Ibovespa cai 2,22% e dólar sobe 1,14% em meio a tensões globais e temor por tarifas dos EUA

Foto: Divulgação/Reprodução
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Mercado financeiro brasileiro enfrenta queda e dólar sobe mais de 1% nesta quarta-feira

A bolsa de valores do Brasil encerrou esta quarta-feira com uma expressiva queda, enquanto o dólar registrou alta superior a 1%. O cenário foi influenciado por uma aversão generalizada ao risco, motivada por tensões crescentes no Oriente Médio e pela ameaça de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outras nações.

O Ibovespa, principal indicador da B3, caiu 2,22%, encerrando o dia em 170.330 pontos. Já o dólar comercial teve alta de 1,14%, finalizando o pregão a R$ 5,067. Este comportamento reflete uma movimentação de investidores em busca de opções mais seguras, reduzindo a exposição a mercados emergentes.

Desempenho do Ibovespa

Após uma leve recuperação na terça-feira, o Ibovespa devolveu os ganhos, marcando a maior retração diária desde 7 de maio. Durante as negociações, o índice chegou a atingir a mínima de 170.007 pontos, mas ainda manteve a marca dos 170 mil pontos até o fechamento.

Com esse resultado, a bolsa brasileira atingiu o menor nível desde 20 de janeiro. Na acumulado da semana, o índice apresenta uma queda de 1,99% e, no ano de 2026, o avanço foi reduzido para 5,71%. A deterioração do ambiente financeiro foi acompanhada por resultados negativos nas bolsas dos Estados Unidos, em meio à intensificação do conflito entre americanos e iranianos.

Paralelamente, investidores observaram atentamente a proposta de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante Comercial dos EUA sugeriu uma imposição de 25% em algumas exportações, junto com medidas tarifárias relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

Aumento no câmbio

No setor cambial, houve uma demanda crescente pela moeda americana, o que levou o dólar a alcançar R$ 5,09 na máxima do dia. Este foi o maior nível desde 8 de abril.

O real teve um dos piores desempenhos entre as divisas emergentes, pressionado pela retirada de capital da bolsa brasileira e pela postura mais reservada dos investidores devido ao feriado de Corpus Christi. A alta do dólar também foi influenciada pela valorização global da moeda americana, apoiada por dados econômicos robustos nos EUA e a expectativa de juros elevados por um período prolongado.

Apesar da valorização desta quarta-feira, o dólar ainda acumula uma retração de 7,69% frente ao real em 2026.

Alta nos preços do petróleo

Os preços do petróleo registraram aumento diante da incerteza sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, além dos confrontos na região do Estreito de Ormuz, crucial para o comércio energético mundial.

O Brent, referência global e parâmetro para a Petrobras, subiu 1,89%, encerrando o dia a US$ 97,81 por barril. O WTI, do Texas, teve elevação de 2,4%, fechando a US$ 96,02.

O mercado permanece atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, o que mantém as preocupações inflacionárias e aumenta a cautela dos investidores globalmente.


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