A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi ajustada para 4,71% em 2023, conforme divulgado no Boletim Focus desta segunda-feira, elaborado pelo Banco Central.
A pesquisa semanal do BC destaca a elevação na projeção de inflação devido às tensões no Oriente Médio, marcando a quinta alta consecutiva. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual, situando o limite superior em 4,5%.
Em março, a inflação foi impulsionada pelas altas nos preços de transportes e alimentos, registrando um aumento de 0,88% no mês. No acumulado de 12 meses, o IPCA alcançou 4,14%, conforme o IBGE. As previsões para 2027, 2028 e 2029 são de 3,91%, 3,6% e 3,5%, respectivamente.
Quanto à taxa Selic, instrumento principal do Banco Central para controle da inflação, ela está em 14,75% ao ano, após redução de 0,25 ponto percentual. Antes do recente conflito iraniano, esperava-se um corte de 0,5 ponto. A Selic atingiu 15% e foi mantida até indicações de um novo ciclo de redução. No entanto, incertezas da situação no Oriente Médio podem influenciar futuras decisões.
O Copom se reunirá nos dias 28 e 29 de abril para revisar a Selic, com previsões mantendo a taxa em 12,5% até 2026. Para 2027 e 2028, as expectativas são de redução para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, chegando a 9,75% em 2029.
No que concerne ao crescimento econômico, as projeções do Boletim Focus para 2023 e 2027 são de 1,85% e 1,8%, respectivamente. Nos anos subsequentes, 2028 e 2029, espera-se um aumento de 2% no PIB. Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, impulsionado pela agropecuária.
A estimativa para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,37, com previsão de chegar a R$ 5,40 em 2027.
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