O ator Juliano Cazarré, de 45 anos, promoverá o encontro “O Farol e a Forja” entre 24 e 26 de junho no Centro Universitário Católico Ítalo-Brasileiro, em Santo Amaro. O evento busca discutir o papel do homem na atualidade, abordando temas como trabalho, família, religião e atividades físicas. Desde sua concepção, Cazarré já antecipava que o projeto poderia gerar controvérsias, o que se confirmou com reações negativas nas redes sociais, incluindo Instagram e X.
O anúncio do evento gerou críticas por parte de alguns artistas. Paulo Betti questionou a abordagem de Cazarré, considerando-a autossuficiente. Elisa Lucinda, Luciana Sérvulo e Álamo Facó expressaram opiniões semelhantes, com Facó comparando Cazarré ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Outras personalidades também expressaram discordância. Julia Lemmertz e Betty Gofman manifestaram desaprovação, enquanto o humorista Tiago Santinelli associou Cazarré ao movimento “redpill”. O ator, por sua vez, já negou essa relação, afirmando que suas ideias são baseadas na defesa do casamento tradicional e da família, o que, segundo ele, diverge de discursos digitais de isolamento masculino.
A polêmica se estende para o debate social sobre segurança de gênero. Críticos mencionam que o discurso defendido por Cazarré ignora dados sobre feminicídio no Brasil. Marjorie Estiano, em comentário crítico, afirmou que as ideias de Cazarré não são novas, mas reproduzem estruturas sociais prejudiciais às mulheres.
O material de divulgação do encontro destaca o histórico de cancelamentos do ator, citando suas opiniões sobre papéis de gênero e estrutura familiar. Cazarré alega que a sociedade atual enfraquece a figura masculina, resultando em desagregação familiar. Entretanto, ele conta com apoio de seguidores cristãos, que veem o movimento como extensão de suas crenças religiosas e valores conservadores.
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