Condomínios ampliam responsabilidades diante de violência, saúde mental e novos riscos tecnológicos

Foto: Divulgação/Reprodução
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Síndicos passaram a lidar com situações que vão da violência doméstica à recarga de veículos elétricos, proteção de dados e conflitos jurídicos.

Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro apontam que, na cidade do Rio de Janeiro, só neste ano, entre janeiro e agosto, foram 21.761 roubos de rua, 10.060 roubos a transeuntes, 189 roubos a residência (crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025), 1.544 furtos de bicicletas e 29.453 casos de violência contra a mulher.

Por isso, advogadas criaram a Comunidade de Experts em Condomínios – CEX, que reúne profissionais de diferentes áreas do ecossistema condominial.

No dia 13 de novembro, ocorrerá o CEX Experience 2026 para discutir os temas mais relevantes com especialistas na área.

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CONDOMÍNIOS AMPLIAM RESPONSABILIDADES DIANTE DE VIOLÊNCIA, SAÚDE MENTAL E NOVOS RISCOS TECNOLÓGICOS

Síndicos passaram a lidar com situações que vão da violência doméstica à recarga de veículos elétricos, proteção de dados e conflitos jurídicos

A rotina dos condomínios mudou. Além de administrar contas, manutenção e regras de convivência, síndicos e gestores passaram a lidar com situações cada vez mais complexas, como episódios de violência doméstica, ameaças, crises de saúde mental, riscos de incêndio, uso de reconhecimento facial e proteção de dados.

A mudança amplia uma discussão que já ultrapassa o mercado imobiliário: até onde vai a responsabilidade de quem administra um condomínio diante de problemas que envolvem segurança, convivência e direitos individuais?

Um dos pontos mais sensíveis é a violência dentro dos edifícios. Casos envolvendo mulheres, idosos, ameaças a síndicos e conflitos entre moradores colocam administradores diante de situações em que nem sempre está claro quando intervir, como registrar ocorrências ou quais medidas podem ser adotadas.

Outro desafio crescente envolve novas tecnologias. Portarias remotas, reconhecimento facial, inteligência artificial e armazenamento de dados vêm sendo incorporados à rotina condominial, ao mesmo tempo em que aumentam as dúvidas sobre privacidade, segurança digital e aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD.

Também entram nessa nova realidade os carros, bicicletas e patinetes elétricos. A recarga e o armazenamento desses equipamentos exigem avaliação técnica, definição de regras e protocolos de segurança, especialmente diante dos riscos relacionados a falhas elétricas, superaquecimento e incêndios.

A pressão sobre quem ocupa a função de síndico também começa a ganhar atenção. Burnout, gestão permanente de conflitos, ameaças, sobrecarga de responsabilidades e desgaste emocional estão entre os temas associados à administração condominial contemporânea.

Para a Dra. Isabela Cardoso, Coordenadora Geral da Comunidade de Experts em Condomínios – CEX, “a transformação da vida em condomínio exige uma atuação cada vez mais preventiva e multidisciplinar, com diálogo entre o Direito, a segurança, a tecnologia e a própria gestão”.

Esse trabalho é desenvolvido sob a liderança da Dra. Andrea Resque, líder da CEX, juntamente com as coordenadoras Dra. Ana Maria Mallet, Dra. Carolina Pereira, Dra. Denise Nascimento e Dra. Larissa Perroni, que integram a estrutura de coordenação da Comunidade de Experts em Condomínios e atuam na construção de debates, projetos e iniciativas voltados aos desafios contemporâneos do setor condominial.

A proposta da Comunidade é reunir profissionais de diferentes áreas do ecossistema condominial, promovendo a troca de experiências, o desenvolvimento de soluções e a discussão de temas que impactam diretamente a rotina de síndicos, gestores, administradoras, prestadores de serviços e moradores.

Essas questões estarão reunidas em um encontro de especialistas do setor no Rio de Janeiro, em novembro. O CEX Experience 2026 reunirá gestores, advogados, síndicos e profissionais das áreas de segurança, tecnologia e gestão no dia 13 de novembro, em Copacabana, para discutir esses novos desafios da vida em condomínio.

Mais do que tratar dos problemas já conhecidos, o encontro pretende colocar no centro da conversa uma nova realidade: o condomínio deixou de ser apenas um espaço de administração patrimonial e passou a exigir decisões que envolvem prevenção, segurança, tecnologia, proteção de direitos e responsabilidade na gestão das relações humanas.

Fonte: Divulgação/Ascom.

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