A Rua Primeiro de Março, um dos mais icônicos endereços do Rio de Janeiro, recebeu seu nome inspirado na data que marcou o fim da Guerra do Paraguai, em 1º de março de 1870. Anteriormente conhecida como Rua Direita, a via é palco de inúmeros acontecimentos históricos relevantes.
No século XIX, a Rua Direita era um eixo central da cidade, estendendo-se do Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento. Em 1875, a rua foi renomeada em homenagem ao discurso de D. Pedro II, proferido no Largo do Paço, hoje Praça XV, após o término da Guerra do Paraguai. A nomeação foi sugerida por um cidadão durante a ocasião, e prontamente adotada pelo imperador.
A origem do nome Rua da Direita não estava ligada à política ou à orientação da via, mas sim ao trajeto direto que proporcionava aos colonizadores entre São Bento e o Largo da Misericórdia, facilitando o acesso ao Morro do Castelo.
Há mais de 360 anos, o local onde hoje se encontra a rua era uma praia, conhecida como Praia da Cidade, protegida pelo Fortim da Cruz. A erosão acabou comprometendo a estrutura, resultando na doação do terreno para a construção da igreja Santa Cruz dos Militares. Curiosamente, documentos antigos relataram episódios como o encalhe de uma baleia que causou desconforto aos moradores devido ao mau cheiro.
A Rua Primeiro de Março é rica em construções históricas, como a Capela de Nossa Senhora do Ó, que evoluiu para o Convento do Carmo, e o lugar onde D. João VI estabeleceu o primeiro banco brasileiro em 1808, precedendo o Banco do Brasil.
A transformação da área ocorreu após 1640, quando o governador Duarte de Correia aprovou a venda de terrenos de marinha para a construção de um forte na Baía de Guanabara. Entretanto, a praia foi aterrada e a corrupção atrasou a edificação do forte por um século.
Atualmente, a Rua Primeiro de Março é sede de edifícios importantes para a administração e cultura do Rio, como o Palácio Tiradentes e o Centro Cultural Banco do Brasil.
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