O Instituto Rio Metrópole (IRM) iniciou uma revisão extraordinária de contratos, convênios e outros compromissos financeiros em meio à reorganização administrativa do órgão. Uma comissão especial terá prazo de 60 dias para examinar documentos e identificar situações que exijam correção, esclarecimento ou aprofundamento da fiscalização.
O trabalho alcançará tanto contratos ainda em vigor quanto procedimentos já encerrados que apresentem pagamentos pendentes, reconhecimento de dívidas ou questionamentos sobre sua execução. Para acelerar a análise, diretorias e fiscais de contratos terão até 48 horas para entregar informações solicitadas pelo grupo.
A auditoria ocorre após a Operação Ouroboros, investigação do Ministério Público e da Polícia Civil que levou à prisão do ex-presidente da autarquia David Perini Vermelho, conhecido como Didê. Segundo as investigações citadas pela reportagem, há suspeita de desvios que chegariam a R$ 86,28 milhões entre julho de 2022 e maio de 2026. As suspeitas permanecem submetidas à apuração e não equivalem a condenações.
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