Senador Ciro Nogueira é investigado por alegado esquema de benefícios ilícitos
A Polícia Federal apontou evidências de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo as investigações, Nogueira teria recebido diversas vantagens, incluindo viagens internacionais, hospedagem, jantares, voos privados e o uso de imóveis de luxo, todos proporcionados por Vorcaro. Essas informações foram incluídas em um relatório apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levando à execução da 5ª fase da Operação Compliance Zero.
Em troca, o senador teria proposto projetos de interesse do banqueiro, como a Emenda nº 11 à PEC nº 65, que aumentaria o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão. Este projeto, denominado Emenda Master, teria sido redigido por assessores do Banco Master e entregue a Nogueira em sua residência. A investigação sugere que Vorcaro teria confidenciado que a emenda foi proposta conforme sua indicação.
A apuração também revelou que Nogueira teria adquirido, a preço muito abaixo do mercado, uma participação societária na Green Investimentos S.A., formalizada pela CNLF Empreendimentos Imobiliários, gerida por seu irmão.
O senador, que presidiu o Partido Progressista e foi ministro-chefe da Casa Civil, agora enfrenta medidas impostas pelo ministro Mendonça, que, baseando-se nas provas da PF e no parecer do Ministério Público, proibiu-o de contatar outros investigados ou testemunhas. Além disso, Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, foi preso temporariamente, e o irmão de Nogueira está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.
A defesa de Ciro Nogueira negou qualquer envolvimento ilícito e declarou disposição para colaborar com as investigações, criticando a base das acusações. As defesas de Felipe Cançado Vorcaro e Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima não foram contatadas.
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