acima da m\u00e9dia de registros mensais da pandemia, iniciada em mar\u00e7o de 2020.\n\nO professor e pesquisador C\u00e1ssio Turra, do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que medidas sanit\u00e1rias e o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico propiciaram um aumento linear no crescimento populacional desde o s\u00e9culo 19. \u201cO aumento s\u00f3 foi interrompido por grandes crises como a gripe espanhola de 1918-1919, que matou 50 milh\u00f5es de pessoas, e a 2\u00aa Guerra Mundial, que deixou 40 milh\u00f5es de civis e 20 milh\u00f5es de soldados mortos entre 1939 e 1945. Agora, o mundo passa por um novo impacto de aumento exacerbado da mortalidade, causado pela pandemia de covid-19, que j\u00e1 se aproxima de 4 milh\u00f5es\u201d, disse Turra.\n\n\u201cO c\u00e1lculo do excesso de mortalidade \u00e9 feito com a extrapola\u00e7\u00e3o a partir dos \u00f3bitos do ano anterior com o que era esperado para cada pa\u00eds. Os pa\u00edses tiveram comportamento muito diferente, no Brasil teve um excesso de mortalidade de 22% no ano de 2020 e, em 2021, at\u00e9 aqui est\u00e1 com um excesso de 67%, em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da crise em mar\u00e7o e abril\u201d, disse o professor.\n\nTurra explicou que esse excesso de mortalidade \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos diretos e indiretos, resultantes tanto dos \u00f3bitos por covid-19 como por outras causas como o estrangulamento do sistema de sa\u00fade e mudan\u00e7a de comportamento dos indiv\u00edduos.\n\nAs informa\u00e7\u00f5es foram dadas pelo professor no evento online UFMG Talks em Casa.\n\nIdosos\n\nNo mesmo evento, a professora e pesquisadora Sandhi Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva da UFMG, lembrou que o Brasil tem despontado pelos piores indicadores de mortes por milh\u00e3o de habitantes nessa pandemia, ultrapassando a m\u00e9dia de uma morte por minuto em 2021.\n\n\u201cEssa despropor\u00e7\u00e3o fica evidente quando a gente compara a rela\u00e7\u00e3o popula\u00e7\u00e3o mundial e o percentual de mortes. O Brasil responde por 2,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 13% das mortes por covid-19 est\u00e3o aqui no pa\u00eds. A preval\u00eancia e a gravidade da pandemia foram ampliadas porque, diferente de outros v\u00edrus respirat\u00f3rios que enfrentamos, a covid afeta os mais velhos e aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d. Disse a professora.\n\nEntre as quase 520 mil v\u00edtimas da covid-19 no Brasil, 29.145 tinham 90 anos ou mais, sendo que desse total 1.576 tinham 100 anos de idade ou mais. Com base nas proje\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), isso equivale a 3,40% dos brasileiros com 90 anos ou mais perdidos para a pandemia.\n\nPor faixas et\u00e1rias, o Brasil perdeu 0,69% das pessoas de 60 a 69 anos de idade, 1,28% entre 70 e 79 anos de idade e 2,30% dos idosos de 80 a 89 anos de idade, segundo os \u00f3bitos registrados por idade no site dos cart\u00f3rios especial da covid-19. Para a popula\u00e7\u00e3o total, a pandemia levou 0,24% dos brasileiros entre 16 de mar\u00e7o de 2020 e 28 de junho de 2021.\n\nCom o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, a faixa et\u00e1ria das v\u00edtimas tem diminu\u00eddo, como destaca o presidente da Arpen-RJ, Humberto Costa.\n\n\u201cO n\u00famero de \u00f3bitos que a gente teve \u00e9 bem expressivo, morreu gente de todas as faixas et\u00e1rias. No in\u00edcio da pandemia, quando os idosos n\u00e3o estavam vacinados, a faixa et\u00e1ria que a gente mais registrava \u00f3bito era entre 70 e 80 anos de idade. Me parece que \u00e9 bem claro que a vacina\u00e7\u00e3o faz com que o n\u00famero de \u00f3bitos caia radicalmente. Se a gente tivesse com um percentual maior da popula\u00e7\u00e3o vacinada, com certeza n\u00e3o teria tantos \u00f3bitos quanto estamos registrando\u201d, disse Humberto Costa.\n\nCai a expectativa de vida\n\nCom a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colabora\u00e7\u00e3o com as universidades norte-americanas de Harvard, do sul da Calif\u00f3rnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv. O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o \u00edndice ser\u00e1 ainda pior.\n\nSegundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viver\u00e3o, em m\u00e9dia, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013. Essa \u00e9 a primeira queda desde a d\u00e9cada de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em m\u00e9dia, at\u00e9 os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.\n\nO estudo indica que, na faixa et\u00e1ria dos 65 anos de idade, a redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos n\u00edveis de 2009. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a queda na expectativa de vida ao nascer foi maior no Distrito Federal, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,68 anos.\n\nC\u00e1ssio Turra explica que esse efeito na expectativa de vida traduz, de forma simples, o impacto do excesso de \u00f3bitos. Para os nascidos em 2021, o c\u00e1lculo j\u00e1 indica uma redu\u00e7\u00e3o de 1,78 anos na expectativa de vida em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Para ele, essa flutua\u00e7\u00e3o tende a ser tempor\u00e1ria e \u00e9 poss\u00edvel que o n\u00edvel seja recuperado no pr\u00f3ximo ano.\n\n\u201cEu sou um otimista cauteloso com rela\u00e7\u00e3o a 2022, imaginando o seguinte: se a vacina\u00e7\u00e3o em 2021 avan\u00e7ar para patamares que permitam a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos n\u00edveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022. No m\u00e9dio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doen\u00e7a vai deixar nas pessoas, como de outras doen\u00e7as que deixaram de ser acompanhadas nesse per\u00edodo\u201d, disse.\n\nDe acordo com Turra, \u00e9 preciso analisar tamb\u00e9m a seletividade da mortalidade, j\u00e1 que no excesso de \u00f3bito est\u00e1 contida tamb\u00e9m a perda da popula\u00e7\u00e3o que inicialmente j\u00e1 poderiam ser mais suscet\u00edvel \u00e0 morte.\n\n\u201cIsso pode ter um efeito no m\u00e9dio prazo. Acho que os ganhos anuais v\u00e3o voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam. A gente vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudan\u00e7as estruturais que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo no Brasil, como o aumento da escolaridade e a melhoria da sa\u00fade preventiva. Se olharmos um pouco al\u00e9m da nossa conjuntura atual, s\u00e3o movimentos que vem favorecendo a nossa expectativa de vida\u201d, explicou.\n\nEfeitos no envelhecimento\n\nA pesquisadora Sandhi Barreto destaca que, al\u00e9m do meio milh\u00e3o de mortes, o pa\u00eds teve mais de 18,5 milh\u00f5es de pessoas infectadas e ainda s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para estimar os efeitos de longo prazo no envelhecimento saud\u00e1vel.\n\n\u201cMais ou menos 20% dos hospitalizados por covid v\u00e3o desenvolver complica\u00e7\u00f5es graves como insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, disfun\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os, interna\u00e7\u00f5es prolongadas, preju\u00edzos motores, cognitivos e mentais. A gente sabe que quanto mais grave o adoecimento por covid, maior o risco de sequelas e necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados com os sobreviventes\u201d, disse a pesquisadora.\n\nA pesquisadora explica que estudos j\u00e1 mostraram que um em cada tr\u00eas sobreviventes da covid-19 apresentaram doen\u00e7a mental ou neurol\u00f3gica ap\u00f3s 6 meses. \u201cNo curto prazo, a pandemia acentuou as desigualdades que j\u00e1 existiam, al\u00e9m de piorar as condi\u00e7\u00f5es das pessoas idosas e que tinham doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d.\n\nDe acordo com Sandhi Barreto, entre os problemas causados pela covid-19 nos sobreviventes j\u00e1 foram identificados a redu\u00e7\u00e3o da autonomia nos idosos, que pode levar \u00e0 depend\u00eancia, o atraso em diagn\u00f3sticos de outros problemas, atraso em tratamentos, cancelamento de procedimento, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos importantes para o controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como exerc\u00edcio e alimenta\u00e7\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o na qualidade do sono e diminui\u00e7\u00e3o da rede de apoio social.","post_title":"Um ter\u00e7o das mortes registradas em cart\u00f3rio no 1\u00ba semestre \u00e9 por covid","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"um-terco-das-mortes-registradas-em-cartorio-no-1o-semestre-e-por-covid","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:20:08","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:20:08","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3741","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3772,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:15:33","post_date_gmt":"2021-07-01 18:15:33","post_content":"A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta a produ\u00e7\u00e3o de 70 milh\u00f5es de doses da vacina AstraZeneca at\u00e9 o final do ano. A meta \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as aos compromissos assumidos entre a institui\u00e7\u00e3o brasileira e o laborat\u00f3rio brit\u00e2nico. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas nesta quinta-feira (1\u00ba) pela Fiocruz.\n\nDepois de terem assinado em junho um contrato para aquisi\u00e7\u00e3o de ingrediente farmac\u00eautico ativo (IFA) para a produ\u00e7\u00e3o de 50 milh\u00f5es de doses, um novo acordo, firmado esta semana, permitir\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de mais 20 milh\u00f5es de doses.\n\nO an\u00fancio aconteceu em reuni\u00e3o entre a AstraZeneca e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com participa\u00e7\u00e3o da Fiocruz. Estiveram presentes o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, e a presidente da Fiocruz, N\u00edsia Trindade.\n\n\u201cSabemos o quanto tem sido dif\u00edcil obter insumo adicional, dado o cen\u00e1rio internacional de escassez de vacinas e insumos. A aquisi\u00e7\u00e3o do IFA para a produ\u00e7\u00e3o de mais 70 milh\u00f5es de doses \u00e9 resultado do esfor\u00e7o e empenho institucional, bem como da parceria que a AstraZeneca tem tido conosco desde o in\u00edcio\u201d, destacou N\u00edsia.\n\nOutra conquista para o Brasil \u00e9 o calend\u00e1rio de entrega do insumo. Segundo o compromisso firmado, as novas remessas de IFA para a produ\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses t\u00eam previs\u00e3o de serem enviadas ao longo dos meses de agosto e setembro, o que garantiria uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua no segundo semestre, eliminando, dessa forma, o risco de interrup\u00e7\u00e3o por falta de insumo. 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O Olaria Atl\u00e9tico Clube, dos mais tradicionais clubes da Leopoldina e do Rio de Janeiro, est\u00e1 completando 106 anos nesta quinta-feira (01\/07). A data, sempre grandemente comemorada pelos moradores do bairro, este ano n\u00e3o comporta as mesmas comemora\u00e7\u00f5es do passado devido \u00e0 pandemia da Covid-19. Mas as mem\u00f3rias e lembran\u00e7as da torcida olariense t\u00eam transcendido a presen\u00e7a f\u00edsica e se fazendo ver e ouvir por redes sociais e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Nomes relevantes como o ex-atacante Rom\u00e1rio e o treinador Joel Santana parabenizaram o clube por meio de v\u00eddeos nesta data. E isso tem uma raz\u00e3o muito especial: ambos \u2013 entre muitos outros \u2013 come\u00e7aram suas carreiras no Azul\u00e3o, um antigo celeiro de grandes figuras do futebol brasileiro.<\/p>\n

Fundado em 1\u00ba de julho de 1915, o Olaria Atl\u00e9tico Clube destacou-se, em seus primeiros anos, nas divis\u00f5es inferiores do Rio de Janeiro, ganhando mais notoriedade a partir da d\u00e9cada de 1930, quando passou a defrontar os grandes. Ap\u00f3s dez anos afastado das competi\u00e7\u00f5es oficiais, retornou nos anos 1940, com est\u00e1dio novo (a atual Rua Bariri) e se fortalecendo como um dos representantes do sub\u00farbio da cidade contra as grandes for\u00e7as como Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, America e Bangu. Foi a partir da\u00ed, tamb\u00e9m, que o potencial revelador do clube cresceu, assim como seus feitos.<\/p>\n

Bicampe\u00e3o mundial, Castilho come\u00e7ou na Leopoldina<\/p>\n

O primeiro grande craque a ser formado no Olaria foi o goleiro Castilho, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do Fluminense. Ainda garoto, com 17 anos, chegou ao Alvianil vindo do Tup\u00e3, de Br\u00e1s de Pina. Inicialmente ponta-esquerda, ele virou goleiro por improviso, j\u00e1 que um titular do posto havia faltado. Levado ao Olaria por Menezes \u2013 pai do grande Ademir Menezes, artilheiro do Vasco -, Castilho n\u00e3o chegou a jogar j\u00e1 por sua nova posi\u00e7\u00e3o, mas foi formado pela equipe suburbana, que serviu de ponte para que fosse lembrado por Menezes quando Ademir foi para o Fluminense, em 1946. Indicado e aceito, ficou nas Laranjeiras por 20 anos, se tornou o jogador com mais atua\u00e7\u00f5es pelo clube (698) e foi bicampe\u00e3o mundial com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n

Um dos primeiros brasileiros a fazer sucesso no exterior, o r\u00e1pido e habilidoso ponta-direita Can\u00e1rio jogou pouco pelo time principal do Olaria ap\u00f3s sua subida dos aspirantes, em 1954, mas o suficiente para chamar a aten\u00e7\u00e3o do America, onde ficou por quatro anos, foi vice-campe\u00e3o carioca e chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. Depois, seu talento alertou o Real Madrid (ESP), ent\u00e3o tetracampe\u00e3o europeu, para onde se transferiu no inverno de 1959. L\u00e1, jogou ao lado de Di St\u00e9fano e Pusk\u00e1s entre outros, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a Copa dos Campe\u00f5es (atual Liga dos Campe\u00f5es da Europa), faturando ainda um t\u00edtulo mundial e dois espanh\u00f3is pelo clube. Jogou mais tarde por Sevilla, Zaragoza e Mallorca.<\/p>\n

Quem seguiu os passos destes craques foi o lateral-direito Murilo. Tamb\u00e9m capaz de jogar como zagueiro, n\u00e3o tardou para ser chamado dos aspirantes pelo t\u00e9cnico Jair Boaventura. Foi titular absoluto do setor entre os anos de 1959 e 1962, sendo chamado \u00e0 sele\u00e7\u00e3o carioca e se destacando nas s\u00f3lidas campanhas olarienses nos Cariocas da ocasi\u00e3o. Ap\u00f3s quase 100 partidas com a camisa da faixa azul-celeste, Murilo acabou adquirido pelo Flamengo, clube pelo qual jogou por dez temporadas e disputou 448 partidas. At\u00e9 a chegada de L\u00e9o Moura, no S\u00e9culo XXI, era ele o lateral-direito com mais atua\u00e7\u00f5es pelo Fla em todos os tempos, ainda hoje recordado como um dos maiores de sua posi\u00e7\u00e3o pelo Rubro-Negro.<\/p>\n

De Joel a Rom\u00e1rio, uma base reveladora<\/p>\n

Outro destacado jogador a ter dado seus primeiros passos em Mour\u00e3o Filho foi Jarbas Faustinho, o Can\u00e9. O atacante estreou pelo Olaria em 1960 e tornou-se titular por duas temporadas, marcando oito gols em duas edi\u00e7\u00f5es do Campeonato Carioca. Dois deles foram especiais: em cima do Flamengo, na vit\u00f3ria por 3 a 2, em 1961. Pretendido pelo Vasco e pelos paulistas Corinthians e Portuguesa, Can\u00e9 negou-se a deixar o Olaria, em princ\u00edpio, mas acabou balan\u00e7ado por uma proposta do Napoli (ITA), de Cr$ 17 milh\u00f5es. Ao aceitar, tornou-se o primeiro negro a atuar no \u201cCalcio\u201d, a elite do futebol italiano. Ficou l\u00e1 por 13 anos, atuando tamb\u00e9m pelo Bari, e tornou-se treinador. \u00c9, at\u00e9 os dias atuais, um dos maiores artilheiros do clube napolitano.<\/p>\n

O carism\u00e1tico Joel Santana pode ser recordado atualmente como um grande treinador, mas sua hist\u00f3ria com o Olaria \u00e9 antiga. Nascido no bairro, ele defendeu o clube na categoria infanto-juvenil nos anos 60, chegando ao Vasco da Gama em 1970, j\u00e1 no time profissional e retornando \u00e0 Bariri em 1973, por empr\u00e9stimo. Pelo clube de S\u00e3o Janu\u00e1rio, o ent\u00e3o zagueiro foi campe\u00e3o brasileiro e carioca, encerrando sua carreira de jogador pelo Am\u00e9rica (RN). Como treinador, \u00e9 o \u00fanico a ter sido campe\u00e3o carioca por todos os quatro grandes clubes do Rio, al\u00e9m de ter conquistado o t\u00edtulo brasileiro de 2000 pelo Vasco, assumindo a equipe nos \u00faltimos jogos.<\/p>\n

Mas a grande joia revelada pelo Olaria foi mesmo o pequeno Rom\u00e1rio. Em 1979, o Baixinho desembarcou no clube para suas primeiras oportunidades. Logo na temporada de estreia, ele foi artilheiro do Campeonato Carioca para jogadores com at\u00e9 15 anos e ficou mais um ano no clube, at\u00e9 sair para o Vasco da Gama numa problem\u00e1tica transfer\u00eancia, j\u00e1 que Rom\u00e1rio n\u00e3o tinha um v\u00ednculo oficial com o Olaria. Apesar de ficar quase um ano sem jogar em S\u00e3o Janu\u00e1rio, ap\u00f3s um apela\u00e7\u00e3o olariense, o camisa 11 despontou com tudo e se tornaria um dos maiores atacantes e artilheiros da Hist\u00f3ria, al\u00e9m de campe\u00e3o brasileiro, quatro vezes campe\u00e3o carioca (por clubes) duas Copa Am\u00e9rica e uma Copa do Mundo (com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira).<\/p>\n

Baiano de Salvador, Robert chegou ao Olaria em 1986, aos 15 anos. Destacado desde cedo na base, ganhou suas primeiras oportunidades no elenco principal em 1990, pela segunda divis\u00e3o do Campeonato Carioca. Acabou observado no ano seguinte, na mesma Segundona, pelo Guarani (SP), que pretendia reformular seu elenco para a temporada e decidiu contratar o pequeno meio-campista. No Bugre, jogou ao lado de Amoroso, Djalminha e Luiz\u00e3o na campanha do Brasileir\u00e3o de 1994, no qual os campineiros chegaram \u00e0 semifinal. Depois, Robert passou ainda por Santos (SP), Gr\u00eamio (RS), Atl\u00e9tico (MG) e Corinthians (SP), passando ainda pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e encerrando a carreira no America. \u00c9 campe\u00e3o brasileiro de 2002, pelo Peixe.<\/p>\n

Atualmente na terceira divis\u00e3o do Carioca, seu pior posto em todos os tempos, o Olaria chega aos 106 anos pensando em como fazer para reeerguer-se num cen\u00e1rio cada vez mais complicado para os clubes de menor investimento. Ap\u00f3s a morte recente de Augusto Pinto Monteiro, que liderou o Azul\u00e3o por mais de 30 anos, a equipe vive um momento de renova\u00e7\u00e3o, com obras estruturais na sede, investimento em marketing e a busca por novos parceiros e patrocinadores. O primeiro passo para o retorno aos grandes dias \u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da S\u00e9rie B1 do Estadual, marcada para o segundo semestre.<\/p>\n\n\n

Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n","post_title":"Aniversariante, Olaria \u00e9 velho celeiro de craques","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"aniversariante-olaria-e-velho-celeiro-de-craques-futeboldorio-com","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:17:01","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:17:01","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3766","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3724,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:10:11","post_date_gmt":"2021-07-01 18:10:11","post_content":"Segundo dados oficiais do Vacin\u00f4metro - ferramenta de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que acompanha o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil - o pa\u00eds ultrapassou hoje (30) a marca de 100 milh\u00f5es de doses aplicadas.\n\nEm redes sociais, o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, comemorou a marca.\n\n\n#URGENTE \ud83d\udc89\ud83d\udc89| ULTRAPASSAMOS 100 milh\u00f5es de doses aplicadas no bra\u00e7o dos brasileiros. \ud83d\udc9a\ud83d\udc9b\ud83d\udc99\nJ\u00e1 s\u00e3o 135 milh\u00f5es de doses de vacinas distribu\u00eddas a todos os estados e o DF, o que nos torna o 4\u00ba pa\u00eds que mais vacinou no \ud83c\udf0e com pelo menos uma dose da vacina #Covid19.\n\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 pic.twitter.com\/TDlciuEJOM\n\u2014 Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) June 30, 2021\n\n\n\nO Brasil \u00e9 o 4\u00ba pa\u00eds do mundo em n\u00famero absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacin\u00f4metro, o pa\u00eds registra 135.060.376 doses distribu\u00eddas para os estados e o Distrito Federal, com 101.476.804 doses tendo sido aplicadas. Destas, 74,3 milh\u00f5es s\u00e3o relativas \u00e0 primeira dose, enquanto 27,1 milh\u00f5es correspondem \u00e0 segunda dose ou dose \u00fanica (no caso da vacina Janssen).\n\nDe acordo com o painel de dados, 2,2 milh\u00f5es de doses foram aplicadas apenas em 24 horas - ritmo acima das expectativas do ministro Marcelo Queiroga.\n\nOs dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a regi\u00e3o Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com 40,8 milh\u00f5es de doses aplicadas. Nordeste est\u00e1 em segundo, com 22,6 milh\u00f5es de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posi\u00e7\u00f5es.\n\nA vacina mais aplicada no Brasil \u00e9 a Butantan Sinovac, que equivale \u00e0 CoronaVac. Em segundo lugar est\u00e1 a vacina AstraZeneca, que \u00e9 envasada pela Fiocruz e que dever\u00e1 passar a ter fabrica\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 2022. A vacina ComiRNAty, da Pfizer\/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen est\u00e1 em quarto lugar, j\u00e1 que ainda n\u00e3o teve grande volume de entrega e \u00e9 restrita, no momento, para grupos espec\u00edficos.\n\nQueda em ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs\n\nHoje, o estado de S\u00e3o Paulo registrou, pela primeira vez nos \u00faltimos tr\u00eas meses, uma taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTIs abaixo de 75%. Em todo o estado, a taxa est\u00e1 hoje em 74,8%, enquanto na Grande S\u00e3o Paulo est\u00e1 em 68,9%.","post_title":"Brasil chega \u00e0 marca de 100 milh\u00f5es de doses de vacinas aplicadas","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brasil-chega-a-marca-de-100-milhoes-de-doses-de-vacinas-aplicadas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:02:41","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:02:41","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3724","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":733},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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J\u00e1 Axel Grael fez quest\u00e3o de ressaltar a boa rela\u00e7\u00e3o entre os dois munic\u00edpios. \u201cTenho uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com Maric\u00e1 e venho acompanhando o trabalho do prefeito Fabiano e temos boas a\u00e7\u00f5es em conjunto. Est\u00e1vamos conversando sobre a necessidade de integrar o planejamento de desenvolvimento de Niter\u00f3i com o de Maric\u00e1, j\u00e1 que estamos na principal vertente de crescimento. Provavelmente nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, o que vai ter de novidade na regi\u00e3o metropolitana ou at\u00e9 mesmo no estado, vai ser muito para o lado de c\u00e1\u201d, avaliou o prefeito de Niter\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n

Para Axel, no entanto, o momento ainda \u00e9 bem cr\u00edtico. \u201cNa sa\u00edda desse momento de pandemia, a grande responsabilidade que n\u00f3s vamos ter \u00e9 a retomada da economia, do emprego e do cotidiano das pessoas. Ent\u00e3o, \u00e9 o que est\u00e1 sendo feito aqui em Maric\u00e1 em termos de planejamento e de desenvolvimento, o que n\u00f3s estamos fazendo l\u00e1. Se juntamos com ativos fundamentais que temos, como uma das maiores universidades do pa\u00eds, com toda sua capacidade e uma massa cr\u00edtica que temos nas duas cidades para gerar ideias, gerar oportunidades para c\u00e1, \u00e9 muito potente\u201d, concluiu Grael.<\/p>\n\n\n\n

Rodrigo Neves elogiou a estrutura do aeroporto. \u201cEm 10 anos avalio que Niter\u00f3i e Maric\u00e1 v\u00e3o chegar a um milh\u00e3o de habitantes. Isso significa uma popula\u00e7\u00e3o maior que a capital. Ent\u00e3o, acho que esse eixo tende a ser uma nova normalidade projetando para 2030. N\u00e3o tem no Brasil, uma cidade que tenha uma base industrial de produ\u00e7\u00e3o. Aqui voc\u00ea tem isso dispon\u00edvel e que \u00e9 a economia do s\u00e9culo XXI. Isso pode ser uma pot\u00eancia\u201d, projetou Rodrigo Neves.<\/p>\n","post_title":"Prefeitos de Maric\u00e1 e Niter\u00f3i e Rodrigo Neves projetam futuro das cidades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"prefeitos-de-marica-e-niteroi-e-rodrigo-neves-projetam-futura-das-cidades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 21:26:39","post_modified_gmt":"2021-07-04 00:26:39","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3872","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3797,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 03:45:17","post_date_gmt":"2021-07-02 06:45:17","post_content":"H\u00e1 15 meses atuando na linha de frente da covid-19, profissionais de sa\u00fade no Brasil ainda se sentem despreparados para lidar com a pandemia, mostra estudo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Entre as mulheres, 72,2% das entrevistadas disseram n\u00e3o ter informa\u00e7\u00f5es suficientes para trabalhar. Essa condi\u00e7\u00e3o atinge 61,1% dos homens. Para profissionais negras, o percentual \u00e9 ainda maior e chega a 78,22%. Os pesquisadores destacam que os indicadores de sensa\u00e7\u00e3o de despreparo refletem os dados sobre quem recebeu mais treinamento, orienta\u00e7\u00f5es ou recursos.\n\n\u201cEssas desigualdades t\u00eam marcas de g\u00eanero e de ra\u00e7a. As mulheres est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior e essa diferen\u00e7a vem aumentando em rela\u00e7\u00e3o aos homens ao longo do tempo [da pandemia]\u201d, diz Gabriela Lotta, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis pelo trabalho. O relat\u00f3rio foi produzido com dados de uma enquete online, com 1.829 profissionais de sa\u00fade, entre os dias 1\u00ba e 20 de mar\u00e7o deste ano.\n\nEsta \u00e9 a quarta rodada da pesquisa e faz parte de uma s\u00e9rie realizada pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB-FGV), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Covid-19 Humanidades. A proposta \u00e9 compreender as percep\u00e7\u00f5es dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho nesse per\u00edodo\n\nSobre o recebimento de equipamentos, treinamento e testagem, tamb\u00e9m observam-se disparidades. Enquanto 57,93% dos homens brancos disseram ter recebido equipamentos de forma cont\u00ednua, o percentual cai para 38,12% entre os homens negros. Em rela\u00e7\u00e3o ao treinamento, 43,9% dos homens brancos relataram ter recebido, e as mulheres negras foram as que menos receberam, com 20,94%. A testagem de forma cont\u00ednua foi citada por 22,5% dos homens brancos e 11,5% das mulheres negras.\n\n\u201cA gente achava que ao longo do tempo essas desigualdades fossem amenizadas, mas, pelo contr\u00e1rio, elas foram se acentuando\u201d, afirma a pesquisadora. Gabriela explica que a an\u00e1lise por g\u00eanero e ra\u00e7a se mostrou fundamental ao longo do trabalho. \u201cNas outras etapas ficou cada vez mais evidente que embora a pandemia afetasse a todas as pessoas, e especialmente os profissionais de sa\u00fade, ela atingia de maneira diferente mulheres e homens, especialmente as quest\u00f5es de ra\u00e7a.\u201d\n\nA desigualdade aparece tamb\u00e9m nas \u00e1reas de sa\u00fade mental e divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico. Para 67,3% dos homens entrevistados, a sa\u00fade mental teve impacto durante a pandemia. Entre as mulheres, o \u00edndice chega a 83,7%. Mais da metade das profissionais de sa\u00fade disseram dedicar mais de 14 horas por semana \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas, contra 39% dos homens.\n\nEm termos comparativos das etapas do levantamento Gabriela mostra que, no geral, os indicadores se mantiveram ruins. \u201cO sentimento de despreparo diminuiu um pouco, o acesso a equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual aumentou, o acesso \u00e0 testagem aumentou, o suporte e orienta\u00e7\u00e3o aumentaram mas outros indicadores se mantiveram muito ruins o tempo inteiro.\u201d\n\nGabriela chama aten\u00e7\u00e3o para o esgotamento dos profissionais de sa\u00fade. \u201cEstamos com alto percentual de adoecimento, mortalidade muito alta tamb\u00e9m, especialmente antes da vacina\u00e7\u00e3o, profissionais que est\u00e3o com a sa\u00fade mental abalada e precisam continuar cuidando dos pacientes. Eles n\u00e3o est\u00e3o tendo descanso, n\u00e3o t\u00eam f\u00e9rias, n\u00e3o t\u00eam licen\u00e7a e est\u00e3o no limite.\u201d\n\nA pesquisadora destaca a necessidade de pol\u00edticas que observem as desigualdades estruturais. \u201cEssas pol\u00edticas deveriam ser para todos os profissionais, elas precisariam ter um olhar muito cuidadoso, pois o estudo revela os reflexos tamb\u00e9m dessa desigualdade estrutural de g\u00eanero na sociedade\", diz. Para ela, as pol\u00edticas sempre devem ter um olhar diferenciado para homens e mulheres, porque \"se elas tratam todo mundo igual, a gente est\u00e1 s\u00f3 reproduzindo desigualdades.\u201d","post_title":"Pandemia: profissionais de sa\u00fade negras sofrem mais com desigualdades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"pandemia-profissionais-de-saude-negras-sofrem-mais-com-desigualdades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-02 11:56:09","post_modified_gmt":"2021-07-02 14:56:09","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3797","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3813,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 02:54:06","post_date_gmt":"2021-07-02 05:54:06","post_content":"A partir de hoje (2), micro e pequenas empresas t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o R$ 6,3 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito pelo Programa Nacional de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O dinheiro ser\u00e1 emprestado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, que teve a amplia\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para a linha de cr\u00e9dito autorizada pelo Fundo Garantidor de Opera\u00e7\u00f5es (FGO).\n\nO FGO \u00e9 o fundo que cobre eventuais inadimpl\u00eancias nos contratos do Pronampe e reduz o risco das opera\u00e7\u00f5es para os bancos, permitindo que as institui\u00e7\u00f5es financeiras ampliem os empr\u00e9stimos.\n\nBanco que lidera a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos no Pronampe, a Caixa emprestou, desde o ano passado, R$ 15,6 bilh\u00f5es. Inicialmente criado no ano passado para socorrer neg\u00f3cios de pequeno porte afetados pela pandemia, o programa tornou-se permanente neste ano, com o objetivo de consolidar as empresas de menor porte como agentes de sustenta\u00e7\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento da economia nacional.\n\nReceita bruta\n\nS\u00f3 podem contrair empr\u00e9stimos no Pronampe microempresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 360 mil ou pequenas empresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es em 2020. As opera\u00e7\u00f5es t\u00eam 48 meses (quatro anos), com 11 meses de car\u00eancia (pausa para o pagamento da primeira presta\u00e7\u00e3o) e financiamento em 37 parcelas.\n\nOs juros equivalem \u00e0 taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) mais 6% ao ano. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 3,5% ao ano. 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Dessa forma, al\u00e9m de realizarem reformas e adquirirem m\u00e1quinas e equipamentos, as micro e pequenas empresas podem usar os recursos do Pronampe para despesas operacionais, como pagamento de sal\u00e1rio e compra de mat\u00e9rias-primas e de mercadorias.","post_title":"Caixa oferece R$ 6,3 bilh\u00f5es em novas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do Pronampe","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"caixa-oferece-r-63-bilhoes-em-novas-operacoes-de-credito-do-pronampe","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 13:14:07","post_modified_gmt":"2021-07-03 16:14:07","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3813","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3741,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:20:21","post_date_gmt":"2021-07-01 18:20:21","post_content":"Dos 927.568 registros de \u00f3bito no primeiro semestre no pa\u00eds, 314.036 foram por covid-19. Os n\u00fameros est\u00e3o no Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil e foram atualizados at\u00e9 a madrugada de hoje (1\u00ba).\n\nOs dados do portal s\u00e3o atualizados duas vezes por dia e seguem os prazos legais. A fam\u00edlia tem at\u00e9 24 horas ap\u00f3s o falecimento para registrar o \u00f3bito em cart\u00f3rio, por\u00e9m esse prazo foi estendido para 15 dias por causa da pandemia. O cart\u00f3rio tem at\u00e9 cinco dias para efetuar o registro de \u00f3bito e depois at\u00e9 oito dias para enviar o ato \u00e0 Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es do Registro Civil, que atualiza a plataforma online. Portanto, os n\u00fameros ainda podem mudar.\n\nAt\u00e9 o momento, os dados oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade somam 518.066 mortes causadas pelo novo coronav\u00edrus no Brasil desde o in\u00edcio da pandemia.\n\nO registro de \u00f3bitos por covid-19 vem caindo. Em mar\u00e7o, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes dos \u00faltimos sete dias chegou a 3.357 no dia 30. Foi o ponto mais alto do primeiro semestre. Em junho, essa m\u00e9dia ficou entre 1.600 e 2.000 \u00f3bitos. O m\u00eas termina com uma m\u00e9dia m\u00f3vel de 592 mortes. Apesar da incid\u00eancia de casos continuar acima de 70 mil novos casos di\u00e1rios. No pico da pandemia no ano passado, entre o fim de maio e o fim de agosto, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos ficou em torno de 1.000 registros por dia.\n\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen\/RJ), Humberto Costa, disse que esse n\u00famero n\u00e3o leva em conta as mortes causadas por outras doen\u00e7as que podem ser associadas ao agravamento da covid-19, principalmente a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG), respons\u00e1vel por 16.868 \u00f3bitos em 2020 e 8.613 este ano. Em 2019, antes da pandemia portanto, foram registrados 1.512 \u00f3bitos por SRAG.\n\n\u201cHouve um aumento exacerbado no n\u00famero de \u00f3bitos. No cart\u00f3rio em que eu sou titular, em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, por exemplo, a gente passou de um total de 300 a 400 \u00f3bitos mensais para 600 a 700 \u00f3bitos mensais. Isso em raz\u00e3o da pandemia, antes o n\u00famero m\u00e1ximo que a gente tinha feito era de 400 \u00f3bitos\u201d, explicou Costa.\n\nExcedente de \u00f3bitos\n\nNo ano passado, dos 1.460.991 registros de \u00f3bito emitidos no pa\u00eds, 198.547 tiveram como causa a covid-19, o que equivale a 13,59% do total. Foram cerca de 190 mil mortes a mais em 2020 do que em 2019 no pa\u00eds. Para Costa, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para esse excedente de \u00f3bitos \u00e9 a pandemia.\n\n\u201cMorreu um n\u00famero muito maior de pessoas. A \u00fanica diferen\u00e7a dos anos anteriores para o ano passado e este ano \u00e9 o coronav\u00edrus. Nossos n\u00fameros s\u00e3o muito altos, espero que com a vacina\u00e7\u00e3o eles diminuam\u201d, disse.\n\nSomente no primeiro trimestre deste ano, o aumento no n\u00famero de registros de \u00f3bitos no pa\u00eds foi de 40%. Segundo a Arpen, em maio de 2021, apesar da queda nos registros em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e abril, os \u00f3bitos ainda ficaram 70% acima da m\u00e9dia de registros mensais da pandemia, iniciada em mar\u00e7o de 2020.\n\nO professor e pesquisador C\u00e1ssio Turra, do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que medidas sanit\u00e1rias e o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico propiciaram um aumento linear no crescimento populacional desde o s\u00e9culo 19. \u201cO aumento s\u00f3 foi interrompido por grandes crises como a gripe espanhola de 1918-1919, que matou 50 milh\u00f5es de pessoas, e a 2\u00aa Guerra Mundial, que deixou 40 milh\u00f5es de civis e 20 milh\u00f5es de soldados mortos entre 1939 e 1945. Agora, o mundo passa por um novo impacto de aumento exacerbado da mortalidade, causado pela pandemia de covid-19, que j\u00e1 se aproxima de 4 milh\u00f5es\u201d, disse Turra.\n\n\u201cO c\u00e1lculo do excesso de mortalidade \u00e9 feito com a extrapola\u00e7\u00e3o a partir dos \u00f3bitos do ano anterior com o que era esperado para cada pa\u00eds. Os pa\u00edses tiveram comportamento muito diferente, no Brasil teve um excesso de mortalidade de 22% no ano de 2020 e, em 2021, at\u00e9 aqui est\u00e1 com um excesso de 67%, em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da crise em mar\u00e7o e abril\u201d, disse o professor.\n\nTurra explicou que esse excesso de mortalidade \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos diretos e indiretos, resultantes tanto dos \u00f3bitos por covid-19 como por outras causas como o estrangulamento do sistema de sa\u00fade e mudan\u00e7a de comportamento dos indiv\u00edduos.\n\nAs informa\u00e7\u00f5es foram dadas pelo professor no evento online UFMG Talks em Casa.\n\nIdosos\n\nNo mesmo evento, a professora e pesquisadora Sandhi Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva da UFMG, lembrou que o Brasil tem despontado pelos piores indicadores de mortes por milh\u00e3o de habitantes nessa pandemia, ultrapassando a m\u00e9dia de uma morte por minuto em 2021.\n\n\u201cEssa despropor\u00e7\u00e3o fica evidente quando a gente compara a rela\u00e7\u00e3o popula\u00e7\u00e3o mundial e o percentual de mortes. O Brasil responde por 2,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 13% das mortes por covid-19 est\u00e3o aqui no pa\u00eds. A preval\u00eancia e a gravidade da pandemia foram ampliadas porque, diferente de outros v\u00edrus respirat\u00f3rios que enfrentamos, a covid afeta os mais velhos e aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d. Disse a professora.\n\nEntre as quase 520 mil v\u00edtimas da covid-19 no Brasil, 29.145 tinham 90 anos ou mais, sendo que desse total 1.576 tinham 100 anos de idade ou mais. Com base nas proje\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), isso equivale a 3,40% dos brasileiros com 90 anos ou mais perdidos para a pandemia.\n\nPor faixas et\u00e1rias, o Brasil perdeu 0,69% das pessoas de 60 a 69 anos de idade, 1,28% entre 70 e 79 anos de idade e 2,30% dos idosos de 80 a 89 anos de idade, segundo os \u00f3bitos registrados por idade no site dos cart\u00f3rios especial da covid-19. Para a popula\u00e7\u00e3o total, a pandemia levou 0,24% dos brasileiros entre 16 de mar\u00e7o de 2020 e 28 de junho de 2021.\n\nCom o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, a faixa et\u00e1ria das v\u00edtimas tem diminu\u00eddo, como destaca o presidente da Arpen-RJ, Humberto Costa.\n\n\u201cO n\u00famero de \u00f3bitos que a gente teve \u00e9 bem expressivo, morreu gente de todas as faixas et\u00e1rias. No in\u00edcio da pandemia, quando os idosos n\u00e3o estavam vacinados, a faixa et\u00e1ria que a gente mais registrava \u00f3bito era entre 70 e 80 anos de idade. Me parece que \u00e9 bem claro que a vacina\u00e7\u00e3o faz com que o n\u00famero de \u00f3bitos caia radicalmente. Se a gente tivesse com um percentual maior da popula\u00e7\u00e3o vacinada, com certeza n\u00e3o teria tantos \u00f3bitos quanto estamos registrando\u201d, disse Humberto Costa.\n\nCai a expectativa de vida\n\nCom a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colabora\u00e7\u00e3o com as universidades norte-americanas de Harvard, do sul da Calif\u00f3rnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv. O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o \u00edndice ser\u00e1 ainda pior.\n\nSegundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viver\u00e3o, em m\u00e9dia, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013. Essa \u00e9 a primeira queda desde a d\u00e9cada de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em m\u00e9dia, at\u00e9 os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.\n\nO estudo indica que, na faixa et\u00e1ria dos 65 anos de idade, a redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos n\u00edveis de 2009. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a queda na expectativa de vida ao nascer foi maior no Distrito Federal, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,68 anos.\n\nC\u00e1ssio Turra explica que esse efeito na expectativa de vida traduz, de forma simples, o impacto do excesso de \u00f3bitos. Para os nascidos em 2021, o c\u00e1lculo j\u00e1 indica uma redu\u00e7\u00e3o de 1,78 anos na expectativa de vida em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Para ele, essa flutua\u00e7\u00e3o tende a ser tempor\u00e1ria e \u00e9 poss\u00edvel que o n\u00edvel seja recuperado no pr\u00f3ximo ano.\n\n\u201cEu sou um otimista cauteloso com rela\u00e7\u00e3o a 2022, imaginando o seguinte: se a vacina\u00e7\u00e3o em 2021 avan\u00e7ar para patamares que permitam a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos n\u00edveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022. No m\u00e9dio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doen\u00e7a vai deixar nas pessoas, como de outras doen\u00e7as que deixaram de ser acompanhadas nesse per\u00edodo\u201d, disse.\n\nDe acordo com Turra, \u00e9 preciso analisar tamb\u00e9m a seletividade da mortalidade, j\u00e1 que no excesso de \u00f3bito est\u00e1 contida tamb\u00e9m a perda da popula\u00e7\u00e3o que inicialmente j\u00e1 poderiam ser mais suscet\u00edvel \u00e0 morte.\n\n\u201cIsso pode ter um efeito no m\u00e9dio prazo. Acho que os ganhos anuais v\u00e3o voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam. A gente vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudan\u00e7as estruturais que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo no Brasil, como o aumento da escolaridade e a melhoria da sa\u00fade preventiva. Se olharmos um pouco al\u00e9m da nossa conjuntura atual, s\u00e3o movimentos que vem favorecendo a nossa expectativa de vida\u201d, explicou.\n\nEfeitos no envelhecimento\n\nA pesquisadora Sandhi Barreto destaca que, al\u00e9m do meio milh\u00e3o de mortes, o pa\u00eds teve mais de 18,5 milh\u00f5es de pessoas infectadas e ainda s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para estimar os efeitos de longo prazo no envelhecimento saud\u00e1vel.\n\n\u201cMais ou menos 20% dos hospitalizados por covid v\u00e3o desenvolver complica\u00e7\u00f5es graves como insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, disfun\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os, interna\u00e7\u00f5es prolongadas, preju\u00edzos motores, cognitivos e mentais. A gente sabe que quanto mais grave o adoecimento por covid, maior o risco de sequelas e necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados com os sobreviventes\u201d, disse a pesquisadora.\n\nA pesquisadora explica que estudos j\u00e1 mostraram que um em cada tr\u00eas sobreviventes da covid-19 apresentaram doen\u00e7a mental ou neurol\u00f3gica ap\u00f3s 6 meses. \u201cNo curto prazo, a pandemia acentuou as desigualdades que j\u00e1 existiam, al\u00e9m de piorar as condi\u00e7\u00f5es das pessoas idosas e que tinham doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d.\n\nDe acordo com Sandhi Barreto, entre os problemas causados pela covid-19 nos sobreviventes j\u00e1 foram identificados a redu\u00e7\u00e3o da autonomia nos idosos, que pode levar \u00e0 depend\u00eancia, o atraso em diagn\u00f3sticos de outros problemas, atraso em tratamentos, cancelamento de procedimento, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos importantes para o controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como exerc\u00edcio e alimenta\u00e7\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o na qualidade do sono e diminui\u00e7\u00e3o da rede de apoio social.","post_title":"Um ter\u00e7o das mortes registradas em cart\u00f3rio no 1\u00ba semestre \u00e9 por covid","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"um-terco-das-mortes-registradas-em-cartorio-no-1o-semestre-e-por-covid","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:20:08","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:20:08","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3741","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3772,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:15:33","post_date_gmt":"2021-07-01 18:15:33","post_content":"A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta a produ\u00e7\u00e3o de 70 milh\u00f5es de doses da vacina AstraZeneca at\u00e9 o final do ano. A meta \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as aos compromissos assumidos entre a institui\u00e7\u00e3o brasileira e o laborat\u00f3rio brit\u00e2nico. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas nesta quinta-feira (1\u00ba) pela Fiocruz.\n\nDepois de terem assinado em junho um contrato para aquisi\u00e7\u00e3o de ingrediente farmac\u00eautico ativo (IFA) para a produ\u00e7\u00e3o de 50 milh\u00f5es de doses, um novo acordo, firmado esta semana, permitir\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de mais 20 milh\u00f5es de doses.\n\nO an\u00fancio aconteceu em reuni\u00e3o entre a AstraZeneca e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com participa\u00e7\u00e3o da Fiocruz. Estiveram presentes o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, e a presidente da Fiocruz, N\u00edsia Trindade.\n\n\u201cSabemos o quanto tem sido dif\u00edcil obter insumo adicional, dado o cen\u00e1rio internacional de escassez de vacinas e insumos. A aquisi\u00e7\u00e3o do IFA para a produ\u00e7\u00e3o de mais 70 milh\u00f5es de doses \u00e9 resultado do esfor\u00e7o e empenho institucional, bem como da parceria que a AstraZeneca tem tido conosco desde o in\u00edcio\u201d, destacou N\u00edsia.\n\nOutra conquista para o Brasil \u00e9 o calend\u00e1rio de entrega do insumo. Segundo o compromisso firmado, as novas remessas de IFA para a produ\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses t\u00eam previs\u00e3o de serem enviadas ao longo dos meses de agosto e setembro, o que garantiria uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua no segundo semestre, eliminando, dessa forma, o risco de interrup\u00e7\u00e3o por falta de insumo. 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O Olaria Atl\u00e9tico Clube, dos mais tradicionais clubes da Leopoldina e do Rio de Janeiro, est\u00e1 completando 106 anos nesta quinta-feira (01\/07). A data, sempre grandemente comemorada pelos moradores do bairro, este ano n\u00e3o comporta as mesmas comemora\u00e7\u00f5es do passado devido \u00e0 pandemia da Covid-19. Mas as mem\u00f3rias e lembran\u00e7as da torcida olariense t\u00eam transcendido a presen\u00e7a f\u00edsica e se fazendo ver e ouvir por redes sociais e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Nomes relevantes como o ex-atacante Rom\u00e1rio e o treinador Joel Santana parabenizaram o clube por meio de v\u00eddeos nesta data. E isso tem uma raz\u00e3o muito especial: ambos \u2013 entre muitos outros \u2013 come\u00e7aram suas carreiras no Azul\u00e3o, um antigo celeiro de grandes figuras do futebol brasileiro.<\/p>\n

Fundado em 1\u00ba de julho de 1915, o Olaria Atl\u00e9tico Clube destacou-se, em seus primeiros anos, nas divis\u00f5es inferiores do Rio de Janeiro, ganhando mais notoriedade a partir da d\u00e9cada de 1930, quando passou a defrontar os grandes. Ap\u00f3s dez anos afastado das competi\u00e7\u00f5es oficiais, retornou nos anos 1940, com est\u00e1dio novo (a atual Rua Bariri) e se fortalecendo como um dos representantes do sub\u00farbio da cidade contra as grandes for\u00e7as como Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, America e Bangu. Foi a partir da\u00ed, tamb\u00e9m, que o potencial revelador do clube cresceu, assim como seus feitos.<\/p>\n

Bicampe\u00e3o mundial, Castilho come\u00e7ou na Leopoldina<\/p>\n

O primeiro grande craque a ser formado no Olaria foi o goleiro Castilho, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do Fluminense. Ainda garoto, com 17 anos, chegou ao Alvianil vindo do Tup\u00e3, de Br\u00e1s de Pina. Inicialmente ponta-esquerda, ele virou goleiro por improviso, j\u00e1 que um titular do posto havia faltado. Levado ao Olaria por Menezes \u2013 pai do grande Ademir Menezes, artilheiro do Vasco -, Castilho n\u00e3o chegou a jogar j\u00e1 por sua nova posi\u00e7\u00e3o, mas foi formado pela equipe suburbana, que serviu de ponte para que fosse lembrado por Menezes quando Ademir foi para o Fluminense, em 1946. Indicado e aceito, ficou nas Laranjeiras por 20 anos, se tornou o jogador com mais atua\u00e7\u00f5es pelo clube (698) e foi bicampe\u00e3o mundial com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n

Um dos primeiros brasileiros a fazer sucesso no exterior, o r\u00e1pido e habilidoso ponta-direita Can\u00e1rio jogou pouco pelo time principal do Olaria ap\u00f3s sua subida dos aspirantes, em 1954, mas o suficiente para chamar a aten\u00e7\u00e3o do America, onde ficou por quatro anos, foi vice-campe\u00e3o carioca e chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. Depois, seu talento alertou o Real Madrid (ESP), ent\u00e3o tetracampe\u00e3o europeu, para onde se transferiu no inverno de 1959. L\u00e1, jogou ao lado de Di St\u00e9fano e Pusk\u00e1s entre outros, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a Copa dos Campe\u00f5es (atual Liga dos Campe\u00f5es da Europa), faturando ainda um t\u00edtulo mundial e dois espanh\u00f3is pelo clube. Jogou mais tarde por Sevilla, Zaragoza e Mallorca.<\/p>\n

Quem seguiu os passos destes craques foi o lateral-direito Murilo. Tamb\u00e9m capaz de jogar como zagueiro, n\u00e3o tardou para ser chamado dos aspirantes pelo t\u00e9cnico Jair Boaventura. Foi titular absoluto do setor entre os anos de 1959 e 1962, sendo chamado \u00e0 sele\u00e7\u00e3o carioca e se destacando nas s\u00f3lidas campanhas olarienses nos Cariocas da ocasi\u00e3o. Ap\u00f3s quase 100 partidas com a camisa da faixa azul-celeste, Murilo acabou adquirido pelo Flamengo, clube pelo qual jogou por dez temporadas e disputou 448 partidas. At\u00e9 a chegada de L\u00e9o Moura, no S\u00e9culo XXI, era ele o lateral-direito com mais atua\u00e7\u00f5es pelo Fla em todos os tempos, ainda hoje recordado como um dos maiores de sua posi\u00e7\u00e3o pelo Rubro-Negro.<\/p>\n

De Joel a Rom\u00e1rio, uma base reveladora<\/p>\n

Outro destacado jogador a ter dado seus primeiros passos em Mour\u00e3o Filho foi Jarbas Faustinho, o Can\u00e9. O atacante estreou pelo Olaria em 1960 e tornou-se titular por duas temporadas, marcando oito gols em duas edi\u00e7\u00f5es do Campeonato Carioca. Dois deles foram especiais: em cima do Flamengo, na vit\u00f3ria por 3 a 2, em 1961. Pretendido pelo Vasco e pelos paulistas Corinthians e Portuguesa, Can\u00e9 negou-se a deixar o Olaria, em princ\u00edpio, mas acabou balan\u00e7ado por uma proposta do Napoli (ITA), de Cr$ 17 milh\u00f5es. Ao aceitar, tornou-se o primeiro negro a atuar no \u201cCalcio\u201d, a elite do futebol italiano. Ficou l\u00e1 por 13 anos, atuando tamb\u00e9m pelo Bari, e tornou-se treinador. \u00c9, at\u00e9 os dias atuais, um dos maiores artilheiros do clube napolitano.<\/p>\n

O carism\u00e1tico Joel Santana pode ser recordado atualmente como um grande treinador, mas sua hist\u00f3ria com o Olaria \u00e9 antiga. Nascido no bairro, ele defendeu o clube na categoria infanto-juvenil nos anos 60, chegando ao Vasco da Gama em 1970, j\u00e1 no time profissional e retornando \u00e0 Bariri em 1973, por empr\u00e9stimo. Pelo clube de S\u00e3o Janu\u00e1rio, o ent\u00e3o zagueiro foi campe\u00e3o brasileiro e carioca, encerrando sua carreira de jogador pelo Am\u00e9rica (RN). Como treinador, \u00e9 o \u00fanico a ter sido campe\u00e3o carioca por todos os quatro grandes clubes do Rio, al\u00e9m de ter conquistado o t\u00edtulo brasileiro de 2000 pelo Vasco, assumindo a equipe nos \u00faltimos jogos.<\/p>\n

Mas a grande joia revelada pelo Olaria foi mesmo o pequeno Rom\u00e1rio. Em 1979, o Baixinho desembarcou no clube para suas primeiras oportunidades. Logo na temporada de estreia, ele foi artilheiro do Campeonato Carioca para jogadores com at\u00e9 15 anos e ficou mais um ano no clube, at\u00e9 sair para o Vasco da Gama numa problem\u00e1tica transfer\u00eancia, j\u00e1 que Rom\u00e1rio n\u00e3o tinha um v\u00ednculo oficial com o Olaria. Apesar de ficar quase um ano sem jogar em S\u00e3o Janu\u00e1rio, ap\u00f3s um apela\u00e7\u00e3o olariense, o camisa 11 despontou com tudo e se tornaria um dos maiores atacantes e artilheiros da Hist\u00f3ria, al\u00e9m de campe\u00e3o brasileiro, quatro vezes campe\u00e3o carioca (por clubes) duas Copa Am\u00e9rica e uma Copa do Mundo (com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira).<\/p>\n

Baiano de Salvador, Robert chegou ao Olaria em 1986, aos 15 anos. Destacado desde cedo na base, ganhou suas primeiras oportunidades no elenco principal em 1990, pela segunda divis\u00e3o do Campeonato Carioca. Acabou observado no ano seguinte, na mesma Segundona, pelo Guarani (SP), que pretendia reformular seu elenco para a temporada e decidiu contratar o pequeno meio-campista. No Bugre, jogou ao lado de Amoroso, Djalminha e Luiz\u00e3o na campanha do Brasileir\u00e3o de 1994, no qual os campineiros chegaram \u00e0 semifinal. Depois, Robert passou ainda por Santos (SP), Gr\u00eamio (RS), Atl\u00e9tico (MG) e Corinthians (SP), passando ainda pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e encerrando a carreira no America. \u00c9 campe\u00e3o brasileiro de 2002, pelo Peixe.<\/p>\n

Atualmente na terceira divis\u00e3o do Carioca, seu pior posto em todos os tempos, o Olaria chega aos 106 anos pensando em como fazer para reeerguer-se num cen\u00e1rio cada vez mais complicado para os clubes de menor investimento. Ap\u00f3s a morte recente de Augusto Pinto Monteiro, que liderou o Azul\u00e3o por mais de 30 anos, a equipe vive um momento de renova\u00e7\u00e3o, com obras estruturais na sede, investimento em marketing e a busca por novos parceiros e patrocinadores. O primeiro passo para o retorno aos grandes dias \u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da S\u00e9rie B1 do Estadual, marcada para o segundo semestre.<\/p>\n\n\n

Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n","post_title":"Aniversariante, Olaria \u00e9 velho celeiro de craques","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"aniversariante-olaria-e-velho-celeiro-de-craques-futeboldorio-com","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:17:01","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:17:01","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3766","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3724,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:10:11","post_date_gmt":"2021-07-01 18:10:11","post_content":"Segundo dados oficiais do Vacin\u00f4metro - ferramenta de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que acompanha o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil - o pa\u00eds ultrapassou hoje (30) a marca de 100 milh\u00f5es de doses aplicadas.\n\nEm redes sociais, o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, comemorou a marca.\n\n\n#URGENTE \ud83d\udc89\ud83d\udc89| ULTRAPASSAMOS 100 milh\u00f5es de doses aplicadas no bra\u00e7o dos brasileiros. \ud83d\udc9a\ud83d\udc9b\ud83d\udc99\nJ\u00e1 s\u00e3o 135 milh\u00f5es de doses de vacinas distribu\u00eddas a todos os estados e o DF, o que nos torna o 4\u00ba pa\u00eds que mais vacinou no \ud83c\udf0e com pelo menos uma dose da vacina #Covid19.\n\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 pic.twitter.com\/TDlciuEJOM\n\u2014 Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) June 30, 2021\n\n\n\nO Brasil \u00e9 o 4\u00ba pa\u00eds do mundo em n\u00famero absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacin\u00f4metro, o pa\u00eds registra 135.060.376 doses distribu\u00eddas para os estados e o Distrito Federal, com 101.476.804 doses tendo sido aplicadas. Destas, 74,3 milh\u00f5es s\u00e3o relativas \u00e0 primeira dose, enquanto 27,1 milh\u00f5es correspondem \u00e0 segunda dose ou dose \u00fanica (no caso da vacina Janssen).\n\nDe acordo com o painel de dados, 2,2 milh\u00f5es de doses foram aplicadas apenas em 24 horas - ritmo acima das expectativas do ministro Marcelo Queiroga.\n\nOs dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a regi\u00e3o Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com 40,8 milh\u00f5es de doses aplicadas. Nordeste est\u00e1 em segundo, com 22,6 milh\u00f5es de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posi\u00e7\u00f5es.\n\nA vacina mais aplicada no Brasil \u00e9 a Butantan Sinovac, que equivale \u00e0 CoronaVac. Em segundo lugar est\u00e1 a vacina AstraZeneca, que \u00e9 envasada pela Fiocruz e que dever\u00e1 passar a ter fabrica\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 2022. A vacina ComiRNAty, da Pfizer\/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen est\u00e1 em quarto lugar, j\u00e1 que ainda n\u00e3o teve grande volume de entrega e \u00e9 restrita, no momento, para grupos espec\u00edficos.\n\nQueda em ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs\n\nHoje, o estado de S\u00e3o Paulo registrou, pela primeira vez nos \u00faltimos tr\u00eas meses, uma taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTIs abaixo de 75%. Em todo o estado, a taxa est\u00e1 hoje em 74,8%, enquanto na Grande S\u00e3o Paulo est\u00e1 em 68,9%.","post_title":"Brasil chega \u00e0 marca de 100 milh\u00f5es de doses de vacinas aplicadas","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brasil-chega-a-marca-de-100-milhoes-de-doses-de-vacinas-aplicadas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:02:41","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:02:41","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3724","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":733},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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\u201cPara n\u00f3s, uma satisfa\u00e7\u00e3o. O prefeito Rodrigo e o prefeito Axel t\u00eam uma longa experi\u00eancia de trajet\u00f3ria em Niter\u00f3i de desenvolvimento, de uma cidade que criou modelos de natureza do desenvolvimento. Dialogam permanentemente conosco aqui em Maric\u00e1, na rela\u00e7\u00e3o do cotidiano e a gente tem buscado muito essa troca de experi\u00eancias tanto com o ex-prefeito Rodrigo, quanto com o atual prefeito Axel, da intera\u00e7\u00e3o das cidades\u201d, disse Fabiano Horta.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 Axel Grael fez quest\u00e3o de ressaltar a boa rela\u00e7\u00e3o entre os dois munic\u00edpios. \u201cTenho uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com Maric\u00e1 e venho acompanhando o trabalho do prefeito Fabiano e temos boas a\u00e7\u00f5es em conjunto. Est\u00e1vamos conversando sobre a necessidade de integrar o planejamento de desenvolvimento de Niter\u00f3i com o de Maric\u00e1, j\u00e1 que estamos na principal vertente de crescimento. Provavelmente nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, o que vai ter de novidade na regi\u00e3o metropolitana ou at\u00e9 mesmo no estado, vai ser muito para o lado de c\u00e1\u201d, avaliou o prefeito de Niter\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n

Para Axel, no entanto, o momento ainda \u00e9 bem cr\u00edtico. \u201cNa sa\u00edda desse momento de pandemia, a grande responsabilidade que n\u00f3s vamos ter \u00e9 a retomada da economia, do emprego e do cotidiano das pessoas. Ent\u00e3o, \u00e9 o que est\u00e1 sendo feito aqui em Maric\u00e1 em termos de planejamento e de desenvolvimento, o que n\u00f3s estamos fazendo l\u00e1. Se juntamos com ativos fundamentais que temos, como uma das maiores universidades do pa\u00eds, com toda sua capacidade e uma massa cr\u00edtica que temos nas duas cidades para gerar ideias, gerar oportunidades para c\u00e1, \u00e9 muito potente\u201d, concluiu Grael.<\/p>\n\n\n\n

Rodrigo Neves elogiou a estrutura do aeroporto. \u201cEm 10 anos avalio que Niter\u00f3i e Maric\u00e1 v\u00e3o chegar a um milh\u00e3o de habitantes. Isso significa uma popula\u00e7\u00e3o maior que a capital. Ent\u00e3o, acho que esse eixo tende a ser uma nova normalidade projetando para 2030. N\u00e3o tem no Brasil, uma cidade que tenha uma base industrial de produ\u00e7\u00e3o. Aqui voc\u00ea tem isso dispon\u00edvel e que \u00e9 a economia do s\u00e9culo XXI. Isso pode ser uma pot\u00eancia\u201d, projetou Rodrigo Neves.<\/p>\n","post_title":"Prefeitos de Maric\u00e1 e Niter\u00f3i e Rodrigo Neves projetam futuro das cidades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"prefeitos-de-marica-e-niteroi-e-rodrigo-neves-projetam-futura-das-cidades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 21:26:39","post_modified_gmt":"2021-07-04 00:26:39","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3872","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3797,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 03:45:17","post_date_gmt":"2021-07-02 06:45:17","post_content":"H\u00e1 15 meses atuando na linha de frente da covid-19, profissionais de sa\u00fade no Brasil ainda se sentem despreparados para lidar com a pandemia, mostra estudo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Entre as mulheres, 72,2% das entrevistadas disseram n\u00e3o ter informa\u00e7\u00f5es suficientes para trabalhar. Essa condi\u00e7\u00e3o atinge 61,1% dos homens. Para profissionais negras, o percentual \u00e9 ainda maior e chega a 78,22%. Os pesquisadores destacam que os indicadores de sensa\u00e7\u00e3o de despreparo refletem os dados sobre quem recebeu mais treinamento, orienta\u00e7\u00f5es ou recursos.\n\n\u201cEssas desigualdades t\u00eam marcas de g\u00eanero e de ra\u00e7a. As mulheres est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior e essa diferen\u00e7a vem aumentando em rela\u00e7\u00e3o aos homens ao longo do tempo [da pandemia]\u201d, diz Gabriela Lotta, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis pelo trabalho. O relat\u00f3rio foi produzido com dados de uma enquete online, com 1.829 profissionais de sa\u00fade, entre os dias 1\u00ba e 20 de mar\u00e7o deste ano.\n\nEsta \u00e9 a quarta rodada da pesquisa e faz parte de uma s\u00e9rie realizada pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB-FGV), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Covid-19 Humanidades. A proposta \u00e9 compreender as percep\u00e7\u00f5es dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho nesse per\u00edodo\n\nSobre o recebimento de equipamentos, treinamento e testagem, tamb\u00e9m observam-se disparidades. Enquanto 57,93% dos homens brancos disseram ter recebido equipamentos de forma cont\u00ednua, o percentual cai para 38,12% entre os homens negros. Em rela\u00e7\u00e3o ao treinamento, 43,9% dos homens brancos relataram ter recebido, e as mulheres negras foram as que menos receberam, com 20,94%. A testagem de forma cont\u00ednua foi citada por 22,5% dos homens brancos e 11,5% das mulheres negras.\n\n\u201cA gente achava que ao longo do tempo essas desigualdades fossem amenizadas, mas, pelo contr\u00e1rio, elas foram se acentuando\u201d, afirma a pesquisadora. Gabriela explica que a an\u00e1lise por g\u00eanero e ra\u00e7a se mostrou fundamental ao longo do trabalho. \u201cNas outras etapas ficou cada vez mais evidente que embora a pandemia afetasse a todas as pessoas, e especialmente os profissionais de sa\u00fade, ela atingia de maneira diferente mulheres e homens, especialmente as quest\u00f5es de ra\u00e7a.\u201d\n\nA desigualdade aparece tamb\u00e9m nas \u00e1reas de sa\u00fade mental e divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico. Para 67,3% dos homens entrevistados, a sa\u00fade mental teve impacto durante a pandemia. Entre as mulheres, o \u00edndice chega a 83,7%. Mais da metade das profissionais de sa\u00fade disseram dedicar mais de 14 horas por semana \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas, contra 39% dos homens.\n\nEm termos comparativos das etapas do levantamento Gabriela mostra que, no geral, os indicadores se mantiveram ruins. \u201cO sentimento de despreparo diminuiu um pouco, o acesso a equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual aumentou, o acesso \u00e0 testagem aumentou, o suporte e orienta\u00e7\u00e3o aumentaram mas outros indicadores se mantiveram muito ruins o tempo inteiro.\u201d\n\nGabriela chama aten\u00e7\u00e3o para o esgotamento dos profissionais de sa\u00fade. \u201cEstamos com alto percentual de adoecimento, mortalidade muito alta tamb\u00e9m, especialmente antes da vacina\u00e7\u00e3o, profissionais que est\u00e3o com a sa\u00fade mental abalada e precisam continuar cuidando dos pacientes. Eles n\u00e3o est\u00e3o tendo descanso, n\u00e3o t\u00eam f\u00e9rias, n\u00e3o t\u00eam licen\u00e7a e est\u00e3o no limite.\u201d\n\nA pesquisadora destaca a necessidade de pol\u00edticas que observem as desigualdades estruturais. \u201cEssas pol\u00edticas deveriam ser para todos os profissionais, elas precisariam ter um olhar muito cuidadoso, pois o estudo revela os reflexos tamb\u00e9m dessa desigualdade estrutural de g\u00eanero na sociedade\", diz. Para ela, as pol\u00edticas sempre devem ter um olhar diferenciado para homens e mulheres, porque \"se elas tratam todo mundo igual, a gente est\u00e1 s\u00f3 reproduzindo desigualdades.\u201d","post_title":"Pandemia: profissionais de sa\u00fade negras sofrem mais com desigualdades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"pandemia-profissionais-de-saude-negras-sofrem-mais-com-desigualdades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-02 11:56:09","post_modified_gmt":"2021-07-02 14:56:09","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3797","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3813,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 02:54:06","post_date_gmt":"2021-07-02 05:54:06","post_content":"A partir de hoje (2), micro e pequenas empresas t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o R$ 6,3 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito pelo Programa Nacional de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O dinheiro ser\u00e1 emprestado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, que teve a amplia\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para a linha de cr\u00e9dito autorizada pelo Fundo Garantidor de Opera\u00e7\u00f5es (FGO).\n\nO FGO \u00e9 o fundo que cobre eventuais inadimpl\u00eancias nos contratos do Pronampe e reduz o risco das opera\u00e7\u00f5es para os bancos, permitindo que as institui\u00e7\u00f5es financeiras ampliem os empr\u00e9stimos.\n\nBanco que lidera a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos no Pronampe, a Caixa emprestou, desde o ano passado, R$ 15,6 bilh\u00f5es. Inicialmente criado no ano passado para socorrer neg\u00f3cios de pequeno porte afetados pela pandemia, o programa tornou-se permanente neste ano, com o objetivo de consolidar as empresas de menor porte como agentes de sustenta\u00e7\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento da economia nacional.\n\nReceita bruta\n\nS\u00f3 podem contrair empr\u00e9stimos no Pronampe microempresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 360 mil ou pequenas empresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es em 2020. As opera\u00e7\u00f5es t\u00eam 48 meses (quatro anos), com 11 meses de car\u00eancia (pausa para o pagamento da primeira presta\u00e7\u00e3o) e financiamento em 37 parcelas.\n\nOs juros equivalem \u00e0 taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) mais 6% ao ano. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 3,5% ao ano. 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Dessa forma, al\u00e9m de realizarem reformas e adquirirem m\u00e1quinas e equipamentos, as micro e pequenas empresas podem usar os recursos do Pronampe para despesas operacionais, como pagamento de sal\u00e1rio e compra de mat\u00e9rias-primas e de mercadorias.","post_title":"Caixa oferece R$ 6,3 bilh\u00f5es em novas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do Pronampe","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"caixa-oferece-r-63-bilhoes-em-novas-operacoes-de-credito-do-pronampe","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 13:14:07","post_modified_gmt":"2021-07-03 16:14:07","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3813","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3741,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:20:21","post_date_gmt":"2021-07-01 18:20:21","post_content":"Dos 927.568 registros de \u00f3bito no primeiro semestre no pa\u00eds, 314.036 foram por covid-19. Os n\u00fameros est\u00e3o no Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil e foram atualizados at\u00e9 a madrugada de hoje (1\u00ba).\n\nOs dados do portal s\u00e3o atualizados duas vezes por dia e seguem os prazos legais. A fam\u00edlia tem at\u00e9 24 horas ap\u00f3s o falecimento para registrar o \u00f3bito em cart\u00f3rio, por\u00e9m esse prazo foi estendido para 15 dias por causa da pandemia. O cart\u00f3rio tem at\u00e9 cinco dias para efetuar o registro de \u00f3bito e depois at\u00e9 oito dias para enviar o ato \u00e0 Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es do Registro Civil, que atualiza a plataforma online. Portanto, os n\u00fameros ainda podem mudar.\n\nAt\u00e9 o momento, os dados oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade somam 518.066 mortes causadas pelo novo coronav\u00edrus no Brasil desde o in\u00edcio da pandemia.\n\nO registro de \u00f3bitos por covid-19 vem caindo. Em mar\u00e7o, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes dos \u00faltimos sete dias chegou a 3.357 no dia 30. Foi o ponto mais alto do primeiro semestre. Em junho, essa m\u00e9dia ficou entre 1.600 e 2.000 \u00f3bitos. O m\u00eas termina com uma m\u00e9dia m\u00f3vel de 592 mortes. Apesar da incid\u00eancia de casos continuar acima de 70 mil novos casos di\u00e1rios. No pico da pandemia no ano passado, entre o fim de maio e o fim de agosto, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos ficou em torno de 1.000 registros por dia.\n\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen\/RJ), Humberto Costa, disse que esse n\u00famero n\u00e3o leva em conta as mortes causadas por outras doen\u00e7as que podem ser associadas ao agravamento da covid-19, principalmente a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG), respons\u00e1vel por 16.868 \u00f3bitos em 2020 e 8.613 este ano. Em 2019, antes da pandemia portanto, foram registrados 1.512 \u00f3bitos por SRAG.\n\n\u201cHouve um aumento exacerbado no n\u00famero de \u00f3bitos. No cart\u00f3rio em que eu sou titular, em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, por exemplo, a gente passou de um total de 300 a 400 \u00f3bitos mensais para 600 a 700 \u00f3bitos mensais. Isso em raz\u00e3o da pandemia, antes o n\u00famero m\u00e1ximo que a gente tinha feito era de 400 \u00f3bitos\u201d, explicou Costa.\n\nExcedente de \u00f3bitos\n\nNo ano passado, dos 1.460.991 registros de \u00f3bito emitidos no pa\u00eds, 198.547 tiveram como causa a covid-19, o que equivale a 13,59% do total. Foram cerca de 190 mil mortes a mais em 2020 do que em 2019 no pa\u00eds. Para Costa, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para esse excedente de \u00f3bitos \u00e9 a pandemia.\n\n\u201cMorreu um n\u00famero muito maior de pessoas. A \u00fanica diferen\u00e7a dos anos anteriores para o ano passado e este ano \u00e9 o coronav\u00edrus. Nossos n\u00fameros s\u00e3o muito altos, espero que com a vacina\u00e7\u00e3o eles diminuam\u201d, disse.\n\nSomente no primeiro trimestre deste ano, o aumento no n\u00famero de registros de \u00f3bitos no pa\u00eds foi de 40%. Segundo a Arpen, em maio de 2021, apesar da queda nos registros em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e abril, os \u00f3bitos ainda ficaram 70% acima da m\u00e9dia de registros mensais da pandemia, iniciada em mar\u00e7o de 2020.\n\nO professor e pesquisador C\u00e1ssio Turra, do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que medidas sanit\u00e1rias e o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico propiciaram um aumento linear no crescimento populacional desde o s\u00e9culo 19. \u201cO aumento s\u00f3 foi interrompido por grandes crises como a gripe espanhola de 1918-1919, que matou 50 milh\u00f5es de pessoas, e a 2\u00aa Guerra Mundial, que deixou 40 milh\u00f5es de civis e 20 milh\u00f5es de soldados mortos entre 1939 e 1945. Agora, o mundo passa por um novo impacto de aumento exacerbado da mortalidade, causado pela pandemia de covid-19, que j\u00e1 se aproxima de 4 milh\u00f5es\u201d, disse Turra.\n\n\u201cO c\u00e1lculo do excesso de mortalidade \u00e9 feito com a extrapola\u00e7\u00e3o a partir dos \u00f3bitos do ano anterior com o que era esperado para cada pa\u00eds. Os pa\u00edses tiveram comportamento muito diferente, no Brasil teve um excesso de mortalidade de 22% no ano de 2020 e, em 2021, at\u00e9 aqui est\u00e1 com um excesso de 67%, em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da crise em mar\u00e7o e abril\u201d, disse o professor.\n\nTurra explicou que esse excesso de mortalidade \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos diretos e indiretos, resultantes tanto dos \u00f3bitos por covid-19 como por outras causas como o estrangulamento do sistema de sa\u00fade e mudan\u00e7a de comportamento dos indiv\u00edduos.\n\nAs informa\u00e7\u00f5es foram dadas pelo professor no evento online UFMG Talks em Casa.\n\nIdosos\n\nNo mesmo evento, a professora e pesquisadora Sandhi Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva da UFMG, lembrou que o Brasil tem despontado pelos piores indicadores de mortes por milh\u00e3o de habitantes nessa pandemia, ultrapassando a m\u00e9dia de uma morte por minuto em 2021.\n\n\u201cEssa despropor\u00e7\u00e3o fica evidente quando a gente compara a rela\u00e7\u00e3o popula\u00e7\u00e3o mundial e o percentual de mortes. O Brasil responde por 2,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 13% das mortes por covid-19 est\u00e3o aqui no pa\u00eds. A preval\u00eancia e a gravidade da pandemia foram ampliadas porque, diferente de outros v\u00edrus respirat\u00f3rios que enfrentamos, a covid afeta os mais velhos e aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d. Disse a professora.\n\nEntre as quase 520 mil v\u00edtimas da covid-19 no Brasil, 29.145 tinham 90 anos ou mais, sendo que desse total 1.576 tinham 100 anos de idade ou mais. Com base nas proje\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), isso equivale a 3,40% dos brasileiros com 90 anos ou mais perdidos para a pandemia.\n\nPor faixas et\u00e1rias, o Brasil perdeu 0,69% das pessoas de 60 a 69 anos de idade, 1,28% entre 70 e 79 anos de idade e 2,30% dos idosos de 80 a 89 anos de idade, segundo os \u00f3bitos registrados por idade no site dos cart\u00f3rios especial da covid-19. Para a popula\u00e7\u00e3o total, a pandemia levou 0,24% dos brasileiros entre 16 de mar\u00e7o de 2020 e 28 de junho de 2021.\n\nCom o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, a faixa et\u00e1ria das v\u00edtimas tem diminu\u00eddo, como destaca o presidente da Arpen-RJ, Humberto Costa.\n\n\u201cO n\u00famero de \u00f3bitos que a gente teve \u00e9 bem expressivo, morreu gente de todas as faixas et\u00e1rias. No in\u00edcio da pandemia, quando os idosos n\u00e3o estavam vacinados, a faixa et\u00e1ria que a gente mais registrava \u00f3bito era entre 70 e 80 anos de idade. Me parece que \u00e9 bem claro que a vacina\u00e7\u00e3o faz com que o n\u00famero de \u00f3bitos caia radicalmente. Se a gente tivesse com um percentual maior da popula\u00e7\u00e3o vacinada, com certeza n\u00e3o teria tantos \u00f3bitos quanto estamos registrando\u201d, disse Humberto Costa.\n\nCai a expectativa de vida\n\nCom a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colabora\u00e7\u00e3o com as universidades norte-americanas de Harvard, do sul da Calif\u00f3rnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv. O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o \u00edndice ser\u00e1 ainda pior.\n\nSegundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viver\u00e3o, em m\u00e9dia, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013. Essa \u00e9 a primeira queda desde a d\u00e9cada de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em m\u00e9dia, at\u00e9 os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.\n\nO estudo indica que, na faixa et\u00e1ria dos 65 anos de idade, a redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos n\u00edveis de 2009. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a queda na expectativa de vida ao nascer foi maior no Distrito Federal, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,68 anos.\n\nC\u00e1ssio Turra explica que esse efeito na expectativa de vida traduz, de forma simples, o impacto do excesso de \u00f3bitos. Para os nascidos em 2021, o c\u00e1lculo j\u00e1 indica uma redu\u00e7\u00e3o de 1,78 anos na expectativa de vida em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Para ele, essa flutua\u00e7\u00e3o tende a ser tempor\u00e1ria e \u00e9 poss\u00edvel que o n\u00edvel seja recuperado no pr\u00f3ximo ano.\n\n\u201cEu sou um otimista cauteloso com rela\u00e7\u00e3o a 2022, imaginando o seguinte: se a vacina\u00e7\u00e3o em 2021 avan\u00e7ar para patamares que permitam a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos n\u00edveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022. No m\u00e9dio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doen\u00e7a vai deixar nas pessoas, como de outras doen\u00e7as que deixaram de ser acompanhadas nesse per\u00edodo\u201d, disse.\n\nDe acordo com Turra, \u00e9 preciso analisar tamb\u00e9m a seletividade da mortalidade, j\u00e1 que no excesso de \u00f3bito est\u00e1 contida tamb\u00e9m a perda da popula\u00e7\u00e3o que inicialmente j\u00e1 poderiam ser mais suscet\u00edvel \u00e0 morte.\n\n\u201cIsso pode ter um efeito no m\u00e9dio prazo. Acho que os ganhos anuais v\u00e3o voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam. A gente vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudan\u00e7as estruturais que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo no Brasil, como o aumento da escolaridade e a melhoria da sa\u00fade preventiva. Se olharmos um pouco al\u00e9m da nossa conjuntura atual, s\u00e3o movimentos que vem favorecendo a nossa expectativa de vida\u201d, explicou.\n\nEfeitos no envelhecimento\n\nA pesquisadora Sandhi Barreto destaca que, al\u00e9m do meio milh\u00e3o de mortes, o pa\u00eds teve mais de 18,5 milh\u00f5es de pessoas infectadas e ainda s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para estimar os efeitos de longo prazo no envelhecimento saud\u00e1vel.\n\n\u201cMais ou menos 20% dos hospitalizados por covid v\u00e3o desenvolver complica\u00e7\u00f5es graves como insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, disfun\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os, interna\u00e7\u00f5es prolongadas, preju\u00edzos motores, cognitivos e mentais. A gente sabe que quanto mais grave o adoecimento por covid, maior o risco de sequelas e necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados com os sobreviventes\u201d, disse a pesquisadora.\n\nA pesquisadora explica que estudos j\u00e1 mostraram que um em cada tr\u00eas sobreviventes da covid-19 apresentaram doen\u00e7a mental ou neurol\u00f3gica ap\u00f3s 6 meses. \u201cNo curto prazo, a pandemia acentuou as desigualdades que j\u00e1 existiam, al\u00e9m de piorar as condi\u00e7\u00f5es das pessoas idosas e que tinham doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d.\n\nDe acordo com Sandhi Barreto, entre os problemas causados pela covid-19 nos sobreviventes j\u00e1 foram identificados a redu\u00e7\u00e3o da autonomia nos idosos, que pode levar \u00e0 depend\u00eancia, o atraso em diagn\u00f3sticos de outros problemas, atraso em tratamentos, cancelamento de procedimento, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos importantes para o controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como exerc\u00edcio e alimenta\u00e7\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o na qualidade do sono e diminui\u00e7\u00e3o da rede de apoio social.","post_title":"Um ter\u00e7o das mortes registradas em cart\u00f3rio no 1\u00ba semestre \u00e9 por covid","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"um-terco-das-mortes-registradas-em-cartorio-no-1o-semestre-e-por-covid","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:20:08","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:20:08","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3741","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3772,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:15:33","post_date_gmt":"2021-07-01 18:15:33","post_content":"A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta a produ\u00e7\u00e3o de 70 milh\u00f5es de doses da vacina AstraZeneca at\u00e9 o final do ano. A meta \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as aos compromissos assumidos entre a institui\u00e7\u00e3o brasileira e o laborat\u00f3rio brit\u00e2nico. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas nesta quinta-feira (1\u00ba) pela Fiocruz.\n\nDepois de terem assinado em junho um contrato para aquisi\u00e7\u00e3o de ingrediente farmac\u00eautico ativo (IFA) para a produ\u00e7\u00e3o de 50 milh\u00f5es de doses, um novo acordo, firmado esta semana, permitir\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de mais 20 milh\u00f5es de doses.\n\nO an\u00fancio aconteceu em reuni\u00e3o entre a AstraZeneca e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com participa\u00e7\u00e3o da Fiocruz. Estiveram presentes o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, e a presidente da Fiocruz, N\u00edsia Trindade.\n\n\u201cSabemos o quanto tem sido dif\u00edcil obter insumo adicional, dado o cen\u00e1rio internacional de escassez de vacinas e insumos. A aquisi\u00e7\u00e3o do IFA para a produ\u00e7\u00e3o de mais 70 milh\u00f5es de doses \u00e9 resultado do esfor\u00e7o e empenho institucional, bem como da parceria que a AstraZeneca tem tido conosco desde o in\u00edcio\u201d, destacou N\u00edsia.\n\nOutra conquista para o Brasil \u00e9 o calend\u00e1rio de entrega do insumo. Segundo o compromisso firmado, as novas remessas de IFA para a produ\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses t\u00eam previs\u00e3o de serem enviadas ao longo dos meses de agosto e setembro, o que garantiria uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua no segundo semestre, eliminando, dessa forma, o risco de interrup\u00e7\u00e3o por falta de insumo. 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O Olaria Atl\u00e9tico Clube, dos mais tradicionais clubes da Leopoldina e do Rio de Janeiro, est\u00e1 completando 106 anos nesta quinta-feira (01\/07). A data, sempre grandemente comemorada pelos moradores do bairro, este ano n\u00e3o comporta as mesmas comemora\u00e7\u00f5es do passado devido \u00e0 pandemia da Covid-19. Mas as mem\u00f3rias e lembran\u00e7as da torcida olariense t\u00eam transcendido a presen\u00e7a f\u00edsica e se fazendo ver e ouvir por redes sociais e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Nomes relevantes como o ex-atacante Rom\u00e1rio e o treinador Joel Santana parabenizaram o clube por meio de v\u00eddeos nesta data. E isso tem uma raz\u00e3o muito especial: ambos \u2013 entre muitos outros \u2013 come\u00e7aram suas carreiras no Azul\u00e3o, um antigo celeiro de grandes figuras do futebol brasileiro.<\/p>\n

Fundado em 1\u00ba de julho de 1915, o Olaria Atl\u00e9tico Clube destacou-se, em seus primeiros anos, nas divis\u00f5es inferiores do Rio de Janeiro, ganhando mais notoriedade a partir da d\u00e9cada de 1930, quando passou a defrontar os grandes. Ap\u00f3s dez anos afastado das competi\u00e7\u00f5es oficiais, retornou nos anos 1940, com est\u00e1dio novo (a atual Rua Bariri) e se fortalecendo como um dos representantes do sub\u00farbio da cidade contra as grandes for\u00e7as como Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, America e Bangu. Foi a partir da\u00ed, tamb\u00e9m, que o potencial revelador do clube cresceu, assim como seus feitos.<\/p>\n

Bicampe\u00e3o mundial, Castilho come\u00e7ou na Leopoldina<\/p>\n

O primeiro grande craque a ser formado no Olaria foi o goleiro Castilho, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do Fluminense. Ainda garoto, com 17 anos, chegou ao Alvianil vindo do Tup\u00e3, de Br\u00e1s de Pina. Inicialmente ponta-esquerda, ele virou goleiro por improviso, j\u00e1 que um titular do posto havia faltado. Levado ao Olaria por Menezes \u2013 pai do grande Ademir Menezes, artilheiro do Vasco -, Castilho n\u00e3o chegou a jogar j\u00e1 por sua nova posi\u00e7\u00e3o, mas foi formado pela equipe suburbana, que serviu de ponte para que fosse lembrado por Menezes quando Ademir foi para o Fluminense, em 1946. Indicado e aceito, ficou nas Laranjeiras por 20 anos, se tornou o jogador com mais atua\u00e7\u00f5es pelo clube (698) e foi bicampe\u00e3o mundial com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n

Um dos primeiros brasileiros a fazer sucesso no exterior, o r\u00e1pido e habilidoso ponta-direita Can\u00e1rio jogou pouco pelo time principal do Olaria ap\u00f3s sua subida dos aspirantes, em 1954, mas o suficiente para chamar a aten\u00e7\u00e3o do America, onde ficou por quatro anos, foi vice-campe\u00e3o carioca e chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. Depois, seu talento alertou o Real Madrid (ESP), ent\u00e3o tetracampe\u00e3o europeu, para onde se transferiu no inverno de 1959. L\u00e1, jogou ao lado de Di St\u00e9fano e Pusk\u00e1s entre outros, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a Copa dos Campe\u00f5es (atual Liga dos Campe\u00f5es da Europa), faturando ainda um t\u00edtulo mundial e dois espanh\u00f3is pelo clube. Jogou mais tarde por Sevilla, Zaragoza e Mallorca.<\/p>\n

Quem seguiu os passos destes craques foi o lateral-direito Murilo. Tamb\u00e9m capaz de jogar como zagueiro, n\u00e3o tardou para ser chamado dos aspirantes pelo t\u00e9cnico Jair Boaventura. Foi titular absoluto do setor entre os anos de 1959 e 1962, sendo chamado \u00e0 sele\u00e7\u00e3o carioca e se destacando nas s\u00f3lidas campanhas olarienses nos Cariocas da ocasi\u00e3o. Ap\u00f3s quase 100 partidas com a camisa da faixa azul-celeste, Murilo acabou adquirido pelo Flamengo, clube pelo qual jogou por dez temporadas e disputou 448 partidas. At\u00e9 a chegada de L\u00e9o Moura, no S\u00e9culo XXI, era ele o lateral-direito com mais atua\u00e7\u00f5es pelo Fla em todos os tempos, ainda hoje recordado como um dos maiores de sua posi\u00e7\u00e3o pelo Rubro-Negro.<\/p>\n

De Joel a Rom\u00e1rio, uma base reveladora<\/p>\n

Outro destacado jogador a ter dado seus primeiros passos em Mour\u00e3o Filho foi Jarbas Faustinho, o Can\u00e9. O atacante estreou pelo Olaria em 1960 e tornou-se titular por duas temporadas, marcando oito gols em duas edi\u00e7\u00f5es do Campeonato Carioca. Dois deles foram especiais: em cima do Flamengo, na vit\u00f3ria por 3 a 2, em 1961. Pretendido pelo Vasco e pelos paulistas Corinthians e Portuguesa, Can\u00e9 negou-se a deixar o Olaria, em princ\u00edpio, mas acabou balan\u00e7ado por uma proposta do Napoli (ITA), de Cr$ 17 milh\u00f5es. Ao aceitar, tornou-se o primeiro negro a atuar no \u201cCalcio\u201d, a elite do futebol italiano. Ficou l\u00e1 por 13 anos, atuando tamb\u00e9m pelo Bari, e tornou-se treinador. \u00c9, at\u00e9 os dias atuais, um dos maiores artilheiros do clube napolitano.<\/p>\n

O carism\u00e1tico Joel Santana pode ser recordado atualmente como um grande treinador, mas sua hist\u00f3ria com o Olaria \u00e9 antiga. Nascido no bairro, ele defendeu o clube na categoria infanto-juvenil nos anos 60, chegando ao Vasco da Gama em 1970, j\u00e1 no time profissional e retornando \u00e0 Bariri em 1973, por empr\u00e9stimo. Pelo clube de S\u00e3o Janu\u00e1rio, o ent\u00e3o zagueiro foi campe\u00e3o brasileiro e carioca, encerrando sua carreira de jogador pelo Am\u00e9rica (RN). Como treinador, \u00e9 o \u00fanico a ter sido campe\u00e3o carioca por todos os quatro grandes clubes do Rio, al\u00e9m de ter conquistado o t\u00edtulo brasileiro de 2000 pelo Vasco, assumindo a equipe nos \u00faltimos jogos.<\/p>\n

Mas a grande joia revelada pelo Olaria foi mesmo o pequeno Rom\u00e1rio. Em 1979, o Baixinho desembarcou no clube para suas primeiras oportunidades. Logo na temporada de estreia, ele foi artilheiro do Campeonato Carioca para jogadores com at\u00e9 15 anos e ficou mais um ano no clube, at\u00e9 sair para o Vasco da Gama numa problem\u00e1tica transfer\u00eancia, j\u00e1 que Rom\u00e1rio n\u00e3o tinha um v\u00ednculo oficial com o Olaria. Apesar de ficar quase um ano sem jogar em S\u00e3o Janu\u00e1rio, ap\u00f3s um apela\u00e7\u00e3o olariense, o camisa 11 despontou com tudo e se tornaria um dos maiores atacantes e artilheiros da Hist\u00f3ria, al\u00e9m de campe\u00e3o brasileiro, quatro vezes campe\u00e3o carioca (por clubes) duas Copa Am\u00e9rica e uma Copa do Mundo (com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira).<\/p>\n

Baiano de Salvador, Robert chegou ao Olaria em 1986, aos 15 anos. Destacado desde cedo na base, ganhou suas primeiras oportunidades no elenco principal em 1990, pela segunda divis\u00e3o do Campeonato Carioca. Acabou observado no ano seguinte, na mesma Segundona, pelo Guarani (SP), que pretendia reformular seu elenco para a temporada e decidiu contratar o pequeno meio-campista. No Bugre, jogou ao lado de Amoroso, Djalminha e Luiz\u00e3o na campanha do Brasileir\u00e3o de 1994, no qual os campineiros chegaram \u00e0 semifinal. Depois, Robert passou ainda por Santos (SP), Gr\u00eamio (RS), Atl\u00e9tico (MG) e Corinthians (SP), passando ainda pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e encerrando a carreira no America. \u00c9 campe\u00e3o brasileiro de 2002, pelo Peixe.<\/p>\n

Atualmente na terceira divis\u00e3o do Carioca, seu pior posto em todos os tempos, o Olaria chega aos 106 anos pensando em como fazer para reeerguer-se num cen\u00e1rio cada vez mais complicado para os clubes de menor investimento. Ap\u00f3s a morte recente de Augusto Pinto Monteiro, que liderou o Azul\u00e3o por mais de 30 anos, a equipe vive um momento de renova\u00e7\u00e3o, com obras estruturais na sede, investimento em marketing e a busca por novos parceiros e patrocinadores. O primeiro passo para o retorno aos grandes dias \u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da S\u00e9rie B1 do Estadual, marcada para o segundo semestre.<\/p>\n\n\n

Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n","post_title":"Aniversariante, Olaria \u00e9 velho celeiro de craques","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"aniversariante-olaria-e-velho-celeiro-de-craques-futeboldorio-com","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:17:01","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:17:01","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3766","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3724,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:10:11","post_date_gmt":"2021-07-01 18:10:11","post_content":"Segundo dados oficiais do Vacin\u00f4metro - ferramenta de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que acompanha o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil - o pa\u00eds ultrapassou hoje (30) a marca de 100 milh\u00f5es de doses aplicadas.\n\nEm redes sociais, o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, comemorou a marca.\n\n\n#URGENTE \ud83d\udc89\ud83d\udc89| ULTRAPASSAMOS 100 milh\u00f5es de doses aplicadas no bra\u00e7o dos brasileiros. \ud83d\udc9a\ud83d\udc9b\ud83d\udc99\nJ\u00e1 s\u00e3o 135 milh\u00f5es de doses de vacinas distribu\u00eddas a todos os estados e o DF, o que nos torna o 4\u00ba pa\u00eds que mais vacinou no \ud83c\udf0e com pelo menos uma dose da vacina #Covid19.\n\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 pic.twitter.com\/TDlciuEJOM\n\u2014 Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) June 30, 2021\n\n\n\nO Brasil \u00e9 o 4\u00ba pa\u00eds do mundo em n\u00famero absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacin\u00f4metro, o pa\u00eds registra 135.060.376 doses distribu\u00eddas para os estados e o Distrito Federal, com 101.476.804 doses tendo sido aplicadas. Destas, 74,3 milh\u00f5es s\u00e3o relativas \u00e0 primeira dose, enquanto 27,1 milh\u00f5es correspondem \u00e0 segunda dose ou dose \u00fanica (no caso da vacina Janssen).\n\nDe acordo com o painel de dados, 2,2 milh\u00f5es de doses foram aplicadas apenas em 24 horas - ritmo acima das expectativas do ministro Marcelo Queiroga.\n\nOs dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a regi\u00e3o Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com 40,8 milh\u00f5es de doses aplicadas. Nordeste est\u00e1 em segundo, com 22,6 milh\u00f5es de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posi\u00e7\u00f5es.\n\nA vacina mais aplicada no Brasil \u00e9 a Butantan Sinovac, que equivale \u00e0 CoronaVac. Em segundo lugar est\u00e1 a vacina AstraZeneca, que \u00e9 envasada pela Fiocruz e que dever\u00e1 passar a ter fabrica\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 2022. A vacina ComiRNAty, da Pfizer\/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen est\u00e1 em quarto lugar, j\u00e1 que ainda n\u00e3o teve grande volume de entrega e \u00e9 restrita, no momento, para grupos espec\u00edficos.\n\nQueda em ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs\n\nHoje, o estado de S\u00e3o Paulo registrou, pela primeira vez nos \u00faltimos tr\u00eas meses, uma taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTIs abaixo de 75%. Em todo o estado, a taxa est\u00e1 hoje em 74,8%, enquanto na Grande S\u00e3o Paulo est\u00e1 em 68,9%.","post_title":"Brasil chega \u00e0 marca de 100 milh\u00f5es de doses de vacinas aplicadas","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brasil-chega-a-marca-de-100-milhoes-de-doses-de-vacinas-aplicadas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:02:41","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:02:41","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3724","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":733},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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O prefeito de Maric\u00e1, Fabiano Horta recebeu o prefeito de Niter\u00f3i, Axel Grael, e o ex-prefeito da cidade vizinha, Rodrigo Neves, na sede da Companhia de Desenvolvimento de Maric\u00e1 (Codemar) para uma visita \u00e0s instala\u00e7\u00f5es do Aeroporto.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPara n\u00f3s, uma satisfa\u00e7\u00e3o. O prefeito Rodrigo e o prefeito Axel t\u00eam uma longa experi\u00eancia de trajet\u00f3ria em Niter\u00f3i de desenvolvimento, de uma cidade que criou modelos de natureza do desenvolvimento. Dialogam permanentemente conosco aqui em Maric\u00e1, na rela\u00e7\u00e3o do cotidiano e a gente tem buscado muito essa troca de experi\u00eancias tanto com o ex-prefeito Rodrigo, quanto com o atual prefeito Axel, da intera\u00e7\u00e3o das cidades\u201d, disse Fabiano Horta.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 Axel Grael fez quest\u00e3o de ressaltar a boa rela\u00e7\u00e3o entre os dois munic\u00edpios. \u201cTenho uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com Maric\u00e1 e venho acompanhando o trabalho do prefeito Fabiano e temos boas a\u00e7\u00f5es em conjunto. Est\u00e1vamos conversando sobre a necessidade de integrar o planejamento de desenvolvimento de Niter\u00f3i com o de Maric\u00e1, j\u00e1 que estamos na principal vertente de crescimento. Provavelmente nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, o que vai ter de novidade na regi\u00e3o metropolitana ou at\u00e9 mesmo no estado, vai ser muito para o lado de c\u00e1\u201d, avaliou o prefeito de Niter\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n

Para Axel, no entanto, o momento ainda \u00e9 bem cr\u00edtico. \u201cNa sa\u00edda desse momento de pandemia, a grande responsabilidade que n\u00f3s vamos ter \u00e9 a retomada da economia, do emprego e do cotidiano das pessoas. Ent\u00e3o, \u00e9 o que est\u00e1 sendo feito aqui em Maric\u00e1 em termos de planejamento e de desenvolvimento, o que n\u00f3s estamos fazendo l\u00e1. Se juntamos com ativos fundamentais que temos, como uma das maiores universidades do pa\u00eds, com toda sua capacidade e uma massa cr\u00edtica que temos nas duas cidades para gerar ideias, gerar oportunidades para c\u00e1, \u00e9 muito potente\u201d, concluiu Grael.<\/p>\n\n\n\n

Rodrigo Neves elogiou a estrutura do aeroporto. \u201cEm 10 anos avalio que Niter\u00f3i e Maric\u00e1 v\u00e3o chegar a um milh\u00e3o de habitantes. Isso significa uma popula\u00e7\u00e3o maior que a capital. Ent\u00e3o, acho que esse eixo tende a ser uma nova normalidade projetando para 2030. N\u00e3o tem no Brasil, uma cidade que tenha uma base industrial de produ\u00e7\u00e3o. Aqui voc\u00ea tem isso dispon\u00edvel e que \u00e9 a economia do s\u00e9culo XXI. Isso pode ser uma pot\u00eancia\u201d, projetou Rodrigo Neves.<\/p>\n","post_title":"Prefeitos de Maric\u00e1 e Niter\u00f3i e Rodrigo Neves projetam futuro das cidades","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"prefeitos-de-marica-e-niteroi-e-rodrigo-neves-projetam-futura-das-cidades","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-03 21:26:39","post_modified_gmt":"2021-07-04 00:26:39","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3872","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3797,"post_author":"5","post_date":"2021-07-02 03:45:17","post_date_gmt":"2021-07-02 06:45:17","post_content":"H\u00e1 15 meses atuando na linha de frente da covid-19, profissionais de sa\u00fade no Brasil ainda se sentem despreparados para lidar com a pandemia, mostra estudo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Entre as mulheres, 72,2% das entrevistadas disseram n\u00e3o ter informa\u00e7\u00f5es suficientes para trabalhar. Essa condi\u00e7\u00e3o atinge 61,1% dos homens. Para profissionais negras, o percentual \u00e9 ainda maior e chega a 78,22%. Os pesquisadores destacam que os indicadores de sensa\u00e7\u00e3o de despreparo refletem os dados sobre quem recebeu mais treinamento, orienta\u00e7\u00f5es ou recursos.\n\n\u201cEssas desigualdades t\u00eam marcas de g\u00eanero e de ra\u00e7a. As mulheres est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior e essa diferen\u00e7a vem aumentando em rela\u00e7\u00e3o aos homens ao longo do tempo [da pandemia]\u201d, diz Gabriela Lotta, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis pelo trabalho. O relat\u00f3rio foi produzido com dados de uma enquete online, com 1.829 profissionais de sa\u00fade, entre os dias 1\u00ba e 20 de mar\u00e7o deste ano.\n\nEsta \u00e9 a quarta rodada da pesquisa e faz parte de uma s\u00e9rie realizada pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB-FGV), em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Covid-19 Humanidades. A proposta \u00e9 compreender as percep\u00e7\u00f5es dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho nesse per\u00edodo\n\nSobre o recebimento de equipamentos, treinamento e testagem, tamb\u00e9m observam-se disparidades. Enquanto 57,93% dos homens brancos disseram ter recebido equipamentos de forma cont\u00ednua, o percentual cai para 38,12% entre os homens negros. Em rela\u00e7\u00e3o ao treinamento, 43,9% dos homens brancos relataram ter recebido, e as mulheres negras foram as que menos receberam, com 20,94%. A testagem de forma cont\u00ednua foi citada por 22,5% dos homens brancos e 11,5% das mulheres negras.\n\n\u201cA gente achava que ao longo do tempo essas desigualdades fossem amenizadas, mas, pelo contr\u00e1rio, elas foram se acentuando\u201d, afirma a pesquisadora. Gabriela explica que a an\u00e1lise por g\u00eanero e ra\u00e7a se mostrou fundamental ao longo do trabalho. \u201cNas outras etapas ficou cada vez mais evidente que embora a pandemia afetasse a todas as pessoas, e especialmente os profissionais de sa\u00fade, ela atingia de maneira diferente mulheres e homens, especialmente as quest\u00f5es de ra\u00e7a.\u201d\n\nA desigualdade aparece tamb\u00e9m nas \u00e1reas de sa\u00fade mental e divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico. Para 67,3% dos homens entrevistados, a sa\u00fade mental teve impacto durante a pandemia. Entre as mulheres, o \u00edndice chega a 83,7%. Mais da metade das profissionais de sa\u00fade disseram dedicar mais de 14 horas por semana \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas, contra 39% dos homens.\n\nEm termos comparativos das etapas do levantamento Gabriela mostra que, no geral, os indicadores se mantiveram ruins. \u201cO sentimento de despreparo diminuiu um pouco, o acesso a equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual aumentou, o acesso \u00e0 testagem aumentou, o suporte e orienta\u00e7\u00e3o aumentaram mas outros indicadores se mantiveram muito ruins o tempo inteiro.\u201d\n\nGabriela chama aten\u00e7\u00e3o para o esgotamento dos profissionais de sa\u00fade. \u201cEstamos com alto percentual de adoecimento, mortalidade muito alta tamb\u00e9m, especialmente antes da vacina\u00e7\u00e3o, profissionais que est\u00e3o com a sa\u00fade mental abalada e precisam continuar cuidando dos pacientes. Eles n\u00e3o est\u00e3o tendo descanso, n\u00e3o t\u00eam f\u00e9rias, n\u00e3o t\u00eam licen\u00e7a e est\u00e3o no limite.\u201d\n\nA pesquisadora destaca a necessidade de pol\u00edticas que observem as desigualdades estruturais. \u201cEssas pol\u00edticas deveriam ser para todos os profissionais, elas precisariam ter um olhar muito cuidadoso, pois o estudo revela os reflexos tamb\u00e9m dessa desigualdade estrutural de g\u00eanero na sociedade\", diz. 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O dinheiro ser\u00e1 emprestado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, que teve a amplia\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para a linha de cr\u00e9dito autorizada pelo Fundo Garantidor de Opera\u00e7\u00f5es (FGO).\n\nO FGO \u00e9 o fundo que cobre eventuais inadimpl\u00eancias nos contratos do Pronampe e reduz o risco das opera\u00e7\u00f5es para os bancos, permitindo que as institui\u00e7\u00f5es financeiras ampliem os empr\u00e9stimos.\n\nBanco que lidera a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos no Pronampe, a Caixa emprestou, desde o ano passado, R$ 15,6 bilh\u00f5es. Inicialmente criado no ano passado para socorrer neg\u00f3cios de pequeno porte afetados pela pandemia, o programa tornou-se permanente neste ano, com o objetivo de consolidar as empresas de menor porte como agentes de sustenta\u00e7\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento da economia nacional.\n\nReceita bruta\n\nS\u00f3 podem contrair empr\u00e9stimos no Pronampe microempresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 360 mil ou pequenas empresas com receita bruta de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es em 2020. As opera\u00e7\u00f5es t\u00eam 48 meses (quatro anos), com 11 meses de car\u00eancia (pausa para o pagamento da primeira presta\u00e7\u00e3o) e financiamento em 37 parcelas.\n\nOs juros equivalem \u00e0 taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) mais 6% ao ano. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 3,5% ao ano. 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Os n\u00fameros est\u00e3o no Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil e foram atualizados at\u00e9 a madrugada de hoje (1\u00ba).\n\nOs dados do portal s\u00e3o atualizados duas vezes por dia e seguem os prazos legais. A fam\u00edlia tem at\u00e9 24 horas ap\u00f3s o falecimento para registrar o \u00f3bito em cart\u00f3rio, por\u00e9m esse prazo foi estendido para 15 dias por causa da pandemia. O cart\u00f3rio tem at\u00e9 cinco dias para efetuar o registro de \u00f3bito e depois at\u00e9 oito dias para enviar o ato \u00e0 Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es do Registro Civil, que atualiza a plataforma online. Portanto, os n\u00fameros ainda podem mudar.\n\nAt\u00e9 o momento, os dados oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade somam 518.066 mortes causadas pelo novo coronav\u00edrus no Brasil desde o in\u00edcio da pandemia.\n\nO registro de \u00f3bitos por covid-19 vem caindo. Em mar\u00e7o, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes dos \u00faltimos sete dias chegou a 3.357 no dia 30. Foi o ponto mais alto do primeiro semestre. Em junho, essa m\u00e9dia ficou entre 1.600 e 2.000 \u00f3bitos. O m\u00eas termina com uma m\u00e9dia m\u00f3vel de 592 mortes. Apesar da incid\u00eancia de casos continuar acima de 70 mil novos casos di\u00e1rios. No pico da pandemia no ano passado, entre o fim de maio e o fim de agosto, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos ficou em torno de 1.000 registros por dia.\n\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen\/RJ), Humberto Costa, disse que esse n\u00famero n\u00e3o leva em conta as mortes causadas por outras doen\u00e7as que podem ser associadas ao agravamento da covid-19, principalmente a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG), respons\u00e1vel por 16.868 \u00f3bitos em 2020 e 8.613 este ano. Em 2019, antes da pandemia portanto, foram registrados 1.512 \u00f3bitos por SRAG.\n\n\u201cHouve um aumento exacerbado no n\u00famero de \u00f3bitos. No cart\u00f3rio em que eu sou titular, em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, por exemplo, a gente passou de um total de 300 a 400 \u00f3bitos mensais para 600 a 700 \u00f3bitos mensais. Isso em raz\u00e3o da pandemia, antes o n\u00famero m\u00e1ximo que a gente tinha feito era de 400 \u00f3bitos\u201d, explicou Costa.\n\nExcedente de \u00f3bitos\n\nNo ano passado, dos 1.460.991 registros de \u00f3bito emitidos no pa\u00eds, 198.547 tiveram como causa a covid-19, o que equivale a 13,59% do total. Foram cerca de 190 mil mortes a mais em 2020 do que em 2019 no pa\u00eds. Para Costa, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para esse excedente de \u00f3bitos \u00e9 a pandemia.\n\n\u201cMorreu um n\u00famero muito maior de pessoas. A \u00fanica diferen\u00e7a dos anos anteriores para o ano passado e este ano \u00e9 o coronav\u00edrus. Nossos n\u00fameros s\u00e3o muito altos, espero que com a vacina\u00e7\u00e3o eles diminuam\u201d, disse.\n\nSomente no primeiro trimestre deste ano, o aumento no n\u00famero de registros de \u00f3bitos no pa\u00eds foi de 40%. Segundo a Arpen, em maio de 2021, apesar da queda nos registros em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e abril, os \u00f3bitos ainda ficaram 70% acima da m\u00e9dia de registros mensais da pandemia, iniciada em mar\u00e7o de 2020.\n\nO professor e pesquisador C\u00e1ssio Turra, do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que medidas sanit\u00e1rias e o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico propiciaram um aumento linear no crescimento populacional desde o s\u00e9culo 19. \u201cO aumento s\u00f3 foi interrompido por grandes crises como a gripe espanhola de 1918-1919, que matou 50 milh\u00f5es de pessoas, e a 2\u00aa Guerra Mundial, que deixou 40 milh\u00f5es de civis e 20 milh\u00f5es de soldados mortos entre 1939 e 1945. Agora, o mundo passa por um novo impacto de aumento exacerbado da mortalidade, causado pela pandemia de covid-19, que j\u00e1 se aproxima de 4 milh\u00f5es\u201d, disse Turra.\n\n\u201cO c\u00e1lculo do excesso de mortalidade \u00e9 feito com a extrapola\u00e7\u00e3o a partir dos \u00f3bitos do ano anterior com o que era esperado para cada pa\u00eds. Os pa\u00edses tiveram comportamento muito diferente, no Brasil teve um excesso de mortalidade de 22% no ano de 2020 e, em 2021, at\u00e9 aqui est\u00e1 com um excesso de 67%, em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da crise em mar\u00e7o e abril\u201d, disse o professor.\n\nTurra explicou que esse excesso de mortalidade \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos diretos e indiretos, resultantes tanto dos \u00f3bitos por covid-19 como por outras causas como o estrangulamento do sistema de sa\u00fade e mudan\u00e7a de comportamento dos indiv\u00edduos.\n\nAs informa\u00e7\u00f5es foram dadas pelo professor no evento online UFMG Talks em Casa.\n\nIdosos\n\nNo mesmo evento, a professora e pesquisadora Sandhi Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva da UFMG, lembrou que o Brasil tem despontado pelos piores indicadores de mortes por milh\u00e3o de habitantes nessa pandemia, ultrapassando a m\u00e9dia de uma morte por minuto em 2021.\n\n\u201cEssa despropor\u00e7\u00e3o fica evidente quando a gente compara a rela\u00e7\u00e3o popula\u00e7\u00e3o mundial e o percentual de mortes. O Brasil responde por 2,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 13% das mortes por covid-19 est\u00e3o aqui no pa\u00eds. A preval\u00eancia e a gravidade da pandemia foram ampliadas porque, diferente de outros v\u00edrus respirat\u00f3rios que enfrentamos, a covid afeta os mais velhos e aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d. Disse a professora.\n\nEntre as quase 520 mil v\u00edtimas da covid-19 no Brasil, 29.145 tinham 90 anos ou mais, sendo que desse total 1.576 tinham 100 anos de idade ou mais. Com base nas proje\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), isso equivale a 3,40% dos brasileiros com 90 anos ou mais perdidos para a pandemia.\n\nPor faixas et\u00e1rias, o Brasil perdeu 0,69% das pessoas de 60 a 69 anos de idade, 1,28% entre 70 e 79 anos de idade e 2,30% dos idosos de 80 a 89 anos de idade, segundo os \u00f3bitos registrados por idade no site dos cart\u00f3rios especial da covid-19. Para a popula\u00e7\u00e3o total, a pandemia levou 0,24% dos brasileiros entre 16 de mar\u00e7o de 2020 e 28 de junho de 2021.\n\nCom o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, a faixa et\u00e1ria das v\u00edtimas tem diminu\u00eddo, como destaca o presidente da Arpen-RJ, Humberto Costa.\n\n\u201cO n\u00famero de \u00f3bitos que a gente teve \u00e9 bem expressivo, morreu gente de todas as faixas et\u00e1rias. No in\u00edcio da pandemia, quando os idosos n\u00e3o estavam vacinados, a faixa et\u00e1ria que a gente mais registrava \u00f3bito era entre 70 e 80 anos de idade. Me parece que \u00e9 bem claro que a vacina\u00e7\u00e3o faz com que o n\u00famero de \u00f3bitos caia radicalmente. Se a gente tivesse com um percentual maior da popula\u00e7\u00e3o vacinada, com certeza n\u00e3o teria tantos \u00f3bitos quanto estamos registrando\u201d, disse Humberto Costa.\n\nCai a expectativa de vida\n\nCom a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colabora\u00e7\u00e3o com as universidades norte-americanas de Harvard, do sul da Calif\u00f3rnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv. O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o \u00edndice ser\u00e1 ainda pior.\n\nSegundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viver\u00e3o, em m\u00e9dia, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013. Essa \u00e9 a primeira queda desde a d\u00e9cada de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em m\u00e9dia, at\u00e9 os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.\n\nO estudo indica que, na faixa et\u00e1ria dos 65 anos de idade, a redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos n\u00edveis de 2009. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a queda na expectativa de vida ao nascer foi maior no Distrito Federal, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,68 anos.\n\nC\u00e1ssio Turra explica que esse efeito na expectativa de vida traduz, de forma simples, o impacto do excesso de \u00f3bitos. Para os nascidos em 2021, o c\u00e1lculo j\u00e1 indica uma redu\u00e7\u00e3o de 1,78 anos na expectativa de vida em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Para ele, essa flutua\u00e7\u00e3o tende a ser tempor\u00e1ria e \u00e9 poss\u00edvel que o n\u00edvel seja recuperado no pr\u00f3ximo ano.\n\n\u201cEu sou um otimista cauteloso com rela\u00e7\u00e3o a 2022, imaginando o seguinte: se a vacina\u00e7\u00e3o em 2021 avan\u00e7ar para patamares que permitam a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos n\u00edveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022. No m\u00e9dio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doen\u00e7a vai deixar nas pessoas, como de outras doen\u00e7as que deixaram de ser acompanhadas nesse per\u00edodo\u201d, disse.\n\nDe acordo com Turra, \u00e9 preciso analisar tamb\u00e9m a seletividade da mortalidade, j\u00e1 que no excesso de \u00f3bito est\u00e1 contida tamb\u00e9m a perda da popula\u00e7\u00e3o que inicialmente j\u00e1 poderiam ser mais suscet\u00edvel \u00e0 morte.\n\n\u201cIsso pode ter um efeito no m\u00e9dio prazo. Acho que os ganhos anuais v\u00e3o voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam. A gente vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudan\u00e7as estruturais que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo no Brasil, como o aumento da escolaridade e a melhoria da sa\u00fade preventiva. Se olharmos um pouco al\u00e9m da nossa conjuntura atual, s\u00e3o movimentos que vem favorecendo a nossa expectativa de vida\u201d, explicou.\n\nEfeitos no envelhecimento\n\nA pesquisadora Sandhi Barreto destaca que, al\u00e9m do meio milh\u00e3o de mortes, o pa\u00eds teve mais de 18,5 milh\u00f5es de pessoas infectadas e ainda s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para estimar os efeitos de longo prazo no envelhecimento saud\u00e1vel.\n\n\u201cMais ou menos 20% dos hospitalizados por covid v\u00e3o desenvolver complica\u00e7\u00f5es graves como insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, disfun\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os, interna\u00e7\u00f5es prolongadas, preju\u00edzos motores, cognitivos e mentais. A gente sabe que quanto mais grave o adoecimento por covid, maior o risco de sequelas e necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados com os sobreviventes\u201d, disse a pesquisadora.\n\nA pesquisadora explica que estudos j\u00e1 mostraram que um em cada tr\u00eas sobreviventes da covid-19 apresentaram doen\u00e7a mental ou neurol\u00f3gica ap\u00f3s 6 meses. \u201cNo curto prazo, a pandemia acentuou as desigualdades que j\u00e1 existiam, al\u00e9m de piorar as condi\u00e7\u00f5es das pessoas idosas e que tinham doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d.\n\nDe acordo com Sandhi Barreto, entre os problemas causados pela covid-19 nos sobreviventes j\u00e1 foram identificados a redu\u00e7\u00e3o da autonomia nos idosos, que pode levar \u00e0 depend\u00eancia, o atraso em diagn\u00f3sticos de outros problemas, atraso em tratamentos, cancelamento de procedimento, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos importantes para o controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como exerc\u00edcio e alimenta\u00e7\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o na qualidade do sono e diminui\u00e7\u00e3o da rede de apoio social.","post_title":"Um ter\u00e7o das mortes registradas em cart\u00f3rio no 1\u00ba semestre \u00e9 por covid","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"um-terco-das-mortes-registradas-em-cartorio-no-1o-semestre-e-por-covid","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:20:08","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:20:08","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3741","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3772,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:15:33","post_date_gmt":"2021-07-01 18:15:33","post_content":"A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta a produ\u00e7\u00e3o de 70 milh\u00f5es de doses da vacina AstraZeneca at\u00e9 o final do ano. A meta \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as aos compromissos assumidos entre a institui\u00e7\u00e3o brasileira e o laborat\u00f3rio brit\u00e2nico. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas nesta quinta-feira (1\u00ba) pela Fiocruz.\n\nDepois de terem assinado em junho um contrato para aquisi\u00e7\u00e3o de ingrediente farmac\u00eautico ativo (IFA) para a produ\u00e7\u00e3o de 50 milh\u00f5es de doses, um novo acordo, firmado esta semana, permitir\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de mais 20 milh\u00f5es de doses.\n\nO an\u00fancio aconteceu em reuni\u00e3o entre a AstraZeneca e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com participa\u00e7\u00e3o da Fiocruz. Estiveram presentes o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, e a presidente da Fiocruz, N\u00edsia Trindade.\n\n\u201cSabemos o quanto tem sido dif\u00edcil obter insumo adicional, dado o cen\u00e1rio internacional de escassez de vacinas e insumos. A aquisi\u00e7\u00e3o do IFA para a produ\u00e7\u00e3o de mais 70 milh\u00f5es de doses \u00e9 resultado do esfor\u00e7o e empenho institucional, bem como da parceria que a AstraZeneca tem tido conosco desde o in\u00edcio\u201d, destacou N\u00edsia.\n\nOutra conquista para o Brasil \u00e9 o calend\u00e1rio de entrega do insumo. Segundo o compromisso firmado, as novas remessas de IFA para a produ\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses t\u00eam previs\u00e3o de serem enviadas ao longo dos meses de agosto e setembro, o que garantiria uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua no segundo semestre, eliminando, dessa forma, o risco de interrup\u00e7\u00e3o por falta de insumo. 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O Olaria Atl\u00e9tico Clube, dos mais tradicionais clubes da Leopoldina e do Rio de Janeiro, est\u00e1 completando 106 anos nesta quinta-feira (01\/07). A data, sempre grandemente comemorada pelos moradores do bairro, este ano n\u00e3o comporta as mesmas comemora\u00e7\u00f5es do passado devido \u00e0 pandemia da Covid-19. Mas as mem\u00f3rias e lembran\u00e7as da torcida olariense t\u00eam transcendido a presen\u00e7a f\u00edsica e se fazendo ver e ouvir por redes sociais e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Nomes relevantes como o ex-atacante Rom\u00e1rio e o treinador Joel Santana parabenizaram o clube por meio de v\u00eddeos nesta data. E isso tem uma raz\u00e3o muito especial: ambos \u2013 entre muitos outros \u2013 come\u00e7aram suas carreiras no Azul\u00e3o, um antigo celeiro de grandes figuras do futebol brasileiro.<\/p>\n

Fundado em 1\u00ba de julho de 1915, o Olaria Atl\u00e9tico Clube destacou-se, em seus primeiros anos, nas divis\u00f5es inferiores do Rio de Janeiro, ganhando mais notoriedade a partir da d\u00e9cada de 1930, quando passou a defrontar os grandes. Ap\u00f3s dez anos afastado das competi\u00e7\u00f5es oficiais, retornou nos anos 1940, com est\u00e1dio novo (a atual Rua Bariri) e se fortalecendo como um dos representantes do sub\u00farbio da cidade contra as grandes for\u00e7as como Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, America e Bangu. Foi a partir da\u00ed, tamb\u00e9m, que o potencial revelador do clube cresceu, assim como seus feitos.<\/p>\n

Bicampe\u00e3o mundial, Castilho come\u00e7ou na Leopoldina<\/p>\n

O primeiro grande craque a ser formado no Olaria foi o goleiro Castilho, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do Fluminense. Ainda garoto, com 17 anos, chegou ao Alvianil vindo do Tup\u00e3, de Br\u00e1s de Pina. Inicialmente ponta-esquerda, ele virou goleiro por improviso, j\u00e1 que um titular do posto havia faltado. Levado ao Olaria por Menezes \u2013 pai do grande Ademir Menezes, artilheiro do Vasco -, Castilho n\u00e3o chegou a jogar j\u00e1 por sua nova posi\u00e7\u00e3o, mas foi formado pela equipe suburbana, que serviu de ponte para que fosse lembrado por Menezes quando Ademir foi para o Fluminense, em 1946. Indicado e aceito, ficou nas Laranjeiras por 20 anos, se tornou o jogador com mais atua\u00e7\u00f5es pelo clube (698) e foi bicampe\u00e3o mundial com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n

Um dos primeiros brasileiros a fazer sucesso no exterior, o r\u00e1pido e habilidoso ponta-direita Can\u00e1rio jogou pouco pelo time principal do Olaria ap\u00f3s sua subida dos aspirantes, em 1954, mas o suficiente para chamar a aten\u00e7\u00e3o do America, onde ficou por quatro anos, foi vice-campe\u00e3o carioca e chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. Depois, seu talento alertou o Real Madrid (ESP), ent\u00e3o tetracampe\u00e3o europeu, para onde se transferiu no inverno de 1959. L\u00e1, jogou ao lado de Di St\u00e9fano e Pusk\u00e1s entre outros, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a Copa dos Campe\u00f5es (atual Liga dos Campe\u00f5es da Europa), faturando ainda um t\u00edtulo mundial e dois espanh\u00f3is pelo clube. Jogou mais tarde por Sevilla, Zaragoza e Mallorca.<\/p>\n

Quem seguiu os passos destes craques foi o lateral-direito Murilo. Tamb\u00e9m capaz de jogar como zagueiro, n\u00e3o tardou para ser chamado dos aspirantes pelo t\u00e9cnico Jair Boaventura. Foi titular absoluto do setor entre os anos de 1959 e 1962, sendo chamado \u00e0 sele\u00e7\u00e3o carioca e se destacando nas s\u00f3lidas campanhas olarienses nos Cariocas da ocasi\u00e3o. Ap\u00f3s quase 100 partidas com a camisa da faixa azul-celeste, Murilo acabou adquirido pelo Flamengo, clube pelo qual jogou por dez temporadas e disputou 448 partidas. At\u00e9 a chegada de L\u00e9o Moura, no S\u00e9culo XXI, era ele o lateral-direito com mais atua\u00e7\u00f5es pelo Fla em todos os tempos, ainda hoje recordado como um dos maiores de sua posi\u00e7\u00e3o pelo Rubro-Negro.<\/p>\n

De Joel a Rom\u00e1rio, uma base reveladora<\/p>\n

Outro destacado jogador a ter dado seus primeiros passos em Mour\u00e3o Filho foi Jarbas Faustinho, o Can\u00e9. O atacante estreou pelo Olaria em 1960 e tornou-se titular por duas temporadas, marcando oito gols em duas edi\u00e7\u00f5es do Campeonato Carioca. Dois deles foram especiais: em cima do Flamengo, na vit\u00f3ria por 3 a 2, em 1961. Pretendido pelo Vasco e pelos paulistas Corinthians e Portuguesa, Can\u00e9 negou-se a deixar o Olaria, em princ\u00edpio, mas acabou balan\u00e7ado por uma proposta do Napoli (ITA), de Cr$ 17 milh\u00f5es. Ao aceitar, tornou-se o primeiro negro a atuar no \u201cCalcio\u201d, a elite do futebol italiano. Ficou l\u00e1 por 13 anos, atuando tamb\u00e9m pelo Bari, e tornou-se treinador. \u00c9, at\u00e9 os dias atuais, um dos maiores artilheiros do clube napolitano.<\/p>\n

O carism\u00e1tico Joel Santana pode ser recordado atualmente como um grande treinador, mas sua hist\u00f3ria com o Olaria \u00e9 antiga. Nascido no bairro, ele defendeu o clube na categoria infanto-juvenil nos anos 60, chegando ao Vasco da Gama em 1970, j\u00e1 no time profissional e retornando \u00e0 Bariri em 1973, por empr\u00e9stimo. Pelo clube de S\u00e3o Janu\u00e1rio, o ent\u00e3o zagueiro foi campe\u00e3o brasileiro e carioca, encerrando sua carreira de jogador pelo Am\u00e9rica (RN). Como treinador, \u00e9 o \u00fanico a ter sido campe\u00e3o carioca por todos os quatro grandes clubes do Rio, al\u00e9m de ter conquistado o t\u00edtulo brasileiro de 2000 pelo Vasco, assumindo a equipe nos \u00faltimos jogos.<\/p>\n

Mas a grande joia revelada pelo Olaria foi mesmo o pequeno Rom\u00e1rio. Em 1979, o Baixinho desembarcou no clube para suas primeiras oportunidades. Logo na temporada de estreia, ele foi artilheiro do Campeonato Carioca para jogadores com at\u00e9 15 anos e ficou mais um ano no clube, at\u00e9 sair para o Vasco da Gama numa problem\u00e1tica transfer\u00eancia, j\u00e1 que Rom\u00e1rio n\u00e3o tinha um v\u00ednculo oficial com o Olaria. Apesar de ficar quase um ano sem jogar em S\u00e3o Janu\u00e1rio, ap\u00f3s um apela\u00e7\u00e3o olariense, o camisa 11 despontou com tudo e se tornaria um dos maiores atacantes e artilheiros da Hist\u00f3ria, al\u00e9m de campe\u00e3o brasileiro, quatro vezes campe\u00e3o carioca (por clubes) duas Copa Am\u00e9rica e uma Copa do Mundo (com a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira).<\/p>\n

Baiano de Salvador, Robert chegou ao Olaria em 1986, aos 15 anos. Destacado desde cedo na base, ganhou suas primeiras oportunidades no elenco principal em 1990, pela segunda divis\u00e3o do Campeonato Carioca. Acabou observado no ano seguinte, na mesma Segundona, pelo Guarani (SP), que pretendia reformular seu elenco para a temporada e decidiu contratar o pequeno meio-campista. No Bugre, jogou ao lado de Amoroso, Djalminha e Luiz\u00e3o na campanha do Brasileir\u00e3o de 1994, no qual os campineiros chegaram \u00e0 semifinal. Depois, Robert passou ainda por Santos (SP), Gr\u00eamio (RS), Atl\u00e9tico (MG) e Corinthians (SP), passando ainda pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e encerrando a carreira no America. \u00c9 campe\u00e3o brasileiro de 2002, pelo Peixe.<\/p>\n

Atualmente na terceira divis\u00e3o do Carioca, seu pior posto em todos os tempos, o Olaria chega aos 106 anos pensando em como fazer para reeerguer-se num cen\u00e1rio cada vez mais complicado para os clubes de menor investimento. Ap\u00f3s a morte recente de Augusto Pinto Monteiro, que liderou o Azul\u00e3o por mais de 30 anos, a equipe vive um momento de renova\u00e7\u00e3o, com obras estruturais na sede, investimento em marketing e a busca por novos parceiros e patrocinadores. O primeiro passo para o retorno aos grandes dias \u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da S\u00e9rie B1 do Estadual, marcada para o segundo semestre.<\/p>\n\n\n

Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n","post_title":"Aniversariante, Olaria \u00e9 velho celeiro de craques","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"aniversariante-olaria-e-velho-celeiro-de-craques-futeboldorio-com","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:17:01","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:17:01","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3766","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":3724,"post_author":"5","post_date":"2021-07-01 15:10:11","post_date_gmt":"2021-07-01 18:10:11","post_content":"Segundo dados oficiais do Vacin\u00f4metro - ferramenta de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que acompanha o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil - o pa\u00eds ultrapassou hoje (30) a marca de 100 milh\u00f5es de doses aplicadas.\n\nEm redes sociais, o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, comemorou a marca.\n\n\n#URGENTE \ud83d\udc89\ud83d\udc89| ULTRAPASSAMOS 100 milh\u00f5es de doses aplicadas no bra\u00e7o dos brasileiros. \ud83d\udc9a\ud83d\udc9b\ud83d\udc99\nJ\u00e1 s\u00e3o 135 milh\u00f5es de doses de vacinas distribu\u00eddas a todos os estados e o DF, o que nos torna o 4\u00ba pa\u00eds que mais vacinou no \ud83c\udf0e com pelo menos uma dose da vacina #Covid19.\n\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 pic.twitter.com\/TDlciuEJOM\n\u2014 Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) June 30, 2021\n\n\n\nO Brasil \u00e9 o 4\u00ba pa\u00eds do mundo em n\u00famero absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacin\u00f4metro, o pa\u00eds registra 135.060.376 doses distribu\u00eddas para os estados e o Distrito Federal, com 101.476.804 doses tendo sido aplicadas. Destas, 74,3 milh\u00f5es s\u00e3o relativas \u00e0 primeira dose, enquanto 27,1 milh\u00f5es correspondem \u00e0 segunda dose ou dose \u00fanica (no caso da vacina Janssen).\n\nDe acordo com o painel de dados, 2,2 milh\u00f5es de doses foram aplicadas apenas em 24 horas - ritmo acima das expectativas do ministro Marcelo Queiroga.\n\nOs dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a regi\u00e3o Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com 40,8 milh\u00f5es de doses aplicadas. Nordeste est\u00e1 em segundo, com 22,6 milh\u00f5es de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posi\u00e7\u00f5es.\n\nA vacina mais aplicada no Brasil \u00e9 a Butantan Sinovac, que equivale \u00e0 CoronaVac. Em segundo lugar est\u00e1 a vacina AstraZeneca, que \u00e9 envasada pela Fiocruz e que dever\u00e1 passar a ter fabrica\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 2022. A vacina ComiRNAty, da Pfizer\/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen est\u00e1 em quarto lugar, j\u00e1 que ainda n\u00e3o teve grande volume de entrega e \u00e9 restrita, no momento, para grupos espec\u00edficos.\n\nQueda em ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs\n\nHoje, o estado de S\u00e3o Paulo registrou, pela primeira vez nos \u00faltimos tr\u00eas meses, uma taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTIs abaixo de 75%. Em todo o estado, a taxa est\u00e1 hoje em 74,8%, enquanto na Grande S\u00e3o Paulo est\u00e1 em 68,9%.","post_title":"Brasil chega \u00e0 marca de 100 milh\u00f5es de doses de vacinas aplicadas","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brasil-chega-a-marca-de-100-milhoes-de-doses-de-vacinas-aplicadas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-01 22:02:41","post_modified_gmt":"2021-07-02 01:02:41","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=3724","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":733},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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