O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Gaesp, realizou nesta terça-feira (28) um mutirão de atendimento a familiares de vítimas da Operação Contenção. A ação ocorreu no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha, buscando coletar depoimentos que possam auxiliar na investigação sobre a operação de outubro de 2025, que resultou em 122 mortes nos Complexos da Penha e do Alemão.
A iniciativa na Zona Norte busca facilitar o acesso dos familiares à justiça, superando barreiras que dificultariam o deslocamento até a sede do MPRJ. De acordo com o órgão, ouvir os parentes é essencial para a investigação conduzida pelo Gaesp, a fim de compreender a dinâmica dos acontecimentos e as circunstâncias das mortes, incluindo a de cinco policiais.
Até o momento, a investigação levou à apresentação de oito denúncias contra 27 policiais militares. Entre as práticas ilegais identificadas estão invasão de residências, furto de bens e tentativas de obstruir as câmeras corporais. O MPRJ também analisa mais de 3.600 horas de gravações dessas câmeras e laudos técnicos elaborados pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia.
Administrativamente, o Gaesp recomendou a adoção de melhorias nas Secretarias de Segurança e de Polícia, visando aprimorar o uso de câmeras portáteis e criar protocolos para reduzir a letalidade nas operações policiais. Essas ações seguem a ADPF 635 do Supremo Tribunal Federal (STF), que estipula regras de transparência e rigor em operações em comunidades do Rio de Janeiro.
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