Rejeição a Eduardo Paes dispara após alinhamento com Lula no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/Reprodução
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Rejeição a Eduardo Paes cresce no Rio após apoio de Lula

Rio de Janeiro, 24 de abril de 2026 — A rejeição ao nome do ex‑prefeito Eduardo Paes para o governo do Rio de Janeiro segue em alta às vésperas da eleição estadual, em um movimento diretamente associado ao reforço do apoio do presidente Lula à sua candidatura. Na mais recente rodada de levantamentos, a rejeição a Paes já atinge cerca de 39% entre os eleitores fluminenses, percentual que o coloca entre os nomes com maior desgaste na disputa política local.

 

Pesquisa aponta aumento da resistência

Dados de pesquisa divulgados em abril de 2026 mostram que a marca de rejeição a Eduardo Paes cresceu em relação a rodadas anteriores, especialmente depois que o PT passou a declarar apoio formal à sua candidatura ao Palácio Guanabara. Enquanto Paes continua liderando intenções de voto em alguns cenários, o fortalecimento da ligação com o governo federal tem freado sua expansão entre eleitores de centro‑direita e de perfis mais alinhados ao bolsonarismo.

 

O ambiente político, marcado por uma polarização nacional que ainda reverbera fortemente no estado, faz com que o eleitorado que rejeita Lula passe também a enxergar Paes como um “candidato do governo federal”, o que amplia a resistência ao seu nome.

 

Apoio de Lula e o cálculo do PT

O PT tem feito de Eduardo Paes sua principal aposta no Rio de Janeiro para tentar reverter o desempenho negativo do partido no estado. Em discursos e atos públicos, o presidente tem reforçado a aliança com o ex‑prefeito, destacando sua gestão na Prefeitura do Rio como exemplo de “gestão técnica” e de governo de centro.

Para o PT, o pacto com Paes é uma estratégia para ganhar tempo e base institucional no Rio, onde o partido enfrenta dificuldades históricas para se estabelecer em eleições majoritárias. A ideia é usar o nome do ex‑prefeito para atrair parte do eleitorado que se afastou do bolsonarismo, mas ainda se distancia do PT, fazendo de Paes uma espécie de “ponte” entre centro e centro‑esquerda.

 

Efeito colateral: divisão do eleitorado

O fortalecimento da ligação com Lula, porém, já tem um efeito colateral perceptível. Enquanto Paes cresce entre eleitores mais alinhados ao governo federal, sua rejeição aumenta entre segmentos que rejeitam o presidente, incluindo parte do eleitorado mais conservador e bolsonarista.

 

Na outra ponta da disputa, o ex‑senador e pré‑candidato do PL, Douglas Ruas, tem visto sua rejeição cair em alguns cenários, em parte por conseguir se descolar, ainda que de forma parcial, da imagem de Flávio Bolsonaro. O ambiente parece favorecer candidatos que consigam se apresentar como alternativa ao Lula, enquanto o nome que mais se aproxima explicitamente do governo federal — Eduardo Paes — vai acumulando rejeição ao longo das pesquisas.

 

Caminho difícil para ampliar a base

A alta rejeição coloca um desafio central para a campanha de Eduardo Paes: consolidar o apoio do eleitorado que se sente confortável com o governo Lula, sem afastar de vez os setores de centro e de centro‑direita que ainda hesitam em se associar ao PT.

 

Mesmo mantendo posição de liderança em alguns cenários, a disputa estadual em 2026 no Rio tende a ser marcada por uma combinação de polarização nacional com lógicas locais, em que o nome de Eduardo Paes permanece como um dos símbolos mais claros do embate entre “Lula sim” e “Lula não”.

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