Ministério da Saúde lança campanha para vacinar turistas contra surto de sarampo na Copa 2026

Foto: Divulgação/Reprodução
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O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional nesta quarta-feira para orientar brasileiros que planejam viajar para a Copa do Mundo de 2026. A medida visa prevenir que infecções por sarampo adquiridas no exterior reintroduzam o vírus no Brasil, que recentemente recuperou o status de país livre da doença.

Denominada “Vacinar é muito Brasil”, a iniciativa aconselha a atualização da caderneta de vacinação dos turistas antes de viajarem para os Estados Unidos, Canadá e México, que apresentam os maiores índices de sarampo no continente. Segundo dados oficiais, as Américas registraram cerca de 17 mil casos da doença este ano, com prevalência no México.

Apesar do Brasil manter o certificado de eliminação do sarampo desde 2024, foram confirmados três casos em 2026, todos ligados a viagens internacionais. Estes incluem um caso vindo da Bolívia, outro relacionado a um estrangeiro e uma infecção em uma funcionária de hotel no Rio de Janeiro.

Durante o evento de lançamento no Rio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a campanha se concentra inicialmente nos viajantes e profissionais que trabalham com turistas, como funcionários de hotéis e restaurantes. Ele destacou o esforço para manter o sarampo fora do país.

O sarampo é prevenido pela vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A recomendação é que a vacina seja aplicada ao menos 15 dias antes do embarque para garantir a imunização adequada.

O protocolo também inclui uma “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses que irão viajar. Crianças e jovens até 29 anos devem receber duas doses, enquanto pessoas até 59 anos precisam de uma única dose. Embora não sejam o alvo principal, idosos podem ser vacinados se estiverem aptos e viajarem para áreas de risco.

O Ministério reforça que todos sem comprovação vacinal devem buscar vacinação nos postos de saúde, alertando que o sarampo é altamente contagioso e pode levar a casos graves, incluindo hospitalização e morte.

Em 2019, o Brasil perdeu temporariamente o status de país livre do sarampo devido à queda na cobertura vacinal e aumento de casos importados, mas conseguiu reverter a situação com a intensificação das campanhas de imunização.


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