Procurador-geral diverge de Moraes sobre caso da arma de Bolsonaro no STF

Foto: Divulgação/Reprodução
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação sobre o caso envolvendo a posse de arma de fogo por Jair Bolsonaro, expressando discordância em relação à posição do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com o documento da PGR, solicitado por Moraes, não existem, até o momento, indícios suficientes para identificar infrações disciplinares no início das investigações.

Gonet esclareceu que ainda não foram encontrados elementos para apontar irregularidades na conduta do ex-presidente, que mantinha um revólver em sua residência durante a prisão domiciliar, sem notificação às autoridades. Ele sugeriu que o ministro relator aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil antes de decidir sobre a possível revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro.

No texto, Gonet afirma que o caso, estando em fase inicial de apuração, não apresenta, no momento, indícios concretos de violação das condições estabelecidas para a prisão domiciliar.

A investigação teve início após um servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República ser parado em uma blitz em Brasília. Durante a ação, uma pistola foi encontrada no veículo, e o motorista afirmou que a arma pertencia a Bolsonaro. À Polícia Civil, Bolsonaro confirmou ser o proprietário, alegando que a pistola tinha problemas de funcionamento e justificando a posse pelo fato de viver com três mulheres em casa, necessitando proteção. O prazo de 90 dias da prisão domiciliar provisória termina nesta quinta-feira.


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