Flordelis pega 50 anos de prisão pela ‘frieza e menosprezo pela vida humana’

Foto: Divulgação/Reprodução
Facebook
Twitter
WhatsApp

Por Redação O CONTEXTO

Passada uma semana de julgamento, o júri popular chegou ao veredicto contra a ex-deputada federal Flordelis, no Tribunal do Juri de Niterói: 50 anos e 28 dias de prisão pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, em 2019. A Frieza e o menosprezo demonstrados pela ré determinaram a sentença.

Flordelis foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, uso de documento falso e associação criminosa armada.

Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da ex-deputada também pegou uma pena alta, de 31 anos e 4 meses de prisão, por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada.

Os únicos inocentados foram os filhos adotivos André Luiz de Oliveira e Marzy Teixeira, e a neta biológica, Rayane dos Santos.

Confira a lista completa dos condenados e absolvidos:
• Flordelis dos Santos Souza: condenada a 50 anos e 28 dias por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, uso de documento falso e associação criminosa armada.
• Simone dos Santos Rodrigues: condenada a 31 anos e 4 meses por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada.
• Flávio dos Santos Rodrigues: condenado a 33 anos e 2 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, uso de documento ilegal e associação criminosa armada.
• Lucas Cézar dos Santos Souza: condenado a 7 anos e meio por homicídio triplamente qualificado. Teve a pena reduzida por ter colaborado com as investigações.
• Carlos Ubiraci Francisco da Silva: condenado a 2 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por associação criminosa. Foi absolvido da acusação de homicídio triplamente qualificado.
Adriano dos Santos Rodrigues: condenado a 4 anos, 6 meses e 20 dias em regime semiaberto por uso de documento falso duas vezes e por associação criminosa armada.
• Marcos Siqueira Costa: condenado a 5 anos e 20 dias em regime semiaberto por uso de documento falso duas vezes e por associação criminosa armada.
• Andrea Santos Maia: condenada a 4 anos, 3 meses e 10 dias em regime semiaberto por uso de documento falso duas vezes e por associação criminosa armada.
• Rayane dos Santos: inocentada.
• Marzy Teixeira: inocentada.
• André Luiz de Oliveira: inocentado.

Na etapa final do julgamento, Flordelis mudou completamente sua versão sobre a vítima. Se antes era só elogios a Anderson do Carmo, com o avanço do processo, ela passou a acusá-lo de comportamento abusivo, alegando ter sofrido agressões físicas e sexuais por parte da vítima.

Durante as investigações, Flordelis sustentou uma suposta tentativa de assalto, mas recentemente abandonou essa versão e passou a atrelar o crime aos supostos abusos sofridos por ela e filhas pelo pastor, morto com mais de 30 tiros, em 16 de junho de 2019, na garagem da casa da família, no bairro de Pendotiba, em Niterói.

Os primeiros condenados foram Flávio dos Santos e Lucas dos Santos, em novembro do ano passado. Em abril desse ano, Adriano dos Santos, o ex-policial militar Marcos Costa e sua esposa, Andrea Maia, também foram condenados.

No mesmo julgamento, Carlos Ubiraci Silva foi absolvido da acusação de homicídio, mas condenado por associação criminosa. Devido ao tempo em que já estiveram presos, Adriano e Carlos gozam atualmente de liberdade condicional.

‘Frieza e menosprezo pela vida humana’

Segundo o texto da sentença, Flordelis recebeu mais de 50 anos de prisão, apesar de ser réu primária, devido à “culpabilidade acentuada” em “verdadeira e bárbara execução, caracterizando uma demonstração explícita de ódio”.

Flordelis tinha ciência da ilicitude da conduta e mesmo assim praticou o crime, tendo “audácia extremamente reprovável, planejando execução brutal e fria da vítima”.

A sentença destaca ainda a ação de Flordelis como repugnante, já que Anderson “sempre se dedicou e foi essencial para o êxito da ré em suas carreiras, em diversos âmbitos, político, religioso e artístico”.

O documento também ressalta que as perfurações no corpo de Anderson foram concentradas em regiões vitais como crânio, tórax e abdome, enquanto a vítima dormia, destacando a “frieza e o menosprezo” de Flordelis pela vida humana.

Para o promotor de Justiça Décio Viegas, “Flordelis é manipuladora, vingativa e assassina”.

Leia Mais