Conferência em Santa Marta visa transição energética global longe dos combustíveis fósseis

Foto: Divulgação/Reprodução
Facebook
Twitter
WhatsApp

Representantes de aproximadamente 60 nações, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações sociais, cientistas e diplomatas se reunirão em Santa Marta, Colômbia, nesta sexta-feira (24), para a 1ª Conferência Internacional sobre a Transição dos Combustíveis Fósseis. O evento busca subsídios para elaborar um roteiro de transição energética global, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Organizada pelos governos da Colômbia e dos Países Baixos, a conferência será um espaço de discussão aberta e democrática. A programação inclui debates em três áreas principais: superação da dependência econômica, transformação da oferta e demanda, e promoção da cooperação internacional e diplomacia climática. Uma coalizão de nações dispostas a adotar medidas concretas para a transição energética também será formada.

Entre as atividades, ocorrerão diálogos setoriais, o lançamento de um Painel Científico para a Transição Energética e uma assembleia pública. A cúpula de lideranças acontecerá nos dias 28 e 29 de abril, com o encerramento da Plenária Geral.

O Mapa do Caminho, uma iniciativa brasileira de 2025, foi lançada na COP30 em Belém (PA), apoiada por 80 países sem consenso para inclusão no documento final. Este projeto, ainda em desenvolvimento, deve ser concluído até a COP31 na Turquia. A presidência brasileira da COP analisa atualmente as contribuições internacionais recebidas até 10 de abril. Países como Austrália, Canadá e União Europeia reafirmaram interesse. No entanto, Estados Unidos, China e Índia não estão engajados.

No Brasil, uma mobilização social significativa apoia o projeto, com contribuições de povos indígenas e redes institucionais. Ricardo Fujii, do WWF-Brasil, vê uma oportunidade para a delegação brasileira construir consensos e transformar iniciativas globais em ações concretas.

A Colômbia, situada na região amazônica, hospeda a conferência em um momento crítico de exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Mariana Andrade, do Greenpeace Brasil, destaca a importância da localização e enfatiza a necessidade de impedir a expansão da indústria fóssil nesta área essencial para o equilíbrio climático global.


Acompanhe O Contexto para mais notícias em tempo real.

Leia Mais