Nesta quarta-feira (1º), servidores de uma importante instituição de ensino do Rio de Janeiro interromperam suas atividades, resultando na suspensão das aulas. A paralisação foi decidida em assembleia realizada na noite anterior.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II, a iniciativa acontece devido ao descumprimento de acordos estabelecidos com o governo federal após a greve ocorrida em 2024.
Entre as reivindicações dos servidores estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para técnicos administrativos, a jornada semanal de 30 horas, eliminação do controle de frequência para docentes, regulamentação das funções docentes e revisão da estrutura de cargos. Apesar de encaminhadas ao governo, essas questões não registraram progresso significativo. O sindicato destacou que discussões sobre algumas demandas, como a carga horária, foram encerradas sem justificativa.
Mesmo com a paralisação, os campi e a Reitoria permanecem abertos, mas o funcionamento regular das atividades não está garantido. A adesão individual ao movimento pode afetar diretamente a continuidade das aulas.
Uma nova assembleia está programada para ocorrer hoje, às 9h, no campus de São Cristóvão, onde os próximos passos do movimento serão analisados, incluindo a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado.
O Colégio Pedro II, criado em 1837, é uma das mais tradicionais instituições de ensino público do país, com mais de 12 mil alunos. Ao longo dos anos, formou importantes figuras da política, do Judiciário e da cultura nacional, como ex-presidentes, ministros e renomados escritores e artistas.
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