Banco Master: BC Identifica Problemas de Liquidez e Liquida Instituição em Meio a Investigações

Foto: Divulgação/Reprodução
Facebook
Twitter
WhatsApp

Banco Master sob investigação do Banco Central por problemas de liquidez

O Banco Central identificou irregularidades na gestão do Banco Master, de Daniel Vorcaro, após a criação de novas carteiras de investimentos em meio a uma crise de liquidez. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante uma audiência no Senado.

A capacidade de um banco de atender suas obrigações de curto prazo é chamada de liquidez. No caso do Banco Master, a situação financeira começou a chamar a atenção quando, mesmo enfrentando dificuldades, a instituição introduziu novas carteiras, um movimento contrário ao esperado para bancos em crise, explicou Galípolo aos senadores.

Desde 2024, um termo de compromisso exigia que o Banco Master melhorasse sua governança, capital e liquidez em seis meses. Apesar de obter inicialmente recursos com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a instituição posteriormente encontrou barreiras para continuar essa captação. Em busca de alternativas, retomou as vendas de carteiras, principalmente ao Banco Regional de Brasília (BRB), gerando suspeitas de fraudes que estão sob investigação da Polícia Federal.

O BRB tentou adquirir o Banco Master, mas a operação foi vetada pelo Banco Central. Em janeiro de 2025, ao formar novas carteiras de investimentos em meio a persistentes problemas financeiros, o Banco Central intensificou a análise das atividades do Banco Master. A liquidação extrajudicial da instituição aconteceu em 18 de novembro de 2025.

Tentativas de recuperação incluíram a apresentação de investidores árabes cujos detalhes nunca foram confirmados a Gabriel Galípolo. Em resposta à rejeição da compra pelo BRB, a proposta do Master envolvia uma autoliquidação com passagem a tais investidores.

Galípolo afirmou que o Banco Master não representava um risco sistêmico significativo, pois representava menos de 0,5% do sistema bancário. Ele destacou que a liquidação não é uma punição aos gestores, mas uma medida necessária diante da inviabilidade da instituição, esclarecendo que o público e os correntistas são as verdadeiras vítimas da má gestão.


Acompanhe O Contexto para mais notícias em tempo real.

Leia Mais