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No pr\u00f3ximo dia 22, Priscila tem consulta marcada com o m\u00e9dico que a operou, na unidade estadual. Sobre o munic\u00edpio, al\u00e9m da falta de insumos e servi\u00e7os nos postos de sa\u00fade, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma assist\u00eancia da Secretaria de Sa\u00fade at\u00e9 o momento e acusa o Pronto Socorro de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Segundo parentes, o caso vai para a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO questionou a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo sobre o caso de Priscila e tamb\u00e9m sobre a falta de estrutura em algumas unidades de sa\u00fade, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n","post_title":"Paciente perdeu dedo e fam\u00edlia acusa Pronto Socorro de S\u00e3o Gon\u00e7alo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"paciente-perdeu-dedo-e-familia-acusa-pronto-socorro-de-sao-goncalo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-12 19:09:28","post_modified_gmt":"2021-07-12 22:09:28","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4338","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":75},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A primeira consulta p\u00f3s-cirurgia est\u00e1 marcada para o final de julho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

No pr\u00f3ximo dia 22, Priscila tem consulta marcada com o m\u00e9dico que a operou, na unidade estadual. Sobre o munic\u00edpio, al\u00e9m da falta de insumos e servi\u00e7os nos postos de sa\u00fade, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma assist\u00eancia da Secretaria de Sa\u00fade at\u00e9 o momento e acusa o Pronto Socorro de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Segundo parentes, o caso vai para a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO questionou a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo sobre o caso de Priscila e tamb\u00e9m sobre a falta de estrutura em algumas unidades de sa\u00fade, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n","post_title":"Paciente perdeu dedo e fam\u00edlia acusa Pronto Socorro de S\u00e3o Gon\u00e7alo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"paciente-perdeu-dedo-e-familia-acusa-pronto-socorro-de-sao-goncalo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-12 19:09:28","post_modified_gmt":"2021-07-12 22:09:28","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4338","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":75},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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A primeira consulta p\u00f3s-cirurgia est\u00e1 marcada para o final de julho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

No pr\u00f3ximo dia 22, Priscila tem consulta marcada com o m\u00e9dico que a operou, na unidade estadual. Sobre o munic\u00edpio, al\u00e9m da falta de insumos e servi\u00e7os nos postos de sa\u00fade, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma assist\u00eancia da Secretaria de Sa\u00fade at\u00e9 o momento e acusa o Pronto Socorro de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Segundo parentes, o caso vai para a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO questionou a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo sobre o caso de Priscila e tamb\u00e9m sobre a falta de estrutura em algumas unidades de sa\u00fade, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n","post_title":"Paciente perdeu dedo e fam\u00edlia acusa Pronto Socorro de S\u00e3o Gon\u00e7alo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"paciente-perdeu-dedo-e-familia-acusa-pronto-socorro-de-sao-goncalo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-12 19:09:28","post_modified_gmt":"2021-07-12 22:09:28","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4338","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":75},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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A primeira consulta p\u00f3s-cirurgia est\u00e1 marcada para o final de julho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

No pr\u00f3ximo dia 22, Priscila tem consulta marcada com o m\u00e9dico que a operou, na unidade estadual. Sobre o munic\u00edpio, al\u00e9m da falta de insumos e servi\u00e7os nos postos de sa\u00fade, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma assist\u00eancia da Secretaria de Sa\u00fade at\u00e9 o momento e acusa o Pronto Socorro de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Segundo parentes, o caso vai para a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO questionou a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo sobre o caso de Priscila e tamb\u00e9m sobre a falta de estrutura em algumas unidades de sa\u00fade, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n","post_title":"Paciente perdeu dedo e fam\u00edlia acusa Pronto Socorro de S\u00e3o Gon\u00e7alo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"paciente-perdeu-dedo-e-familia-acusa-pronto-socorro-de-sao-goncalo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-12 19:09:28","post_modified_gmt":"2021-07-12 22:09:28","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4338","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":75},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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A primeira consulta p\u00f3s-cirurgia est\u00e1 marcada para o final de julho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

No pr\u00f3ximo dia 22, Priscila tem consulta marcada com o m\u00e9dico que a operou, na unidade estadual. Sobre o munic\u00edpio, al\u00e9m da falta de insumos e servi\u00e7os nos postos de sa\u00fade, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma assist\u00eancia da Secretaria de Sa\u00fade at\u00e9 o momento e acusa o Pronto Socorro de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Segundo parentes, o caso vai para a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO questionou a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo sobre o caso de Priscila e tamb\u00e9m sobre a falta de estrutura em algumas unidades de sa\u00fade, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n","post_title":"Paciente perdeu dedo e fam\u00edlia acusa Pronto Socorro de S\u00e3o Gon\u00e7alo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"paciente-perdeu-dedo-e-familia-acusa-pronto-socorro-de-sao-goncalo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-12 19:09:28","post_modified_gmt":"2021-07-12 22:09:28","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4338","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":75},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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A primeira consulta p\u00f3s-cirurgia est\u00e1 marcada para o final de julho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

No pr\u00f3ximo dia 22, Priscila tem consulta marcada com o m\u00e9dico que a operou, na unidade estadual. Sobre o munic\u00edpio, al\u00e9m da falta de insumos e servi\u00e7os nos postos de sa\u00fade, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma assist\u00eancia da Secretaria de Sa\u00fade at\u00e9 o momento e acusa o Pronto Socorro de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Segundo parentes, o caso vai para a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO questionou a Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo sobre o caso de Priscila e tamb\u00e9m sobre a falta de estrutura em algumas unidades de sa\u00fade, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n","post_title":"Paciente perdeu dedo e fam\u00edlia acusa Pronto Socorro de S\u00e3o Gon\u00e7alo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"paciente-perdeu-dedo-e-familia-acusa-pronto-socorro-de-sao-goncalo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-12 19:09:28","post_modified_gmt":"2021-07-12 22:09:28","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4338","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":75},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

E assim por diante...<\/p>\n\n\n\n

No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Total de pessoas com 19 anos \u2013 33 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

E assim por diante...<\/p>\n\n\n\n

No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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Total de pessoas com 18 anos \u2013 53 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 19 anos \u2013 33 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

E assim por diante...<\/p>\n\n\n\n

No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

O CONTEXTO solicitou os dados de modo detalhado, como mostra o exemplo abaixo:<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 18 anos \u2013 53 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 19 anos \u2013 33 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

E assim por diante...<\/p>\n\n\n\n

No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

Os dados por idade s\u00e3o importantes para saber a real situa\u00e7\u00e3o da imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na cidade. Sem as informa\u00e7\u00f5es detalhadas por faixa et\u00e1ria, permanece oculto o percentual real. A pr\u00f3pria prefeitura parece n\u00e3o obter esse levantamento.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO solicitou os dados de modo detalhado, como mostra o exemplo abaixo:<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 18 anos \u2013 53 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 19 anos \u2013 33 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

E assim por diante...<\/p>\n\n\n\n

No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

\n

Ilustrando, em hip\u00f3tese, imagine que S\u00e3o Gon\u00e7alo tenha 100 mil pessoas com 40 anos, mas somente 30 mil foram aos postos se imunizar. Sobram 70 mil vacinas. Ou seja, 70% nesta faixa de idade n\u00e3o tomaram a vacina.<\/p>\n\n\n\n

Os dados por idade s\u00e3o importantes para saber a real situa\u00e7\u00e3o da imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na cidade. Sem as informa\u00e7\u00f5es detalhadas por faixa et\u00e1ria, permanece oculto o percentual real. A pr\u00f3pria prefeitura parece n\u00e3o obter esse levantamento.<\/p>\n\n\n\n

O CONTEXTO solicitou os dados de modo detalhado, como mostra o exemplo abaixo:<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 18 anos \u2013 53 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

Total de pessoas com 19 anos \u2013 33 mil \/ Total vacinadas: ???<\/p>\n\n\n\n

E assim por diante...<\/p>\n\n\n\n

No calend\u00e1rio acelerado, sem se preocupar com os exclu\u00eddos, as doses excedentes s\u00e3o repassadas para idades menores com maior velocidade. Entretanto, a taxa real de pessoas imunizadas com as duas doses na cidade \u00e9 de poucos pontos percentuais acima de 20%. Isso sem contar os que nem a primeira dose tomaram.<\/p>\n\n\n\n

Ap\u00f3s optar pelo adiantamento do calend\u00e1rio e ignorar quem n\u00e3o se vacinou, como j\u00e1 era esperado, as vacinas acabaram e a prefeitura precisou interromper a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose no munic\u00edpio, na \u00faltima segunda-feira (12\/07).<\/p>\n\n\n\n

Responsabilidade na gest\u00e3o <\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 o munic\u00edpio vizinho Niter\u00f3i divulgou nesta semana a vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes de 12 a 18 anos, por\u00e9m somente aqueles que possuem comorbidades. A medida n\u00e3o interfere na vacina\u00e7\u00e3o por faixa de idade, j\u00e1 que l\u00e1 o governo tem feito o dever de casa ao se preocupar em cobrir de verdade toda a popula\u00e7\u00e3o, sem deixar retardat\u00e1rios para traz entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n

No \u00faltimo dia 6, Niter\u00f3i anunciou a vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o acima de 18 anos at\u00e9 o m\u00eas de agosto. Enquanto diversas cidades continuam seguindo protocolos que visam atingir toda a popula\u00e7\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo passou a \u00faltima semana inteira sem aplicar primeiras doses.<\/p>\n","post_title":"Vacina\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o: Prefeitura acelera o ritmo, mas deixa milhares para tr\u00e1s","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacinacao-ou-ilusao-prefeitura-acelera-o-ritmo-mas-deixa-milhares-para-tras","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2021-07-17 14:25:26","post_modified_gmt":"2021-07-17 17:25:26","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/jornalocontexto.com.br\/?p=4526","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":4338,"post_author":"5","post_date":"2021-07-12 18:09:43","post_date_gmt":"2021-07-12 21:09:43","post_content":"\n

Por Patrick Guimar\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n

Parece at\u00e9 mentira, conspira\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria inventada, mas \u00e9 verdade. Em 7 de junho desse ano, a cozinheira Priscila Ramos Martins, de 36 anos, deu entrada no Pronto Socorro Central (PSC) de S\u00e3o Gon\u00e7alo devido a uma infec\u00e7\u00e3o em um dos dedos da m\u00e3o direita. Depois dessa data, ela voltou \u00e0 unidade outras tr\u00eas vezes em busca de ajuda. Sem o tratamento adequado e exames b\u00e1sicos, somente no quarto atendimento a diagnosticaram com diabetes. E o dedo, ela acabou perdendo.<\/p>\n\n\n\n

A hist\u00f3ria de agonia da fam\u00edlia e o descaso encontrado na rede p\u00fablica de sa\u00fade do munic\u00edpio transcorreu em um per\u00edodo curto, de apenas 11 dias, mas suficientes para resultar na amputa\u00e7\u00e3o da paciente.<\/p>\n\n\n\n

Com o dedo infeccionado, Priscila buscou atendimento no PSC pela primeira vez no dia 7 de junho. Foi medicada com antibi\u00f3ticos e enviada de volta para casa. Como n\u00e3o houve melhora, no dia 10 ela retornou em busca de ajuda. Recebeu o mesmo tratamento e voltou para casa, fato que se repetiu outras duas vezes, nos dias 14 e 18 de junho.<\/p>\n\n\n\n

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Prontu\u00e1rio do primeiro atendimento no PSC, dia 7 de junho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEla passou quatro vezes no PSC, onde eles fazem triagem e perguntam se tem alguma doen\u00e7a preexistente, alergia a algum rem\u00e9dio, e foi dito nas tr\u00eas primeiras vezes que ela n\u00e3o sabia, mas que a nossa m\u00e3e tem diabetes e press\u00e3o alta. Eles n\u00e3o fizeram o teste de glicemia. Ela tinha furado o dedo, ap\u00f3s ter se machucado com camar\u00e3o durante o trabalho, e ficaram catucando (Sic<\/em>) o dedo dela, catucando (Sic<\/em>), a\u00ed na quarta vez (no PSC) eu vi que n\u00e3o tava (Sic<\/em>) dando jeito s\u00f3 tomar antibi\u00f3tico. Fui e exigi que fizessem o teste de glicemia. Fizeram, no dia 18 de junho, e a glicose dela tava (Sic<\/em>) 377 e foi constatado que ela era diab\u00e9tica, mas nas tr\u00eas primeiras vezes n\u00e3o fizeram\u201d, explica Adailton Ramos Martins, 34, irm\u00e3o de Priscila.<\/p>\n\n\n\n

Depois de ter procurado ajuda diversas vezes, ter sido medicada com antibi\u00f3tico e enviada de volta para casa sem o tratamento adequado, a essa altura o teste simples de glicemia, que detectou a doen\u00e7a, j\u00e1 era tardio e a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha piorado demais.<\/p>\n\n\n\n

Segundo o irm\u00e3o da paciente, na quarta vez que esteve no PSC, viram que n\u00e3o tinha mais jeito e aparentemente j\u00e1 sabiam que ela ia perder o dedo. S\u00f3 ent\u00e3o a transferiram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Coluband\u00ea, onde abaixaram a glicose da paciente e fizeram uma raspagem para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse e Priscila perdesse toda a m\u00e3o direita.<\/p>\n\n\n\n

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Somente na quarta vez (18\/06) a unidade diagnosticou o problema<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

\u201cEles tinham que ter feito o teste de glicemia logo no primeiro atendimento, quando fizeram, por exig\u00eancia minha, j\u00e1 n\u00e3o dava mais tempo. Achamos que foi neglig\u00eancia. Somente depois de quatro atendimentos mal feitos minha irm\u00e3 foi transferida para o HEAT, onde ficou internada e recebeu tratamento adequado, mas perdeu o dedo\u201d, diz Adailton, reclamando tamb\u00e9m n\u00e3o estar encontrando amparo na rede municipal de sa\u00fade para tratar as sequelas deixadas pela mutila\u00e7\u00e3o na irm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNa segunda-feira passada (5\/07), fomos procurar um tratamento indicado para ela, fazer curativo e teste de glicemia. No posto da For\u00e7a (no bairro Mutuagua\u00e7u) n\u00e3o tem m\u00e9dico h\u00e1 30 dias. J\u00e1 no posto do Mutu\u00e1 n\u00e3o tem a fita para fazer o teste de glicemia\u201d, revela Adailton, indignado com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Sem conseguir sequer fazer os curativos e testes na rede municipal de Sa\u00fade, Priscila tem ido fazer os curativos, duas vezes por semana, no HEAT, o que tem onerado a fam\u00edlia em R$ 60 por semana com a ida e volta dela de casa para o hospital.<\/p>\n\n\n\n

Sem uma das m\u00e3os, Priscila ficou sem poder trabalhar e atualmente est\u00e1 sem renda, j\u00e1 que n\u00e3o trabalhava com carteira assinada e ainda n\u00e3o deu entrada no pedido de benef\u00edcio por doen\u00e7a cr\u00f4nica (diabetes) ao INSS.<\/p>\n\n\n\n

Em casa, com a m\u00e3o enfaixada, sem ter certeza sobre o futuro e sofrendo muito no presente, a cozinheira come\u00e7ou a apresentar sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

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Amigos e parentes organizaram uma vaquinha para doar pr\u00f3tese \u00e0 Priscila<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n

Preocupados com a falta de assist\u00eancia da rede p\u00fablica, amigos e familiares est\u00e3o realizando uma vaquinha virtual para angariar recursos, oferecer um tratamento adequado e adquirir uma pr\u00f3tese para a m\u00e3o amputada. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/vaka.me\/2193536<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel doar atrav\u00e9s do Pix: 21998414190 (Adailton Ramos Martins); e na conta da paciente, Priscila Ramos Martins, Caixa Econ\u00f4mica Federal: Ag\u00eancia 3092 \u2013 013 \/ Conta 31745-6.<\/p>\n\n\n\n

\u201cDar a pr\u00f3tese a ela \u00e9 uma forma que encontramos de diminuir o trauma e a depress\u00e3o que isso tudo vem causando\u201d, afirma Adailton. At\u00e9 esta segunda-feira (12\/07) foram arrecadados apenas R$ 200.<\/p>\n\n\n\n

A pr\u00f3tese pretendida custa em torno de R$ 4 mil, mas s\u00f3 foi encontrada em S\u00e3o Paulo. Segundo explicou Adailton, ser\u00e1 necess\u00e1rio Priscila e mais um acompanhante irem ao estado vizinho, o que vai gerar mais custos com passagens de \u00f4nibus, hospedagens, alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n

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